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Luvox - Bula do remédio

Luvox com posologia, indicações, efeitos colaterais, interações e outras informações. Todas as informações contidas na bula de Luvox têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com Luvox devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.

Aviso importante

Todas as bulas constantes em nosso portal são meramente informativas. Em caso de dúvidas quanto ao conteúdo de algum medicamento, procure orientação de seu médico ou farmacêutico.

Obs.: A MedicinaNET não vende nenhum tipo de medicamento.

Laboratório

Solvay

Apresentação de Luvox

compr. Luvox (maleato de fLuvoxamina) 100 mg é apres. em caixas c/ 15 ou 30 compr.

Luvox - Indicações

Luvox é indicado no tratamento da depressão e dos sintomas do transtorno obsessivo-compulsivo.

Contra-indicações de Luvox

Luvox não deve ser administrado concomitantemente com inibidores da monoamino-oxidase (IMAO). O tratamento com fLuvoxamina pode ser iniciado duas semanas após a suspensão de um IMAO irreversível, ou no dia seguinte após a suspensão de um IMAO reversível (por exemplo, moclobemida). Deve haver um intervalo de pelo menos uma semana entre o término do tratamento com fLuvoxamina e o início do tratamento com qualquer IMAO. Luvox é também contra-indicado a pacientes com hipersensibilidade à fLuvoxamina ou a qualquer componente da fórmula.

Advertências

A possibilidade de tentativa suicida é inerente a pacientes com depressão, e pode persistir até que ocorra uma remissão significativa. Pacientes apresentando insuficiência renal ou hepática devem receber, inicialmente, uma dose baixa, devendo ser cuidadosamente monitorados. Embora raramente, o tratamento com fLuvoxamina foi relacionado com um aumento nas enzimas hepáticas, geralmente acompanhado de sintomatologia. Nestes casos, o tratamento deve ser descontinuado. Luvox não é recomendado para uso em crianças, pois ainda não há experiência suficiente com o produto nessa faixa etária. Luvox não interferiu na habilidade psicomotora associada com a direção de veículos ou operação de máquinas, até a dose de 150 mg/dia. Contudo, relatou-se sonolência durante o tratamento com fLuvoxamina. Portanto, recomenda-se cautela até que seja determinada a resposta individual ao medicamento. Da mesma maneira que ocorre com outros fármacos psicoativos, o paciente deve ser alertado para evitar o uso de álcool durante o tratamento com Luvox. Embora nos estudos em animais não se tenham observado propriedades convulsivantes com a fLuvoxamina, recomenda-se cautela quando o produto é administrado a pacientes com história de distúrbios convulsivos. O tratamento deve ser descontinuado se ocorrerem convulsões. Os dados obtidos em pacientes idosos não mostraram diferenças clinicamente significativas nas doses diárias usuais em relação a pacientes mais jovens. Contudo, com base nesses estudos, recomenda-se que a titulação ascendente de dose seja mais lenta no paciente idoso, e que a administração seja feita com cautela. Luvox pode provocar uma insignificante diminuição no batimento cardíaco (2-6 batidas por minuto).

Uso na gravidez de Luvox

- Gravidez e lactação: estudos de reprodução com altas doses em animais não revelaram evidências de prejuízo à fertilidade, à atividade reprodutora nem efeitos teratogênicos na prole. Apesar disso, devem ser observadas as precauções usuais relativas à administração de qualquer droga durante a gravidez. A fLuvoxamina é excretada no leite humano em pequenas quantidades. Este produto, portanto, não deve ser utilizado por mulheres que estejam amamentando.

Interações medicamentosas de Luvox

Luvox não deve ser utilizado em combinação com IMAOs (ver Contra-indicações). A fLuvoxamina pode prolongar a eliminação de drogas metabolizadas por via oxidativa no fígado. É possível uma interação clinicamente significativa com drogas com um índice terapêutico estreito (por ex., warfarina, fenitoína, teofilina, clozapina e carbamazepina). Relatou-se um aumento nos níveis plasmáticos previamente estáveis de antidepressivos tricíclicos, quando usados de forma combinada com fLuvoxamina. Não se recomenda a administração concomitante desses fármacos. Nos estudos de interação medicamentosa, observaram-se níveis plasmáticos aumentados de propanolol durante administração concomitante da fLuvoxamina. Recomenda-se, portanto, diminuir a dose desse medicamento quando prescrito juntamente com Luvox. Quando a fLuvoxamina é administrada concomitantemente com warfarina por duas semanas, as concentrações plasmáticas de warfarina aumentam significativamente, e os tempos de protrombina são aumentados. Portanto, deve-se monitorar os tempos de protrombina dos pacientes recebendo anticoagulantes orais e fLuvoxamina, e a dose de anticoagulante oral deve ser convenientemente ajustada. Não se registraram interações com digoxina e atenolol. A fLuvoxamina tem sido utilizada em combinação com lítio no tratamento de pacientes com depressão grave resistente à medicação. Contudo, o lítio (e, possivelmente, o triptofano) aumenta os efeitos serotoninérgicos da fLuvoxamina, e, portanto, essa associação deve ser utilizada com cautela. Os efeitos serotoninérgicos podem também ser aumentados quando a fLuvoxamina é utilizada em combinação com outros agentes serotoninérgicos (incluindo sumatriptano e SSRIs). Em raras ocasiões, isso pode resultar em uma síndrome serotoninérgica. Os níveis plasmáticos de benzodiazepínicos metabolizados por via oxidativa podem aumentar durante a administração concomitante com Luvox.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Luvox

A reação adversa mais freqüentemente observada com Luvox é náusea, algumas vezes acompanhada de vômitos. Este efeito colateral geralmente diminui dentro das duas primeiras semanas de tratamento. Outros efeitos colaterais, observados nos estudos clínicos nas freqüências relacionadas abaixo, são freqüentemente associados com a própria patologia tratada, não sendo, necessariamente, relacionados com o tratamento: Reações adversas mais freqüentes (1%-1,5%): Astenia, cefaléia, mal-estar, palpitações/taquicardia, dor abdominal, anorexia, constipação, diarréia, boca seca, dispepsia, agitação, ansiedade, vertigens, insônia, nervosismo, sonolência, tremores, sudorese. Reações menos freqüentes (< 1%): Hipotensão postural, artralgia, mialgia, ataxia, confusão, sintomas extrapiramidais, alucinações, ejaculação anormal (retardada), prurido, erupção cutânea. Reações raras (< 0,1%): Função hepática anormal, convulsões, mania, galactorréia, fotossensibilidade. Embora tenha sido observada hiponatremia durante o uso de outros antidepressivos, raramente esta foi observada durante o tratamento com fLuvoxamina. Raramente, foram relatados sintomas, incluindo cefaléia, náusea, vertigens e ansiedade, após a interrupção abrupta da administração de fLuvoxamina.

Luvox - Posologia

Tratamento da depressão: A dose inicial recomendada é de 50 ou 100 mg, administrada como dose única ao anoitecer. Recomenda-se aumentar a dose gradualmente, até atingir a dose eficaz. A dose eficaz diária geralmente é de 100 mg, e deve ser ajustada de acordo com a resposta individual do paciente. Têm sido administradas doses de até 300 mg ao dia. Recomenda-se que doses totais diárias acima de 150 mg sejam administradas em doses divididas. Luvox deve ser ingerido com quantidade suficiente de água, e os comprimidos não devem ser mastigados. De acordo com as recomendações da OMS, o tratamento com medicamentos antidepressivos deve continuar pelo menos por 6 meses após a recuperação de um episódio depressivo. Tratamento do transtorno obsessivo-compulsivo: A dose inicial recomendada é de 50 mg ao dia por 3-4 dias. A dose eficaz diária geralmente varia entre 100 mg e 300 mg ao dia. A dose deve ser aumentada gradualmente até se atingir a dose eficaz, até a dose máxima de 300 mg ao dia. Doses de até 150 mg podem ser administradas como dose única, de preferência ao anoitecer. Recomenda-se que doses totais diárias acima de 150 mg sejam administradas em 2 ou 3 doses divididas. Se for obtida uma boa resposta terapêutica, o tratamento pode continuar na dose ajustada individualmente. Se não houver melhora dentro de 10 semanas, o tratamento com fLuvoxamina deve ser reavaliado. Embora ainda não haja estudos sistemáticos determinando por quanto tempo deve continuar o tratamento com fLuvoxamina, o transtorno obsessivo-compulsivo é uma condição crônica, e é razoável considerar a continuidade do tratamento por mais de 10 semanas em pacientes responsivos. O ajuste da dose deve ser cuidadoso e individualizado para cada paciente, a fim de manter o paciente com a menor dose eficaz. A necessidade do tratamento deve ser reavaliada periodicamente. Alguns médicos sugerem psicoterapia comportamental concomitante para os pacientes responsivos à farmacoterapia.

Superdosagem

Os sintomas mais comuns de superdosagem incluem queixas gastrintestinais (náuseas, vômitos e diarréia), sonolência e tonturas. Foram também relatados eventos cardíacos (taquicardia, bradicardia, hipotensão), distúrbios da função hepática, convulsões e coma. Foram relatados até o momento mais que 300 casos de superdosagem intencional com fLuvoxamina. A dose mais alta documentada de ingestão de fLuvoxamina por um paciente foi de 10.000 mg; este paciente se recuperou totalmente apenas com tratamento sintomático. Eventualmente, foram observadas complicações mais graves em casos de superdosagem intencional com fLuvoxamina em associação com outros fármacos. Foram relatadas duas mortes devido a uma superdosagem de fLuvoxamina isolada. Não há antídoto específico para a fLuvoxamina. No caso de superdosagem, o estômago deve ser esvaziado o mais depressa possível após a ingestão dos comprimidos, devendo ser administrado tratamento sintomático. Também se recomenda o uso repetido de carvão ativado. Devido à extensa distribuição da fLuvoxamina, é improvável o benefício da diálise ou diurese forçada.

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