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Índice

Seretide Diskus

Seretide Diskus - Bula do remédio

Seretide Diskus com posologia, indicações, efeitos colaterais, interações e outras informações. Todas as informações contidas na bula de Seretide Diskus têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com Seretide Diskus devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.

Aviso importante

Todas as bulas constantes em nosso portal são meramente informativas. Em caso de dúvidas quanto ao conteúdo de algum medicamento, procure orientação de seu médico ou farmacêutico.

Obs.: A MedicinaNET não vende nenhum tipo de medicamento.

Laboratório

Gsk

Apresentação de Seretide Diskus

Seretide Diskus® é apresentado na forma de pó inalante, acondicionado em um dispositivo plástico no formato de disco (Diskus®) que contém um strip com 28 ou 60 doses. O dispositivo Diskus® é embalado em invólucro laminado metálico.

Seretide Diskus® traz as seguintes apresentações:
Seretide Diskus® 50 mcg/100 mcg com 60 doses
Seretide Diskus® 50 mcg/250 mcg com 28 ou 60 doses
Seretide Diskus® 50 mcg/500 mcg com 28 ou 60 doses

USO INALATÓRIO POR VIA ORAL
USO ADULTO E PEDIÁTRICO ACIMA DE 4 ANOS DE IDADE

COMPOSIÇÃO
Cada dose contém:
Seretide Diskus® 50 mcg/100 mcg
salmeterol ................................................50 mcg (equivalente a 72,5 mcg de xinafoato de salmeterol)
propionato de fluticasona ........................100 mcg
excipiente: lactose q.s.p. .........................1 dose

Seretide Diskus® 50 mcg/250 mcg
salmeterol ...................................................50 mcg (equivalente a 72,5 mcg de xinafoato de salmeterol)
propionato de fluticasona .........................250 mcg
excipiente: lactose q.s.p. .........................1 dose

Seretide Diskus® 50 mcg/500 mcg
salmeterol .................................................50 mcg (equivalente a 72,5 mcg de xinafoato de salmeterol)
propionato de fluticasona .........................500 mcg
excipiente: lactose q.s.p. .........................1 dose

Seretide Diskus - Indicações

Asma
Seretide Diskus® é indicado para o tratamento regular da asma (doença obstrutiva reversível das vias respiratórias).
Isto pode incluir:
•Pacientes em tratamento de manutenção com β2-agonistas de longa duração e corticosteroides por via inalatória.
•Pacientes que permanecem sintomáticos sob monoterapia com corticosteroides por via inalatória.
•Pacientes em tratamento regular com broncodilatadores que requerem o uso de corticosteroides por via inalatória.

Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)
Seretide Diskus® é indicado para o tratamento de manutenção da DPOC, inclusive bronquite crônica e enfisema. Seu uso demonstrou redução da mortalidade resultante de todas as causas.

Advertências

Seretide Diskus® não deve ser usado para alívio dos sintomas agudos. Nessa circunstância, é necessário utilizar um broncodilatador de curta duração. Deve-se alertar os pacientes para que mantenham a medicação de alívio sempre à mão.
O aumento do uso de broncodilatadores de curta duração indica a deterioração do controle da asma, e o médico deve reavaliar o paciente. A deterioração súbita e progressiva do controle da asma é potencialmente perigosa.
Deve-se considerar o aumento da dose do corticosteroide. Assim, quando a dose usual de Seretide Diskus® se torna ineficaz no controle da asma, o paciente deve ser reavaliado pelo médico.
O tratamento com Seretide Diskus® não deve ser suspenso abruptamente no caso de pacientes asmáticos, devido ao risco de exacerbação. A terapia deve ser reduzida sob supervisão médica. No caso de pacientes com DPOC, a interrupção do tratamento pode estar associada à descompensação sintomática e necessita de supervisão médica.
Houve aumento de relatos de pneumonia nos estudos sobre pacientes com DPOC tratados com Seretide Diskus®(ver a seção Reações Adversas). Os médicos devem estar atentos à possibilidade de desenvolvimento de pneumonia em pacientes com DPOC, visto que as características clínicas das pneumonias e das exacerbações frequentemente se sobrepõem.
Como ocorre com toda medicação que contém corticosteroides, Seretide Diskus® deve ser administrado com cautela aos portadores de tuberculose pulmonar ou quiescente, assim como de tireotoxicose.
Certos efeitos cardiovasculares, como aumento da pressão sanguínea sistólica e da frequência cardíaca, podem ocasionalmente ser observados com o uso de todas as drogas simpatomiméticas, em especial em doses mais altas que as recomendadas. Por esse motivo, Seretide Diskus® deve ser utilizado com cautela em pacientes com doenças cardiovasculares preexistentes.
Pode ocorrer diminuição passageira dos níveis séricos de potássio devido ao uso de drogas simpatomiméticas em doses mais altas que as recomendadas. Portanto, deve-se utilizar Seretide Diskus® com cautela em pacientes predispostos a apresentar baixos níveis séricos de potássio.
Efeitos sistêmicos podem ocorrer com o uso de quaisquer corticosteroides inalatórios, especialmente quando há prescrição de altas doses para longos períodos. É menos provável que tais efeitos ocorram com esses corticosteroides do que com os orais (ver a seção Superdose). Alguns efeitos sistêmicos prováveis são síndrome de Cushing e manifestações desta, supressão adrenal, retardo do crescimento de crianças e adolescentes, diminuição da densidade óssea, catarata e glaucoma. Portanto, é importante manter, no tratamento de pacientes com asma, a dose efetiva mais baixa de corticosteroides inalatórios.
É necessário ter sempre em mente a possibilidade de deficiência da resposta adrenal em situações clínicas eletivas ou de emergência que provavelmente produzam estresse. Nessas situações, deve-se considerar o tratamento apropriado com corticosteroides (ver a seção Superdose).
Recomenda-se a monitoração regular da altura da criança que recebe tratamento prolongado com corticosteroides inalatórios.
Devido à possibilidade de redução da resposta adrenal, a transferência de tratamento com corticoides orais para tratamento com propionato de fluticasona inalatório exige cuidados especiais, e é preciso monitorar regularmente a função adrenocortical dos pacientes.
Após a introdução do propionato de fluticasona inalatório, a suspensão da terapia sistêmica deve ser gradual, e os pacientes devem ser estimulados a portar um cartão de alerta que indique a possibilidade de precisarem de terapia complementar com corticosteroides em caso de crise.
Houve relatos muito raros de aumento dos níveis sanguíneos de glicose (ver a seção Reações Adversas), e isso deve ser considerado na prescrição para pacientes com histórico de diabetes mellitus.
Também se observaram interações clínicas significativas em pacientes sob tratamento com propionato de fluticasona e ritonavir. Essas interações resultaram em efeitos sistêmicos do corticosteroide, tais como síndrome de Cushing e supressão adrenal. Portanto, deve-se evitar o uso concomitante de propionato de fluticasona e ritonavir, a menos que o benefício ultrapasse o risco desses efeitos sistêmicos (ver a seção Interações Medicamentosas).
Um grande estudo clínico americano, o SMART, que comparou a segurança do xinafoato de salmeterol isolado com a de placebo adicionado à terapia usual, mostrou um aumento significativo das mortes relacionadas à asma entre os pacientes que receberam xinafoato de salmeterol. Dados desse estudo sugeriram que afro-americanos podem apresentar um risco maior de eventos respiratórios graves ou morte com o uso de xinafoato de salmeterol, em comparação a placebo. Não se sabe se isso é devido a fatores farmacogenéticos ou a outros fatores. O estudo SMART não foi planejado para determinar se o uso concomitante de corticosteroides inalados altera o risco de mortes relacionadas à asma.
Observou-se em um estudo sobre interação medicamentosa que o uso concomitante de cetoconazol sistêmico aumenta a exposição ao salmeterol. Isso pode levar ao prolongamento do intervalo QTc. É necessário ter cautela quando potentes inibidores da CYP3A4 (como o cetoconazol) são coadministrados com salmeterol (ver a seção Interações Medicamentosas e, na seção Características Farmacológicas, o item Propriedades Farmacocinéticas).
Assim como ocorre com outras terapias inalatórias, pode ocorrer broncoespasmo paradoxal com um aumento imediato de sibilos após a administração. Isto pode ser tratado imediatamente com um broncodilatador inalatório de ação rápida e de curta duração. Seretide deve ser descontinuado imediatamente, o paciente deve ser avaliado e, se necessário, deve ser instituída terapia alternativa (ver o item Reações Adversas).
Os efeitos colaterais farmacológicos do tratamento com agonistasβ-2, tais como tremor, palpitações subjetivas e dor de cabeça foram relatados, mas tendem a ser transitórios e diminuir com a terapia regular (ver Reações Adversas).

Mutagenicidade
O xinafoato de salmeterol e o propionato de fluticasona foram extensivamente avaliados em testes de toxicidade feitos com animais. A toxicidade foi significativa apenas com doses superiores às recomendadas para uso humano, conforme se espera de potentes agonistas β2-adrenérgicos e de corticosteroides.
Em estudos de longo prazo, o xinafoato de salmeterol induziu tumores benignos no músculo liso do mesovário de ratas e no útero de fêmeas de camundongos.
Os roedores são sensíveis à formação desses tumores induzidos farmacologicamente. O salmeterol não é considerado um importante fator de risco oncogênico para o homem.
A coadministração de salmeterol e propionato de fluticasona resultou em algumas interações cardiovasculares em doses elevadas. Em ratos, a miocardite atrial leve e arterite coronária focal foram efeitos transitórios que resolveram com a administração regular. Em cães, o aumento da frequência cardíaca foi maior após a coadministração do que após o uso do salmeterol sozinho. Efeitos adversos cardíacos graves não foram clinicamente relevantes nos estudos em humanos.
A coadministração não modificou outras toxicidades relacionadas à classe em animais.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e de operar máquinas
Não há estudos específicos sobre o efeito de Seretide Diskus® sobre a capacidade de dirigir veículos ou de operar máquinas, e a farmacologia de ambas as drogas não indica nenhum efeito.

Gravidez e lactação
Seretide Diskus® só deve ser usado durante a gravidez se o benefício para a mãe justificar o possível risco para o feto.
Os estudos existentes sobre o uso do xinafoato de salmeterol e do propionato de fluticasona na gravidez e na lactação são insuficientes.
Estudos sobre reprodução animal têm demonstrado somente efeitos característicos da exposição sistêmica a glicocorticoides e agonistas β2-adrenérgicos tanto com as drogas administradas individualmente quanto com as utilizadas em associação.
Em doses terapêuticas, extensiva experiência clínica com drogas destas classes revelou que não existe evidência de efeitos relevantes. Nem xinafoato de salmeterol ou proprionato de fluticasona têm demonstrado não haver qualquer potencial para toxicidade genética.
Concentrações plasmáticas de salmeterol e propionato de fluticasona após inalação de doses terapêuticas são muito baixas e, portanto, a concentração no leite materno provavelmente será correspondentemente baixa. Isto é suportado por estudos em animais lactentes, nos quais baixas concentrações foram encontradas no leite. Não há dados disponíveis para aleitamento em humanos.
Categoria C de risco na gravidez.
Este medicamento não deve ser usado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Seretide Diskus® contém xinafoato de salmeterol e propionato de fluticasona, incluídos na lista de substâncias proibidas na prática de esportes da Agência Mundial Antidoping.
Este medicamento pode causar doping.
Este medicamento contém LACTOSE.

Interações medicamentosas de Seretide Diskus

Deve-se evitar o uso concomitante de β-bloqueadores seletivos e não seletivos, a menos que existam razões suficientes para associar esses medicamentos.
Em circunstâncias normais, devido ao extenso metabolismo de primeira passagem e ao alto clearance sistêmico mediado pela CYP3A4 no intestino e no fígado, são baixas as concentrações plasmáticas do propionato de fluticasona atingidas após a inalação da dose. Desse modo, as interações medicamentosas clinicamente significativas mediadas pelo propionato de fluticasona são improváveis.
Um estudo sobre interações medicamentosas feito com indivíduos sadios mostrou que o ritonavir (inibidor potente da CYP3A4) pode aumentar muito as concentrações plasmáticas do propionato de fluticasona, o que resulta em reduções marcantes das concentrações séricas de cortisol. Durante o uso pós-comercialização, houve relatos de interações medicamentosas clinicamente significativas em pacientes sob tratamento com propionato de fluticasona e ritonavir. Tais interações resultaram em efeitos sistêmicos do corticosteroide, inclusive síndrome de Cushing e supressão adrenal. Portanto, o uso concomitante de propionato de fluticasona e ritonavir deve ser evitado, a menos que o benefício potencial para o paciente supere o risco de efeitos colaterais sistêmicos do corticosteroide.
Estudos demonstraram que outros inibidores da CYP3A4 produzem aumentos insignificantes (eritromicina) e pequenos (cetoconazol) da exposição sistêmica ao propionato de fluticasona sem reduções marcantes das concentrações séricas de cortisol. Não obstante, aconselha-se cautela ao coadministrar inibidores potentes da CYP3A4 (como cetoconazol) devido ao aumento potencial da exposição sistêmica ao propionato de fluticasona. A coadministração de cetoconazol e salmeterol resultou em aumento significativo da concentração plasmática do salmeterol (1,4 vez a Cmáx e 15 vezes a ASC), o que pode levar ao prolongamento do intervalo QTc (ver a seção Advertências e Precauções e, na seção Características Farmacológicas, o item Propriedades Farmacocinéticas).

Reações adversas / Efeitos colaterais de Seretide Diskus

Estão listadas abaixo todas as reações adversas associadas aos componentes individuais, xinafoato de salmeterol e propionato de fluticasona. Não há reações adversas atribuídas à associação, quando comparado aos perfis de eventos adversos dos componentes individuais.
Os eventos adversos são listados abaixo por frequência. As frequências são definidas como: muito comuns (>1/10), comuns (>1/100 a <1/10), incomuns (>1/1000 a <1/100), raras >1/10,000 a <1/1000) e muito raras (<1/10,000). A maioria das frequências foi determinada a partir do conjunto de ensaios clínicos de 23 estudos com asma e 7 estudos com DPOC. Nem todos os eventos foram reportados em estudos clínicos. Para estes eventos, a frequência foi calculada com base em relatos espontâneos.

Dados de estudos clínicos
Reações muito comuns (> 1/10): cefaleia (ver o item Advertências e Precauções).
Reações comuns (>1/100 e <1/10): candidíase na boca e garganta, pneumonia (em pacientes com DPOC), disfonia, câimbras musculares, artralgia;
Reações incomuns (>1/1.000 e <1/100): reações de hipersensibilidade cutânea, dispneia, catarata, hiperglicemia, ansiedade, distúrbios do sono, tremores (ver o item Advertências e Precauções), palpitações (ver o item Advertências e Precauções), taquicardia, fibrilação atrial, irritação na garganta, contusões;
Reações raras (>1/10.000 e <1/1.000): reações anafiláticas, glaucoma, mudanças de comportamento, incluindo hiperatividade e irritabilidade (predominantemente em crianças), arritmias cardíacas, incluindo taquicardia supraventricular e extra-sistólica, candidíase no esôfago.

Dados pós-comercialização
Reações raras (>1/10.000 e <1/1.000): reações de hipersensibilidade, manifestando-se como angioedema (principalmente edema facial e orofaríngeo) e broncoespasmo; síndrome de Cushing, e manifestações desta, supressão adrenal, retardo do crescimento em crianças e adolescentes, diminuição da densidade mineral óssea, distúrbios respiratórios, broncoespasmo paradoxal.
Em caso de eventos adversos, notifique o Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA, disponível em http://www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Seretide Diskus - Posologia

Asma (Doença obstrutiva reversível das vias respiratórias)
Deve-se ajustar a dose ao mínimo efetivo até manter o controle dos sintomas. Quando esse controle for mantido com duas doses diárias de Seretide Diskus®, a redução para a dosagem efetiva mais baixa poderá ser feita com uma inalação diária do medicamento.
Os pacientes devem ser orientados sobre o fato de que a dose prescrita é a ideal para seu caso e só pode ser modificada pelo médico.
A dose prescrita de propionato de fluticasona, presente na fórmula de Seretide Diskus®, dependerá da gravidade da doença.
Se a condição de um paciente for inadequadamente controlada sob monoterapia com corticosteroides inalatórios, a substituição por Seretide Diskus® em dose de corticosteroide terapeuticamente equivalente pode resultar em melhora do controle da asma. Para os pacientes nos quais o controle da asma é aceitável sob monoterapia com corticosteroides inalatórios, a substituição por Seretide Diskus® pode permitir a redução da dose de corticosteroide e, ao mesmo tempo, a manutenção do controle da asma.

Doses recomendadas
Adultos e adolescentes a partir de 12 anos
Uma inalação de Seretide Diskus® 50 mcg/100 mcg, duas vezes ao dia. ou
Uma inalação de Seretide Diskus® 50 mcg/250 mcg duas vezes ao dia. ou
Uma inalação de Seretide Diskus® 50 mcg/500 mcg duas vezes ao dia.

Crianças a partir de 4 anos
Uma inalação de Seretide Diskus® 50 mcg/100 mcg duas vezes ao dia.
Os dados disponíveis sobre o uso de Seretide Diskus® em crianças menores de 4 anos são insuficientes.

Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)
Para pacientes adultos, a dose máxima recomendada é de uma inalação de 50 mcg/250 mcg a 50 mcg/500 mcg de Seretide Diskus® duas vezes ao dia.
Na dose de 50 mcg/500 mcg duas vezes ao dia, demonstrou-se que Seretide Diskus® reduz a mortalidade resultante de todas as causas.

Grupos especiais de pacientes
Não há necessidade de ajuste de dose para pacientes idosos nem para os que apresentam disfunção renal ou hepática.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu médico

Superdosagem

As informações disponíveis sobre superdosagem de Seretide Diskus®, salmeterol e/ou propionato de fluticasona são fornecidas abaixo.
Não se recomenda que os pacientes recebam doses de Seretide Diskus® mais altas que as aprovadas. É importante reavaliar regularmente o tratamento e ajustar a dose para o mínimo aprovado para manter o controle eficaz da doença (ver a seção Posologia e Modo de Usar).
Os sinais e sintomas esperados após a superdosagem de salmeterol são típicos da estimulaçãoβ2-adrenérgica excessiva: tremor, cefaleia, taquicardia, aumento da pressão sanguínea sistólica e hipocalemia.
A inalação aguda do propionato de fluticasona em doses muito superiores às aprovadas pode levar à supressão temporária do eixo hipotalâmico-pituitário-adrenal. Isso, em geral, não exige medidas de emergência porque a função adrenal normal se recupera, quase sempre, em alguns dias.
Em caso de administração de doses mais altas que as aprovadas de Seretide Diskus® durante períodos prolongados, é possível que ocorra supressão adrenocortical significativa. Houve relatos muito raros de crise adrenal aguda, que ocorreu principalmente em crianças expostas a doses mais altas que as aprovadas e após administração durante períodos prolongados (vários meses ou anos); as características observadas foram hipoglicemia associada com diminuição de consciência e/ou convulsões. As situações que potencialmente desencadeiam uma crise adrenal aguda são exposição a trauma, cirurgia, infecção ou qualquer redução rápida de dose inalatória de propionato de fluticasona.
Não há tratamento específico para uma superdosagem de salmeterol e propionato de fluticasona. Se ocorrer superdosagem, os pacientes devem ser tratados com terapia de suporte e acompanhamento adequado, se necessário.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001 se você precisar de mais orientações.

Características farmacológicas

Propriedades farmacodinâmicas
Mecanismo de ação
Seretide Diskus® é uma associação de salmeterol e propionato de fluticasona, que têm diferentes mecanismos de ação. O salmeterol protege contra os sintomas e o propionato de fluticasona melhora a função pulmonar e previne exacerbações. Seretide Diskus® oferece comodidade posológica a pacientes em tratamento com β2- agonistas e corticosteroides por via inalatória. O mecanismo de ação de cada droga está descrito abaixo.

Salmeterol
O salmeterol é um agonista seletivo de longa duração (12 horas) dos receptores β2-adrenérgicos; apresenta longa cadeia lateral que se liga ao sítio externo do receptor. Essa propriedade farmacológica do salmeterol proporciona proteção mais efetiva contra a broncoconstrição induzida pela histamina em relação à proteção obtida com o uso dos agonistas β2-adrenérgicos de curta duração convencionais e produz broncodilatação de duração mais longa (de pelo menos 12 horas).
Em testes in vitro, observou-se que o salmeterol é um inibidor potente, de ação duradoura, da liberação de mediadores derivados do mastócito do pulmão humano, tais como histamina, leucotrienos e prostaglandinas D2. No ser humano, o salmeterol inibe a resposta da fase imediata e tardia ao alérgeno inalado, e esta última persiste por até 30 horas após uma dose única, quando o efeito broncodilatador não é mais evidente. Uma dose única de salmeterol diminui a hiper-reatividade brônquica. Esses dados indicam que o salmeterol exerce atividade adicional não broncodilatadora cujo significado clínico não está claro. Tal mecanismo difere da atividade anti-inflamatória dos corticosteroides.

Propionato de fluticasona
Quando é inalado nas doses recomendadas, o propionato de fluticasona apresenta potente ação anti-inflamatória pulmonar, que resulta na redução dos sintomas e da exacerbação da asma sem a ocorrência dos efeitos adversos observados quando os corticosteroides são administrados por via sistêmica.
Durante o tratamento crônico com propionato de fluticasona inalatório, a produção diária de hormônios adrenocorticais geralmente se mantém dentro da faixa normal, inclusive quando se administram as doses mais altas recomendadas para crianças e adultos. Após a transferência de outros esteroides inalatórios, a produção diária melhora gradualmente mesmo com o uso intermitente de esteroides orais; isso demonstra o retorno da função adrenal ao normal com o uso do propionato de fluticasona inalatório. A reserva adrenal também se mantém dentro da normalidade durante o tratamento crônico, como se verificou pelo aumento normal em um teste de estimulação. Entretanto, qualquer comprometimento residual da reserva adrenal oriundo de tratamento prévio pode persistir por tempo considerável e deve ser levado em consideração (ver a seção Advertências e Precauções).

Propriedades farmacocinéticas
Não existem evidências de que a administração conjunta de salmeterol e propionato de fluticasona, por via inalatória, altera a farmacocinética de cada droga. Portanto, para fins farmacocinéticos, cada droga será considerada separadamente.
Em um estudo sobre interação medicamentosa controlado com placebo, cruzado, realizado com 15 indivíduos sadios, a coadministração, durante sete dias, de salmeterol (50 mcg duas vezes ao dia por via inalatória) e de cetoconazol, inibidor da CYP3A4 (400 mg uma vez ao dia por via oral), resultou em aumento significativo da concentração plasmática do salmeterol (1,4 vez a Cmáx e 15 vezes a ASC). Não houve aumento de acumulação do salmeterol durante a administração repetida. Retirou-se, no caso de três indivíduos da pesquisa, a coadministração de salmeterol e de cetoconazol devido ao prolongamento do intervalo QTc ou palpitações com taquicardia sinusal. Nos doze indivíduos da pesquisa restantes, a coadministração de salmeterol e de cetoconazol não resultou em efeito clinicamente significativo sobre o ritmo cardíaco, os níveis séricos de potássio nem a duração do QTc (ver as seções Advertências e Precauções e Interações Medicamentosas).

Salmeterol
O salmeterol atua localmente nos pulmões, razão pela qual os níveis plasmáticos não contribuem para o efeito terapêutico. Além disso, há apenas dados limitados sobre a farmacocinética do salmeterol devido à dificuldade técnica de dosar a concentração plasmática – muito baixa em doses terapêuticas (aproximadamente 200 pg/mL ou menos) – encontrada após a inalação. Com a inalação de doses regulares de xinafoato de salmeterol, o ácido hidroxinaftoico pode ser detectado na circulação sistêmica, atingindo, em estado de equilíbrio, concentrações de aproximadamente 100 ng/mL. Essas concentrações são até 1.000 vezes menores que os níveis observados (em estado de equilíbrio) durante estudos sobre toxicidade. No tratamento regular de longa duração (mais de doze meses), não se observou nenhum efeito maléfico em pacientes com obstrução das vias aéreas.
Um estudo in vitro demonstrou que o salmeterol é intensamente metabolizado ao α-hidroxissalmeterol (oxidação alifática) pela CYP3A4. Um estudo sobre salmeterol e eritromicina feito com voluntários sadios não demonstrou alterações clínicas significativas nos efeitos farmacodinâmicos do salmeterol com a administração de doses de eritromicina de 500 mg (três vezes ao dia).
No entanto, em um estudo sobre interação salmeterol/cetoconazol, observou-se como resultado um aumento significativo da concentração plasmática do salmeterol (ver as seções Advertências e Precauções e Interações Medicamentosas).

Propionato de fluticasona
A biodisponibilidade absoluta do propionato de fluticasona após a administração com cada um dos inaladores existentes foi estimada com base nos estudos farmacocinéticos inalatórios e intravenosos e na comparação entre esses dados. Nos indivíduos adultos e sadios, estimou-se a biodisponibilidade absoluta do propionato de fluticasona na versão Diskus® em 7,8% e na versão Spray em 10,9%. A biodisponibilidade absoluta da combinação de salmeterol com propionato de fluticasona na versão Spray foi de 5,3% e na versão Diskus® de 5,5%. Entre os pacientes com asma ou DPOC, observou-se um pequeno grau de exposição sistêmica ao propionato de fluticasona.
A absorção sistêmica do propionato de fluticasona ocorre, sobretudo, através dos pulmões, sendo inicialmente rápida e depois prolongada.
O restante da dose inalada pode ser ingerido, mas sua contribuição para a exposição sistêmica é mínima devido à baixa solubilidade em água e ao metabolismo de primeira passagem, o que resulta em disponibilidade oral menor que 1%. Há aumento linear da exposição sistêmica quando se eleva a dose administrada por via inalatória. A distribuição do propionato de fluticasona se caracteriza por alto clearance plasmático (1.150 mL/min), alto volume de distribuição em estado de equilíbrio (aproximadamente 300 L) e pela meia-vida terminal, de cerca de 8 horas. A ligação às proteínas plasmáticas é de 91%.
O propionato de fluticasona é removido com rapidez da circulação sistêmica, principalmente como metabólito ácido carboxílico inativo, pela enzima 3A4 do citocromo P450 (CYP3A4).
O clearance renal do propionato de fluticasona é desprezível (<0,2%) e o de seu metabólito inativo é de menos de 5%. Deve-se ter cuidado ao coadministrar inibidores da CYP3A4, uma vez que existe a possibilidade de aumento do potencial de exposição sistêmica ao propionato de fluticasona.

Resultados de eficácia

Estudos clínicos sobre salmeterol
Asma
Um estudo clínico multicêntrico sobre salmeterol (SMART) realizado nos Estados Unidos comparou, no que diz respeito à segurança, salmeterol e placebo, ambos adicionados à terapia usual. Não houve diferenças significativas de objetivo primário, ou seja, de combinação entre mortes relacionadas a problemas respiratórios e eventos respiratórios com risco à vida. O estudo demonstrou aumento significativo do número de mortes relacionadas à asma entre os pacientes que receberam salmeterol (13 mortes dentre 13.176 pacientes tratados por 28 semanas com salmeterol versus 3 mortes dentre 13.179 pacientes tratados com placebo). O SMART não foi desenhado para avaliar o impacto do uso concomitante de corticosteroides inalatórios. Entretanto, análises post-hoc mostraram não haver diferença significativa entre os grupos de tratamento no que se refere a mortes relacionadas à asma dentre os pacientes que usavam esses corticosteroides desde o início (4/6.127 com salmeterol versus 3/6.138 com placebo). O número de mortes relacionadas à asma em grupos que não usavam corticosteroides inalatórios foi de 9/7.049 com salmeterol versus 0/7.041 com placebo. Outra metanálise (de 42 estudos clínicos) que envolveu 8.030 pacientes tratados com Seretide e 7.925 tratados com propionato de fluticasona não demonstrou diferença estatística significativa entre o uso de salmeterol em combinação com propionato de fluticasona e o uso isolado de propionato de fluticasona com relação a eventos respiratórios graves ou hospitalizações causadas pela asma.

Estudos clínicos sobre salmeterol e propionato de fluticasona Asma
Um estudo de grande porte de 12 meses de duração (GOAL, Gaining Optimal Asthma ControL) feito com 3.416 pacientes com asma comparou a eficácia e a segurança de Seretide com os efeitos de um corticosteroide inalatório, em monoterapia, na obtenção de níveis predefinidos de controle da asma*. Aumentou-se a dose usada a cada 12 semanas até que o controle total** (definido no estudo como remissão dos sintomas da asma durante pelo menos 7 das últimas 8 semanas de tratamento) fosse alcançado ou até que a dose mais alta da medicação fosse atingida. O estudo mostrou que:
•71% dos pacientes tratados com Seretide atingiram o status de asma bem controlada*, de acordo com os critérios definidos pela GINA (Global INitiative for Asthma), em comparação a 59% dos indivíduos tratados com corticosteroide inalatório em monoterapia;
•41% dos pacientes tratados com Seretide atingiram o controle total**, definido no estudo como a remissão dos sintomas da asma, em comparação a 28% dos indivíduos tratados com corticosteroide inalatório em monoterapia.
Esses efeitos foram alcançados em período de tempo menor com Seretide em comparação ao corticosteroide inalatório em monoterapia, assim como com uma dose mais baixa do corticosteroide inalatório presente em
Seretide com relação à monoterapia.
O estudo GOAL também mostrou que:
•a taxa de exacerbações foi 29% mais baixa com Seretide em comparação à monoterapia com corticosteroide inalatório;
•a obtenção do status de asma bem controlada ou totalmente controlada melhorou a qualidade de vida (QoL). No grupo estudado, 61% dos pacientes relataram deterioração mínima ou nenhuma deterioração da QoL relacionada à asma após o tratamento com Seretide , conforme resultado obtido por um questionário específico sobre qualidade de vida, em comparação aos 8% registrados na avaliação inicial.
* Asma bem controlada: até dois 2 dias com sintomas de pontuação maior do que 1 (escala de sintoma 1 definido como "sintomas de um curto período de tempo durante o dia”) e uso de β2-agonista de curta duração por até 2 dias ou até 4 vezes por semana, pico de fluxo expiratório matinal maior ou igual a 80% do previsto, ausência de despertares noturnos e ausência de exacerbações e de efeitos colaterais que motivem modificação do tratamento.
** Controle total da asma: ausência de sintomas e de uso de β2-agonista de curta duração, pico de fluxo expiratório matinal maior ou igual a 80% do previsto, ausência de interrupção do sono à noite e ausência de exacerbações e de efeitos colaterais que motivem modificação do tratamento.
Dois outros estudos mostraram melhora da função pulmonar, aumento do percentual de dias livres de sintomas e redução do uso de medicação de resgate com dose de corticoide combinado (Seretide) 60% menor em comparação à monoterapia com corticosteroide inalatório, enquanto se manteve o controle da inflamação subjacente das vias aéreas, medida por biópsia brônquica e lavagem broncoalveolar.
Estudos adicionais mostraram que o tratamento com Seretide melhora significativamente os sintomas da asma e a função pulmonar e reduz o uso de medicação de resgate em comparação à utilização dos componentes individuais em monoterapia e ao uso de placebo. Os resultados do estudo GOAL mostram que as melhoras observadas com Seretide nesses objetivos finais de avaliação se mantêm durante pelo menos 12 meses.

Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)
Pacientes com DPOC sintomáticos que obtiveram mais de 10% de melhora do VEF1 após o uso deβ2-agonista de curta duração: estudos clínicos controlados com placebo, conduzidos durante 6 meses, demonstraram que o uso regular de Seretide 50 mcg/250 mcg e de Seretide 50 mcg/500 mcg melhora rápida e significativamente a função pulmonar e reduz, também significativamente, a dificuldade de respirar e o uso de medicação de resgate. Houve, inclusive, melhora significativa das condições de saúde.
Pacientes com DPOC sintomáticos que demonstraram menos de 10% de melhora do VEF1 após o uso de β2- agonista de curta duração: estudos clínicos controlados com placebo, conduzidos pelo período de 6 e 12 meses, demonstraram que o uso regular de Seretide 50 mcg/500 mcg melhora rápida e significativamente a função pulmonar e reduz, também significativamente, a dificuldade de respirar e o uso de medicação de resgate. Após 12 meses, o risco de exacerbação da DPOC e a necessidade de tratamentos adicionais com corticosteroides orais igualmente se reduziram de forma significativa. Houve ainda melhora significativa das condições de saúde.
Seretide 50 mcg/500 mcg foi eficaz em melhorar a função pulmonar, as condições de saúde e em reduzir o risco de exacerbações de DPOC em fumantes ativos e ex-fumantes.

Estudo TORCH (TOwards a Revolution in COPD Health – Rumo a uma revolução para a saúde em DPOC):
O estudo TORCH teve duração de 3 anos e foi planejado para avaliar o efeito do tratamento com Seretide 50 mcg/500 mcg duas vezes ao dia, comparado com salmeterol 50 mcg duas vezes ao dia, com propionato de fluticasona 500 mcg duas vezes ao dia ou com placebo, sobre a mortalidade por qualquer causa em pacientes com DPOC. Os pacientes com DPOC moderada a grave, com VEF1 basal (pré-broncodilatador) < 60% do normal previsto, foram randomizados para medicação em esquema duplo-cego. Durante o estudo, os pacientes foram autorizados a receber o tratamento usual para DPOC, com exceção de outros corticosteroides inalados, broncodilatadores de ação prolongada e corticosteroides sistêmicos de longo prazo. As condições de sobrevida após 3 anos foram determinadas para todos os pacientes, independentemente da suspensão da medicação do estudo. O ponto final de avaliação primário foi a redução na mortalidade por qualquer causa após 3 anos para Seretide em comparação com placebo.

 

 

 

 

 

Placebo
N = 1524

salmeterol

50 mcg
N = 1521

propionato de fluticasona

500 mcg
N = 1534

Seretide

50mcg/500mcg
N = 1533

Mortalidade por qualquer causa após 3 anos
Número de mortes (%)

231
(15,2%)

205
(13,5%)

246
(16,0%)

193
(12,6%)

Razão de risco vs. Placebo
(ICs)

valor p

N/A

0,879

(0,73; 1,06)

0,180

1,060

(0,89; 1,27)

0,525

0,825

(0,68; 1,00)

0,0521

Razão de risco Seretide

50mcg/500mcg vs. componentes (ICs)

valor p

 0,4810,007 

 

 

 

 


1.Valor p ajustado para duas análises intermediárias da comparação de eficácia primária a partir de uma análise log-rank estratificada por status de tabagismo.

Seretide reduziu o risco de morte a qualquer tempo durante os 3 anos em 17,5%, em comparação com placebo [razão de risco 0,825 (IC 95%: 0,68; 1,00; p=0,052); todos ajustados para análises intermediárias]. Houve uma redução de 12% no risco de morte a qualquer tempo durante os 3 anos, por qualquer causa, para salmeterol, em comparação com placebo (p=0,180), e um aumento de 6% para propionato de fluticasona, em comparação com placebo (p=0,525).
Uma análise de suporte, usando-se o modelo de Riscos proporcionais de Cox, resultou em uma razão de risco de 0,811 (IC 95%: 0,670; 0,982; p=0,031) para Seretide vs. placebo, o que representou uma redução de 19% no risco de morte a qualquer tempo durante 3 anos. O modelo foi ajustado para fatores importantes (status de tabagismo, idade, sexo, região, VEF1 basal e índice de massa corpórea). Não houve evidências de que os efeitos do tratamento tenham variado para esses fatores.
A porcentagem de pacientes que morreram durante 3 anos por causas relacionadas à DPOC foi de 6,0% para placebo, 6,1% para salmeterol, 6,9% para propionato de fluticasona e 4,7% para Seretide .
Seretide reduziu a taxa de exacerbações moderadas à graves em 25% (IC 95%: 19% a 31%; p<0,001), quando comparado a placebo. Seretide reduziu a taxa de exacerbações em 12%, em comparação com salmeterol (IC 95%: 5% a 19%; p=0,002), e em 9%, quando comparado a propionato de fluticasona (IC 95%: 1% a 16%;p=0,024). Salmeterol e propionato de fluticasona reduziram significativamente as taxas de exacerbação, em comparação com placebo, em 15% (IC 95%: 7% a 22%; p<0,001) e 18% (IC 95%: 11% a 24%; p<0,001), respectivamente.
A Qualidade de Vida Relacionada à Saúde, medida pelo Questionário Respiratório St. George (SGRQ) melhorou com todos os tratamentos ativos, em comparação com placebo. A melhora média durante três anos para
Seretide, em comparação com placebo, foi de -3,1 unidades (IC 95%: -4,1 a -2,1; p<0,001), em comparação com salmeterol foi de -2,2 unidades (p<0,001) e em comparação com propionato de fluticasona foi de -1,2unidades (p=0,017).
Durante o período de tratamento de 3 anos, os valores de VEF1 foram maiores em indivíduos tratados com Seretide do que naqueles que receberam placebo (diferença média durante 3 anos: 92 mL; IC 95%: 75 a 108 mL; p<0,001). Seretide também foi mais eficaz do que salmeterol ou propionato de fluticasona em melhorar o VEF1 (diferença média de 50 mL; p<0,001 para salmeterol, e 44 mL; p<0,001 para propionato de fluticasona).
A estimativa de probabilidade em 3 anos para a ocorrência de pneumonia relatada como evento adverso foi de 12,3% para placebo, 13,3% para salmeterol, 18,3% para propionato de fluticasona e 19,6% para Seretide (razão de risco para Seretide em comparação com placebo: 1,64; IC 95%: 1,33 a 2,01; p<0,001). Não houve aumento no número de mortes relacionadas à pneumonia. As mortes durante o tratamento consideradas como ocasionadas principalmente por pneumonia foram 7 para placebo, 9 para salmeterol, 13 para propionato de fluticasona e 8 para Seretide . Não houve diferença significativa na probabilidade de fraturas ósseas (5,1% para placebo, 5,1% para salmeterol, 5,4% para propionato de fluticasona e 6,3% para Seretide ; razão de risco para Seretide vs. placebo: 1,22; IC 95%: 0,87 a 1,72; p=0,248). A incidência de eventos adversos de distúrbios oculares, ósseos e do eixo HPA foi baixa e não foram observadas diferenças entre os tratamentos. Não houve indícios de aumento na incidência de eventos adversos cardíacos nos grupos de tratamento que receberam salmeterol.

Modo de usar

O dispositivo Diskus® novo contém 28 ou 60 doses na forma de pó, cuidadosamente medidas e higienicamente protegidas. Não requer manutenção nem troca de refil.
O dispositivo Diskus® está lacrado em invólucro laminado metálico. O invólucro fornece proteção contra a umidade e deve ser aberto apenas quando for usado pela primeira vez. Depois de aberto, o invólucro laminado deve ser descartado. O corpo do aparelho tem dois tons de roxo. A parte fixa é mais escura que a móvel. O indicador de doses localizado na parte superior do dispositivo inicia a numeração, que marca 28 ou 60 doses. Toda vez que a alavanca for acionada, uma dose será preparada e a numeração se reduzirá automaticamente. A coloração dos números 5 a 1 é vermelha para alertar sobre o término do produto.
Ao retirar o inalador Diskus® do cartucho e remover o invólucro, ele estará na posição fechada.

ALAVANCA
1.Para abrir o dispositivo Diskus®, segure-o pela parte mais escura com uma das mãos e ponha o polegar da outra mão na depressão existente na parte clara, móvel. Gire a peça clara móvel com o polegar até o final do Diskus® (você ouvirá um clique) de forma que o bocal fique totalmente visível.
2.Segure o Diskus® com o bocal de frente para você. Pressione a alavanca, até o fim (você ouvirá outro clique). O Diskus® está pronto para ser usado. Toda vez que essa alavanca for pressionada, uma nova dose será liberada para aspiração e o marcador indicará uma dose a menos. Não empurre a alavanca mais de uma vez para não desperdiçar outras doses.
3.Atenção: mantenha o Diskus® distante da boca. Antes de aspirar a dose, SOPRE (ou seja, expire) o máximo que puder.
Nunca expire dentro do Diskus®.
4.Coloque o bocal do Diskus® nos lábios. Aspire o mais profundamente possível.
Nunca use o aparelho através das narinas.
5.Retire o Diskus® da boca e prenda a respiração por 10 segundos ou pelo tempo que lhe for confortável. Solte o ar lentamente.
6.Importante: alguns pacientes talvez tenham a impressão de que não tomaram a dose. Nesse caso, convém observar que cada dose aspirada se constitui de uma pequena quantidade de pó que contém lactose, substância levemente adocicada, que PODE OU NÃO ser percebida durante o uso.
7.Para fechar o Diskus®, coloque o polegar na depressão da parte clara móvel e gire na direção indicada até a posição inicial.
Não mexa na alavanca no momento de fechar o Diskus®.

Observações:
a)Após a utilização, lavar a boca com água e não engolir;
b)caso haja indicação de duas inalações consecutivas, feche o Diskus® e repita os passos 1 a 7;
c)se, após as primeiras utilizações do produto, um pó sair pela lateral do Diskus®, verifique se o modo de usá-lo está correto. Sempre que a alavanca for acionada (passo 2), uma dose será automaticamente disponibilizada para uso. A dose não aproveitada se perderá no interior do aparelho no momento em que a alavanca for novamente acionada para preparo da dose seguinte.

Lembre-se:
•mantenha o dispositivo Diskus® seco;
•mantenha-o fechado quando não estiver em uso;
•nunca expire dentro do dispositivo Diskus®;
•não empurre a alavanca desnecessariamente para não desperdiçar novas doses.
Seretide Diskus® só deve ser administrado por via inalatória.
Recomenda-se alertar os pacientes sobre a natureza profilática da terapia com Seretide Diskus® e sobre o fato de que é preciso utilizá-lo regularmente mesmo que estejam assintomáticos. Os pacientes devem ser reavaliados com regularidade para que se mantenha a concentração de Seretide Diskus® na faixa ideal, que só pode ser alterada sob supervisão médica.

Armazenagem

Cuidados de armazenamento
Mantenha o medicamento na embalagem original e em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC). Proteja-o da umidade.
O dispositivo Diskus® está lacrado em invólucro laminado metálico que deve ser aberto apenas quando o medicamento for usado pela primeira vez. Depois de aberto, o invólucro laminado deve ser descartado. Após aberto, o produto deve ser utilizado em até 2 meses.
O produto tem prazo de validade de 18 meses a partir da data de fabricação, impressa na embalagem.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Aspecto físico/características organolépticas
Dispositivo plástico redondo que apresenta dois tons de roxo, mede aproximadamente 8,5 cm de diâmetro por 3 cm de altura e dispõe de um contador que indica o número de doses restantes.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Dizeres legais

MS: 1.0107.0230
Farm. Resp.: Edinilson da Silva Oliveira
CRF-RJ Nº 18875

Fabricado por: Glaxo Operations UK Limited
Priory Street, Ware, Hertfordshire, SG12 0DJ - Inglaterra ou
GlaxoSmithKline LLC 1011 North Arendell Avenue, Zebulon - Carolina do Norte 27597 – Estados Unidos da América

Registrado e importado por: GlaxoSmithKline Brasil Ltda.
Estrada dos Bandeirantes, 8464 – Rio de Janeiro – RJ
CNPJ: 33.247.743/0001-10
Nº de lote e datas de fabricação e validade: vide cartucho.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.

Seretide Diskus - Bula para o Paciente

1. PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?
Seretide Diskus® está indicado (para adultos e crianças) no tratamento da asma (doença obstrutiva reversível do trato respiratório), e no tratamento de manutenção da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), inclusive bronquite crônica e enfisema.

2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
Seretide Diskus® atua, nas doenças dos brônquios, como dilatador de longa duração e como anti-inflamatório. Seus efeitos duram aproximadamente 12 horas.

3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
O uso de Seretide Diskus® é contraindicado para pacientes com alergia conhecida a qualquer componente da fórmula.

4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Se você responder SIM a qualquer uma das perguntas seguintes, converse com seu médico antes de usar Seretide Diskus®.
-Você está grávida ou há probabilidade de engravidar em breve?
-Você está amamentando?
-Já lhe disseram que você tem alergia a Seretide Diskus®, ao xinafoato de salmeterol ou ao propionato de fluticasona?
-Já lhe disseram que você tem alergia à lactose ou ao leite?
-Você já teve placas esbranquiçadas na boca, parte interna das bochechas, língua ou garganta?
-Você recebe ou já recebeu tratamento para tuberculose?
-Você está fazendo tratamento para alguma doença da tireoide?
-Você está fazendo tratamento para pressão alta ou para algum problema cardíaco?
-Você está tomando um medicamento chamado cetoconazol, usado para tratar infecções causadas por fungos?
-Você tem histórico de diabetes (aumento de açúcar no sangue) ou é diabético?
-Você possui níveis baixos de potássio no sangue?
Não use Seretide Diskus® para obter alívio de um ataque súbito de falta de ar ou respiração ofegante. Seu médico deverá orientá-lo sobre como proceder nessas situações.
Se você sentir falta de ar ou respiração ofegante com mais frequência que o normal, fale com o seu médico.
É muito importante usar Seretide Diskus® regularmente todos os dias. Não interrompa o tratamento ou mude sua dose sem orientação médica.
O médico deverá monitorar regularmente a altura de crianças que estejam em tratamento de longa duração com medicamentos como Seretide Diskus®.
Este medicamento não deve ser usado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e de operar máquinas
Atualmente não há dados disponíveis que sugiram influência de Seretide Diskus® sobre a capacidade de dirigir veículos ou de operar máquinas.
Seretide Diskus® contém xinafoato de salmeterol e propionato de fluticasona, incluídos na lista de substâncias proibidas na prática de esportes da Agência Mundial Antidoping.
Este medicamento pode causar doping.
Este medicamento contém LACTOSE

Gravidez e lactação
Seretide Diskus® só deve ser usado durante a gravidez se o benefício para a mãe justificar o possível risco para o feto.
Este medicamento não deve ser usado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião- dentista.

Interações medicamentosas
Em alguns casos, pode não ser indicado o uso de Seretide Diskus® com outros medicamentos (como alguns utilizados para tratamento da AIDS).
Você não deve tomar Seretide Diskus® se estiver usando um medicamento chamado ritonavir sem antes consultar seu médico.
Não deixe de avisar seu médico sobre os outros medicamentos que está tomando, inclusive aqueles que você comprou por conta própria.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento. Não use medicamento sem o conhecimento de seu médico. Pode ser perigoso para sua saúde.

5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
Cuidados de armazenamento
Mantenha o medicamento na embalagem original e em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC). Proteja-o da umidade. O dispositivo Diskus® é lacrado em um invólucro laminado metálico que deve ser aberto apenas quando você usar o medicamento pela primeira vez. Uma vez aberto, o invólucro laminado deve ser descartado. Após aberto, o produto deve ser utilizado em até 2 meses.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Aspecto físico/características organolépticas
Dispositivo plástico redondo que apresenta dois tons de roxo, mede aproximadamente 8,5 cm de diâmetro por 3 cm de altura e dispõe de um contador que indica o número de doses restantes.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Modo de usar
ATENÇÃO
1)O dispositivo Diskus® não emite spray nem jato de ar.
2)O dispositivo Diskus® funciona por aspiração (quando você puxa o ar). O pó pode não ter gosto, por isso você talvez não sinta que usou o medicamento.
3)O dispositivo Diskus® é lacrado em um invólucro laminado metálico. Esse invólucro fornece proteção contra a umidade e deve ser aberto apenas quando você estiver pronto para usá-lo pela primeira vez. Depois de aberto, o invólucro laminado deve ser descartado.
O corpo do aparelho tem dois tons de roxo. A parte fixa é mais escura que a móvel. O indicador de doses localizado na parte superior do dispositivo inicia a numeração, que marca 28 ou 60 doses. Toda vez que a alavanca for acionada, uma dose será preparada e a numeração se reduzirá automaticamente. A coloração dos números 5 a 1 é vermelha para alertar sobre o término do produto.
Ao retirar o inalador Diskus® do cartucho e remover o invólucro, ele estará na posição fechada.

ALAVANCA
8.Para abrir o dispositivo Diskus®, segure-o pela parte mais escura com uma das mãos e ponha o polegar da outra mão na depressão existente na parte clara, móvel. Gire a peça clara móvel com o polegar até o final do Diskus® (você ouvirá um clique) de forma que o bocal fique totalmente visível.
9.Segure o Diskus® com o bocal de frente para você. Pressione a alavanca identificada na Figura 1B, até o fim (você ouvirá outro clique). O Diskus® está pronto para ser usado. Toda vez que essa alavanca for pressionada, uma nova dose será liberada para aspiração e o marcador indicará uma dose a menos. Não empurre a alavanca mais de uma vez para não desperdiçar outras doses.
10.Atenção: mantenha o Diskus® distante da boca. Antes de aspirar a dose, SOPRE (ou seja, expire) o máximo que puder.

Seretide® Diskus®
Nunca expire dentro do Diskus®.
11.Coloque o bocal do Diskus® nos lábios. Aspire o mais profundamente possível.
Nunca use o aparelho através das narinas.
12.Retire o Diskus® da boca e prenda a respiração por 10 segundos ou pelo tempo que lhe for confortável. Solte o ar lentamente.
13.Importante: alguns pacientes talvez tenham a impressão de que não tomaram a dose. Nesse caso, convém observar que cada dose aspirada se constitui de uma pequena quantidade de pó que contém lactose, substância levemente adocicada, que PODE OU NÃO ser percebida durante o uso.
14.Para fechar o Diskus®, coloque o polegar na depressão da parte clara móvel e gire na direção indicada até a posição inicial (Diskus® fechado).
Não mexa na alavanca no momento de fechar o Diskus®.

Observações:
a)após a utilização, lavar a boca com água e não engolir.
b)caso haja indicação de duas inalações consecutivas, feche o Diskus® e repita os passos 1 a 7;
c)se, após as primeiras utilizações do produto, um pó sair pela lateral do Diskus®, verifique se o modo deusá-lo está correto. Sempre que a alavanca for acionada (passo 2), uma dose será automaticamente disponibilizada para uso. A dose não aproveitada se perderá no interior do aparelho no momento em que a alavanca for novamente acionada para preparo da dose seguinte.

Lembre-se:
•Mantenha o dispositivo Diskus® seco;
•Mantenha-o fechado quando não estiver em uso;
•Nunca expire (não solte o ar) dentro do dispositivo Diskus®;
•Não empurre a alavanca desnecessariamente para não desperdiçar novas doses.
Seretide Diskus® só deve ser administrado por via inalatória oral.
NÃO utilize este medicamento para tratar um ataque repentino de falta de ar, porque não vai ajudá-lo. Você vai precisar de um tipo diferente de medicamento, que não deve ser confundido com Seretide Diskus® . É recomendável que você tenha sempre à mão seu medicamento de resgate de ação rápida.

Seretide® Diskus®
É muito importante usar Seretide® Diskus® regularmente. Não interrompa o tratamento mesmo que você esteja melhor, a menos que seu médico recomende.
Não mude a dose do medicamento, a menos que o médico recomende.
Se você sentir falta de ar, ficar ofegante ou sua respiração estiver mais agitada que o normal, avise seu médico.

Posologia
Doses recomendadas
Asma
Adultos e adolescentes a partir de 12 anos
Uma dose de Seretide Diskus® 50 mcg/100 mcg, Seretide Diskus® 50 mcg/250 mcg ou Seretide Diskus® 50 mcg/500 mcg duas vezes ao dia.

Crianças a partir de 4 anos
Uma dose de Seretide Diskus® 50 mcg/100 mcg duas vezes ao dia.
Não há dados disponíveis sobre o uso de Seretide em crianças menores de 4 anos.

Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) Adultos
Para pacientes adultos, a dose máxima recomendada é de uma inalação de Seretide Diskus® 50 mcg/250 mcgou Seretide Diskus® 50 mcg/500 mcg duas vezes ao dia.

Grupos especiais de pacientes
Não há necessidade de ajuste de dose para pacientes idosos nem para aqueles que apresentam disfunção renal ou hepática.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu médico.

7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Caso você esqueça alguma dose, basta tomar a dose seguinte no horário devido.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico.

8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
Estão listadas abaixo todas as reações adversas associadas aos componentes individuais, xinafoato de salmeterol e propionato de fluticasona. Não há reações adversas atribuídas à associação, quando comparado aos perfis de eventos adversos dos componentes individuais.
Os eventos adversos são listados abaixo por frequência. As frequências são definidas como: muito comuns (˃1/10), comuns (>1/100 a <1/10), incomuns (>1/1000 a <1/100), raras (>1/10,000 a <1/1000) e muito raras (<1/10,000). A maioria das frequências foi determinada a partir do conjunto de ensaios clínicos de 23 estudos com asma e 7 estudos com DPOC. Nem todos os eventos foram reportados em estudos clínicos. Para estes eventos, a frequência foi calculada com base em relatos espontâneos.

Dados de estudos clínicos:
Reações muito comuns (ocorrem em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento):
-dor de cabeça

Reações comuns (ocorrem entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento):
-candidíase na boca e na garganta (uma infecção causada por fungos, popularmente conhecida como “sapinho”);
-pneumonia (em pacientes com DPOC);
-disfonia (rouquidão);

Seretide® Diskus®
-câimbras musculares;
-artralgia (dor nas articulações)

Reações incomuns (ocorrem entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento):
-reações alérgicas na pele;
-dispneia (falta de ar);
-catarata (lesão ocular que torna opaco o cristalino);
-hiperglicemia (elevado nível de glicose no sangue);
-ansiedade;
-distúrbios do sono;
-tremores;
-palpitações;
-taquicardia (aumento dos batimentos do coração);
-fibrilação atrial (tipo de alteração no ritmo cardíaco);
-irritação na garganta;
-contusões

Reações raras (ocorrem entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento):
-reações anafiláticas (reação alérgica sistêmica);
-glaucoma (pressão intraocular elevada);
-mudanças de comportamento, incluindo hiperatividade e irritabilidade (predominantemente em crianças);
-arritmias cardíacas, incluindo taquicardia supraventricular e extra-sistólica;
-candidíase no esôfago (uma infecção causada por fungos)

Dados pós-comercialização
Reações raras (ocorrem entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento):
-reações de hipersensibilidade que se manifestaram como angioedema (principalmente edema facial e orofaríngeo) e broncoespasmo (estreitamento da luz do brônquio pulmonar);
-possíveis efeitos sistêmicos incluindo síndrome de Cushing e suas manifestações (obesidade acima da cintura, com braços e pernas finos, rosto redondo, vermelho e cheio), supressão adrenal, retardo do crescimento em crianças e adolescentes, diminuição da densidade mineral óssea;
-broncoespasmo paradoxal

Informe ao seu médico ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também a empresa através do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) pelo telefone 0800 701 22 33.

9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR QUE A INDICADA DESTE MEDICAMENTO?
Se você tomar acidentalmente uma dose maior que a recomendada de Seretide Diskus®, seu coração poderá bater mais rápido que o normal e talvez você sinta fraqueza.
Outros sintomas possíveis são dor de cabeça, fraqueza muscular e dores nas articulações.
Informe seu médico, o mais depressa possível, se você tomar acidentalmente uma dose maior do que a indicada para seu caso.
Não há um tratamento específico para uma superdose de Seretide Diskus®.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento se possível. Ligue para 0800 722 6001 se você precisar de mais orientações.

Data da bula

19/05/2015

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