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Carbidopa e Levodopa

Carbidopa e Levodopa - Bula do remédio

Carbidopa e Levodopa com posologia, indicações, efeitos colaterais, interações e outras informações. Todas as informações contidas na bula de Carbidopa e Levodopa têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com Carbidopa e Levodopa devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.

Aviso importante

Todas as bulas constantes em nosso portal são meramente informativas. Em caso de dúvidas quanto ao conteúdo de algum medicamento, procure orientação de seu médico ou farmacêutico.

Obs.: A MedicinaNET não vende nenhum tipo de medicamento.

Laboratório

Genérico

Apresentação de Carbidopa e Levodopa

Cada comprimido de carbidopa + levodopa contém: carbidopa (equivalente a 25 mg de carbidopa anidra) ............................................. 27 mg levodopa......................................... 250 mg Excipientes: amido, celulose microcristalina, estearato de magnésio, corante azul FDC nº 2 laca de alumínio.

Carbidopa e Levodopa - Indicações

A carbidopa + levodopa está indicada para o tratamento da doença e da síndrome de Parkinson. É útil para aliviar muitos dos sintomas do parkinsonismo, particularmente a rigidez e a bradicinesia. É freqüentemente útil no controle do tremor, da disfalgia, da sialorréia e da instabilidade postural, associados com a doença e a síndrome de Parkinson. Quando a resposta terapêutica à levodopa, administrada isoladamente, é irregular, e os sinais e sintomas da doença de Parkinson não são uniformemente controlados através do dia, a substituição pela carbidopa + levodopa é em geral eficaz, reduzindo as flutuações na resposta. Reduzindo certas reações adversas produzidas pela levodopa isolada, a carbidopa + levodopa permite, a um maior número de pacientes, obter adequado alívio dos sintomas da doença de Parkinson. Este medicamento também é indicado nos pacientes com doença de Parkinson que estejam tomando preparações vitamínicas contendo cloridrato de piridoxina (vitamina B6).

Contra-indicações de Carbidopa e Levodopa

Não se deve usar simultaneamente inibidores da monoaminoxidase-A e carbidopa + levodopa (exceto inibidores da MAO-B em doses baixas). Esses inibidores devem ser interrompidos pelo menos duas semanas antes de se iniciar o trata mento com este medicamento. Este medicamento é contra-indicado em pacientes com notória hipersensibilidade à carbidopa e à levodopa ou a qualquer componente da formulação e em pacientes com glaucoma de ângulo estreito. Dada a possibilidade da levodopa ativar o melanoma maligno, este medicamento não deve ser utilizado em pacientes com lesões cutâneas suspeitas e não diagnosticadas ou com histórico de melanoma.

Advertências

A carbidopa + levodopa pode ser adminis trada a pacientes que já estejam recebendo levodopa isoladamente. A substituição do tratamento anterior por tratamento com a associação deve ser feita em posologia que propicie aproximadamente 20% da posologia prévia da levodopa (ver Posologia). Não é recomendado o uso da carbidopa + levodopa para o tratamento de reações extrapiramidais de origem medicamentosa. Deve-se administrar este medicamento com cautela em pacientes com graves afecções cardiovasculares ou pulmo nares, doenças renais, hepáticas, endócrinas e com asma brônquica. Do mesmo modo como com a levodopa, a carbidopa + levodopa deve ser administrada cuidadosamente em pacientes com histórico de infarto do miocárdio que apresentem arritmia atrial, nodal ou ventricular. Nesses pacientes, deve-se monitorar a função cardíaca com particular cuidado durante o período de ajuste da posologia inicial. Todos os pacientes devem ser con trolados cuidadosamente quanto ao desen vol vimento de distúrbios mentais, depressão com tendências suicidas ou qualquer outro comportamento anti-social sério. Assim como a levodopa, a carbidopa + levodopa pode provocar movimentos involuntários e distúrbios mentais. Pacien tes com histórico ou presença de intensos movimentos involuntários ou episódios psicóticos, quando tratados com levodopa isoladamente, devem ser cuidadosamente observados ao se substituir a levodopa pela associação carbidopa + levodopa. Acredita-se que tais reações se devem ao aumento da dopamina no cérebro após administração da levodopa e, assim, o uso da associação pode causar recidiva. Foi relatado um complexo sintomático que lembra a síndrome neuroléptica maligna, incluindo rigidez muscular, aumento da temperatura corporal, alterações mentais e aumento da creatininafosfoquinase sérica, ligado à retirada abrupta de agentes antiparkinsonianos. Portanto, os pacientes devem ser dosamente observados quando se reduz abruptamente a posologia da carbidopa + levodopa, especialmente se fizerem uso de neurolépticos. Deve-se tomar cuidado na administração concomitante de fármacos psicoativos com carbidopa + levodopa (ver Interações Medicamentosas). Deve-se ter cautela ao administrar este medicamento a pacientes com histórico de convulsões. Pacientes com glaucoma de ângulo aberto crônico podem ser tratados cautelosamente com a carbidopa + levodopa, desde que a pressão intra-ocular esteja bem controlada e o paciente cuidadosamente monitorado quanto a alterações na pressão intra-ocular durante o tratamento. Como acontece com a levodopa, há a possibilidade de ocorrer hemorragia gastrintestinal em pacientes com histórico de úlcera péptica. Se for necessário a aplicação de anestesia geral, pode-se continuar o tratamento com carbidopa + levodopa até o momento em que for permitido ao paciente a ingestão de líquidos e uso de medicação por via oral. Se a terapêutica interrompida temporariamente, a dose diária usual poderá ser administrada tão logo o paciente seja capaz de tomar medicação oral. Uso pediátrico: não foi estabelecida a segurança da carbidopa + levodopa em pacientes com menos de 18 anos de idade.

Uso na gravidez de Carbidopa e Levodopa

Categoria de risco na gravidez: C. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. Em estudos com ratos houve diminuição do número de filhotes vivos de ratas recebendo duas vezes a máxima dose humana recomendada (MDHR) de carbidopa e cinco vezes a MDHR de levodopa durante a organogênese. A carbidopa + levodopa causou malformações viscerais e esqueléticas em coelhos, em doses que variam de 10/5 vezes até 20/10 vezes a MDHR. Os efeitos da carbidopa + levodopa na gravidez e na lactação humana são desconhecidos. Portanto, o uso deste produto durante a gravidez requer que os possíveis benefícios do medicamento sejam confrontados com os riscos potenciais. A carbidopa + levodopa não deve ser administrada a nutrizes.

Interações medicamentosas de Carbidopa e Levodopa

Pode ocorrer hipotensão postural sintomática quando a carbidopa + levodopa for administrada a pacientes sob tratamento com anti-hipertensivos. Portanto, quando se iniciar o tratamento com a carbidopa + levodopa, pode ser necessário ajustar a posologia do anti-hipertensivo (para pacientes em uso de inibidores da MAO) (ver Contra-indicações). Há raros relatos de reações adversas, incluindo hipertensão e discinesia, resultado do uso concomitante de antidepressivos tricíclicos e carbidopa + levodopa. Antagonistas dopaminérgicos (por ex.: fenotiazidas e butirofenonas) podem reduzir os efeitos terapêuticos da levodopa. Além disso, os efeitos benéficos da levodopa na doença de Parkinson foram revertidos pela fenitoína e papaverina, em alguns relatos. Os pacientes que usam estas drogas com carbidopa + levodopa devem ser cuidadosamente monitorados quanto à perda de resposta terapêutica. Como a levodopa compete com certos aminoácidos, sua absorção pode ser prejudicada em alguns pacientes sob dieta rica em proteínas.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Carbidopa e Levodopa

Os efeitos colaterais que geralmente ocorrem em pacientes sob tratamento com carbidopa + levodopa são devidos à atividade neurofarmacológica central da dopamina. Estas reações geralmente podem ser diminuídas pela redução posológica. As reações adversas mais comuns são as discinesias, incluindo os movimentos coreiformes, distônicos e outros movimentos involuntários. Contrações musculares e blefa rospasmo podem ser tomados como sinais de alerta para se considerar a redução posológica. Outras reações sérias são: alterações mentais, incluindo ideação paranóide e episódios psicóticos; depressão com ou sem desenvolvimento de tendências suicidas e demência. Outra reação comum, mas menos séria, é a náusea. Reações menos freqüentes são: irregularidades cardíacas e/ou palpitações, episódios de hipotensão ortostática, episódios bradicinéticos (fenômeno “on - off”) anorexia, vômito, tontura e so nolência. Raramente ocorreram convulsões, no entanto, não foi estabelecida uma relação causal com o produto. Alterações de exames laboratoriais Anormalidades temporárias em testes de laboratório que, todavia, não têm sido associadas com evidências clínicas de disfunções, incluíram elevações de nitro gênio uréico sangüíneo, TGO (AST), TGP (ALT), desidrogenase láctica, bilirrubina, fosfatase alcalina ou proteína ligada a iodo. Diminuição da hemoglobina e hematócrito, glicose sérica elevada, leucó citos, bactérias e sangue na urina têm sido reportados. Geralmente, níveis de nitrogênio uréico sangüíneo, creatinina e ácido úrico são menores durante a administração da carbidopa + levodopa do que com levodopa. Teste de Coombs positivo tem sido reportado com ambos, carbidopa + levodopa e levodopa isolada, mas anemia hemolítica é extremamente rara. A carbidopa + levodopa pode causar uma reação falso-positiva para corpos cetônicos urinários quando é usado papel indicador para determinação de cetonúria. Esta reação não será alterada pela ebu - lição da amostra urinária. Testes falsonegativos podem resultar do uso de métodos de glicose-oxidase para testar a glicosúria. Outras reações adversas reportadas com levodopa foram: Sistema nervoso: ataxia, torpor, aumento do tremor das mãos, contrações musculares, blefarospasmo, cãibras, trismo, ativação de síndrome de Horner latente. Psiquiátricos: confusão, sonolência, insônia, pesadelos, alucinações, ilusões, agitação, ansiedade, euforia. Gastrintestinais: boca seca, gosto amargo, sialorréia, disfalgia, bruxismo, soluços, dor e desconforto abdominal, constipação, diarréia, flatulência, sensação de queimação na língua. Metabólicos: perda ou ganho de peso, edema. Tegumentários: rubor facial, sudorese aumentada, suor escuro, erupção cutânea, queda de cabelo. Urogenitais: retenção urinária, incontinên cia, urina escura, priapismo. Visuais: turvação visual, diplopia, midríase, crises oculógiras. Vários: fraqueza, desmaios, fadiga, cefaléia, rouquidão, mal-estar, fogachos, sensação de estimulação, padrões respiratórios bizarros, síndrome neuroléptica maligna, melanoma maligno (ver Contra-indicações).

Carbidopa e Levodopa - Posologia

A posologia deve ser titulada de acordo com as necessidades individuais, o que pode exigir ajuste tanto de cada dose, quanto freqüência da administração. Tem-se observado resposta em um dia e às vezes após uma dose. Doses plenamente eficazes são, em geral, alcançadas dentro de 7 dias, em confronto com semanas ou meses exigidos pela levodopa isoladamente. Estudos mostram que a enzima periférica dopa-descarboxilase é saturada pela carbidopa com doses entre 70 e 100 mg diariamente. Pacientes recebendo menos do que esta quantidade de carbidopa estão mais sujeitos a experimentar náusea e vômito. Pacientes não recebendo levodopa Inicial: 1/2 comprimido de carbidopa + levodopa uma ou duas vezes ao dia. Ajuste: acrescente 1/2 comprimido de carbidopa + levodopa cada dia, ou em dias alternados, até ser atingida a dose ótima. Manutenção: um comprimido 3 a 4 vezes por dia. Se necessário, a posologia pode ser aumentada em 1/2 a 1 comprimido a cada dia, ou em dias alternados, até o máximo de 8 comprimidos por dia. É limitada a experiência com doses diárias superiores a 200 mg de carbidopa. A terapia deve ser individualizada e ajustada de acordo com a resposta terapêutica desejada. Como transferir pacientes de uma terapia com levodopa para terapia com associação carbidopa + levodopa Em virtude da ocorrência mais rápida das respostas terapêuticas e das reações adversas com carbidopa + levodopa, em relação à levodopa administrada isoladamente, os pacientes devem ser estreitamente observados durante o período de ajuste posológico. Especificamente, movimentos involuntários ocorrerão mais rapidamente com carbidopa + levodopa do que em pacientes sob tratamento com levodopa isolada. A ocorrência de movimentos involuntários pode requerer redução poso lógica. Em alguns pacientes, ble fa ros pasmo pode ser um útil sinal precoce do excesso posológico. A administração de levodopa deve ser interrompida pelo menos 12 horas antes de ser iniciado o tratamento com a associação carbidopa + levodopa (24 horas para os preparados de liberação lenta de levodopa). A posologia diária de carbidopa + levodopa escolhida deve ser a que proporciona 20% da posologia diária prévia de levodopa.

Características farmacológicas

O medicamento é uma combinação de carbidopa, um aminoácido aromático inibidor de descarboxilase, e a levodopa, um precursor metabólico da dopamina, para o tratamento da doença e da síndrome de Parkinson. A levodopa alivia os sintomas da doença de Parkinson através da descarboxilação para dopamina no cérebro. A carbidopa, que não cruza a barreira hemoliquórica, inibe a descarboxilação extracerebral da levodopa, liberando mais levodopa para transporte ao cérebro e subseqüente conversão em dopamina. O medicamento melhora a terapêutica global, em comparação com a levodopa, além de propiciar níveis plasmáticos eficazes de levodopa, que se prolongam por muito tempo em doses aproximadamente 80% inferiores às exigidas com o fármaco isolado. Enquanto o cloridrato de pirodoxina (vitamina B6) acelera o metabolismo periférico da levodopa em dopamina, a carbidopa evita essa atividade.

Uso em idosos, crianças e em outros grupos de risco

Pacientes idosos podem requerer doses inferiores, já que há relatos que essa população tem maior probabilidade de experimentar reações adversas sérias, como hipotensão, síncope e alterações comportamentais.

Armazenagem

O medicamento deve ser armazenado na embalagem original até sua total utilização. Conservar em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C). Proteger da luz e umidade.

Carbidopa e Levodopa - Informações

Ação esperada do medicamento A carbidopa + levodopa está indicada para o tratamento da doença de Parkinson e seus sintomas. Desde que respeitados os cuidados de armazenamento, o medicamento apresenta uma validade de 24 meses a contar da data de sua fabricação. Não devem ser utilizados medicamentos fora do prazo de validade, pois podem trazer prejuízos à saúde. Gravidez e lactação A paciente deve informar ao médico se estiver grávida, amamentando, ou pretendendo engravidar. Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após seu término. Informar ao seu médico se está ama mentando. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. Cuidados de administração Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Interrupção do tratamento Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico. Reações adversas Com o uso de carbidopa + levodopa podem ocorrer as seguintes reações adversas: movimentos involuntários, contra ções musculares (geralmente estas reações podem ser reduzidas pela redução posológica), alterações mentais, depressão, náuseas, anorexia, vômito, tontura. Se você tiver qualquer uma dessas ou outras reações adversas, comunicar imediatamente o seu médico. Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis. TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS. Ingestão concomitante com outras substâncias Pode ocorrer hipotensão postural sinto mática quando a carbidopa + levodopa for administrada a pacientes sob tratamento com anti-hipertensivos (ver Contra-indicações ). Há raros relatos de reações adversas, incluindo hipertensão e discinesia, resultado do uso concomitante de antidepressivos tricíclicos e carbidopa + levodopa. As fenotiazidas e bu tirofenonas podem reduzir os efeitos terapêuticos da levodopa. Além disso, os efeitos benéficos da levodopa na doença de Parkinson foram revertidos pela fenitoína e papaverina, em alguns relatos. Os pacientes que usam estas drogas com carbidopa + levodopa devem ser cuidadosamente monitorados quanto à perda de resposta terapêutica. Como a levodopa compete com certos aminoácidos, sua absorção pode ser prejudicada em alguns pacientes sob dieta rica em proteínas.

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