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Sinaxial

Sinaxial - Bula do remédio

Sinaxial com posologia, indicações, efeitos colaterais, interações e outras informações. Todas as informações contidas na bula de Sinaxial têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com Sinaxial devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.

Aviso importante

Todas as bulas constantes em nosso portal são meramente informativas. Em caso de dúvidas quanto ao conteúdo de algum medicamento, procure orientação de seu médico ou farmacêutico.

Obs.: A MedicinaNET não vende nenhum tipo de medicamento.

Laboratório

Tbr

Apresentação de Sinaxial

20 mg/2 ml: embalagem contendo 5 ampolas de 2 ml 40 mg/2 ml: embalagem contendo 5 ampolas de 2 ml 100 mg/2 ml: embalagem contendo 1 ampola de 2 ml + seringas e agulhas descartáveis

Sinaxial - Indicações

Sinaxial é indicado no tratamento de neuropatias periféricas das seguintes etiologias: Neuropatia metabólica: Diabética e urêmica. Neuropatia tóxica: Alcoólica, iatrogênica (vincristina) e ocupacional (solventes orgânicos, dissulfito de carbono, cola, chumbo e agrotóxicos). Neuropatia traumática: Compressivas (túnel do carpo, lombociatalgia, cérvico-braquialgia), pós-cirúrgicas (hérnias de disco), recuperação e mecânica. Neuropatia idiopática: Paralisia facial (Bell’s Palsy), nevralgia do trigêmeo e paralisia dos nervos cranianos. Neuropatia infecciosa: Herpes zoster. Neuropatias por doenças sistêmicas

Contra-indicações de Sinaxial

Hipersensibilidade individual aos componentes da formulação, desordens genéticas do metabolismo glicolipídico (doença de Tay-Sachs) e síndrome de Guillain-Barré.

Advertências

Sinaxial deve ser administrado exclusivamente por via intramuscular. a.Medicamento à base de tecido nervoso que pode desencadear a síndrome de Guillain-Barré (SGB). O Centro Brasileiro de Informações de Medicamentos registra que, desde 1985, foram relatados espontaneamente casos de síndrome de Guillain-Barré (SGB) na Alemanha, Itália e Espanha. No início da década de 90, o Committee for Proprietary Medicinal Products (CPMP) recomendou a suspensão, como medida de precaução, da licença de mercado para todas as associações de Gangliosídeos e a suspensão de autorização e comercialização para o Monossialogangliosídeo, até finalização da avaliação em desenvolvimento por esse comitê. Apesar deste fato, em estudo desenvolvido por GOVONI et al. (1997), verificou-se que o risco de ocorrência da SGB em indivíduos expostos ao fármaco é baixo e não estatisticamente superior àquele inferido à população em geral. Estudo caso-controle publicado por CONCEIÇÃO et al. (1999) não demonstrou risco aumentado de síndrome de Guillain-Barré relacionado com a administração parenteral de Gangliosídeos. ALTER (1998) afirmou que relatos isolados que culminaram na suspensão da distribuição dos referidos medicamentos na Europa foram mitigados pelo fato de que, após análise, verificou-se que relatos de SGB referiamse a pacientes que receberam GM1, um dos componente presentes em Sinaxial, após início dos referidos sintomas e que existiam condições prévias ao seu uso, como diarréia, talvez devida a Campylobacter jejuni, que poderia ter sido a causa da Síndrome (ALTER, 1998). Complementarmente, considerando-se bases teóricas, GM1 é pobre em propriedades imunogênicas (ALTER, 1998). b.Medicamento à base de tecido nervoso bovino. Os tecidos bovinos estão associados à aparição da Encefalite Espongiforme Bovina, variável humana.Neste caso, destaca-se que os tecidos animais utilizados na obtenção de Gangliosídeos utilizados pela TRB PHARMA são provenientes da Nova Zelândia, área internacionalmente reconhecida País ou zona livre de encefalopatia espongiforme bovina. Neste sentido, a empresa tem apresentado certificados comprobatórios de tal origem. A transmissão de Encefalite Espongiforme Bovina para o homem, a partir da administração de Gangliosídeos é improvável, como indicou estudo desenvolvido por Di MARTINO et al. (1992) junto ao National Institutes of Health, nos Estados Unidos. O referido estudo indicou significante redução da infectividade, induzida experimentalmente, nos passos intermediários do processo extrativo e total ausência de infectividade detectável no produto final. Os autores afirmaram que é possível a produção de produtos biológicos livres de qualquer infectividade viável, mesmo em casos de fontes de tecidos altamente contaminados com elevada concentração do agente scrapie.

Uso na gravidez de Sinaxial

Estudos desenvolvidos em animais não evidenciaram efeito algum prejudicial durante a gravidez e a lactação,porém, na ocorrência de gravidez o tratamento deve ser descontinuado e o médico deve ser informado.

Interações medicamentosas de Sinaxial

Até o momento, não foram detectadas interações entre Sinaxial e outros medicamentos ou procedimentos terapêuticos usados concomitantemente.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Sinaxial

Transitoriamente pode ocasionar dor branda e no local da aplicação e, em casos isolados, observaram-se reações alérgicas, principalmente do tipo cutâneo.

Sinaxial - Posologia

Neuropatias crônicas e subagudas: 1 ampola de Sinaxial 40 a 100 mg/dia i.m. durante pelo menos 20 dias. Neuropatias agudas e dolorosas: Terapia de ataque: 1 ampola de Sinaxial 100 mg/dia i.m. nos primeiros 10 dias de tratamento. Manutenção: 1 ampola de Sinaxial 40 mg/dia i.m. por 20 dias. O período de tratamento pode ser prolongado a critério médico.

Superdosagem

O produto é bem tolerado até a dosagem de 400 mg/dia. Em caso de superdosagem, proceder tratamento sintomático.

Sinaxial - Informações

Os Gangliosídeos são componentes das membranas das células de mamíferos, em especial das células nervosas, constituindo-se de complexo glicolipídico. Encontram-se implicados nos processos de desenvolvimento, diferenciação e regeneração neuronal. Sinaxial demonstrou atividade ativadora da reinervação, através do estímulo para o brotamento axonal, característica essencial para a reinervação muscular e restabelecimento dos contatos sinápticos. Dados experimentais atestam que os Gangliosídeos exógenos são capazes de influenciar favoravelmente, a retomada funcional de estruturas do sistema nervoso acometidas por danos de naturezas diversas. O mecanismo básico desse efeito é a atuação dos Gangliosídeos na estimulação do brotamento axonal. Essa propriedade foi demonstrada in vitro em culturas de neurônios periféricos. Foram verificadas, in vivo, evidências morfológicas e eletrofisiológicas do aumento do brotamento neuronal durante o tratamento com Gangliosídeos, que resultaram em rápida recuperação da função afetada. Os Gangliosídeos exógenos fixam-se de forma fisiologicamente estável nas membranas neuronais. Essa inserção celular está associada à ativação da Na + K +ATPase, enzima ligada à membrana e cuja atividade é imprescindível à condução do impulso nervoso. Estudos in vivo evidenciaram que os Gangliosídeos são capazes de potencializar os efeitos de fatores neurotróficos endógenos, proteínas essenciais para a manutenção da vitalidade e da capacidade de regeneração dos neurônios. Foi demonstrado, também, que a administração dos Gangliosídeos em animais de laboratório produziu, a nível periférico, ação antiálgica pronunciada. Programa completo de testes toxicológicos, realizado em cães e ratos, indicou baixa incidência de toxicidade ao produto por via parenteral (aguda e crônica). A DL50 do fármaco está compreendida entre 1800 mg/kg e 8000 mg/kg, conforme a espécie animal e a via de administração consideradas. Sinaxial não demonstrou efeitos deletérios nos estudos de toxicidade subaguda, crônica e teratogênica, em várias espécies animais. Além disso, foi comprovado que Sinaxial é isento de atividade sobre a fertilidade, de efeito anafilatogênico e de poder mutagênico. Não foi demonstrada a antigenicidade do Sinaxial em três modelos de testes aplicados a cobaias. A prova de encefalomielite alérgica não pôde ser induzida pela mistura gangliosídica nas duas espécies utilizadas de animais sensíveis ao teste. O perfil farmacocinético de Sinaxial foi pesquisado com os Gangliosídeos isolados da mistura Sinaxial, radiomarcados (excetuando-se GD1b) e testados em camundongos, ratos, cobaias e cães. Após a administração, os níveis dos picos sanguíneos foram alcançados em: GM1: uma hora (camundongos - i.m. e i.v.); 6 horas (ratos - i.m.); 6 a 8 horas (cães - i.m.); GD1a: 10 a 24 horas (ratos - i.m.); GT1b: 2 horas (ratos - i.m.). O padrão da distribuição tecidual mostrou, inicialmente, radioatividade presente em quantidade significativa nos vasos sanguíneos, adrenal, fígado, pulmão e medula renal. Após 24 horas, foram detectados níveis baixos (adrenal e fígado) e traços na mucosa intestinal. Cerca de 80% da dose injetada é metabolisada no fígado, enquanto o restante, ainda não transformado, incorpora-se à membrana neuronal. A excreção é essencialmente urinária, sendo que pequenas quantidades são eliminadas pela bile. Após administração i.v. de Gangliosídeos marcados em cães, a excreção em 7 dias foi de 16% (urina) e 12%(fezes), enquanto que a aplicação i.m. produziu excreção de 14% (urina) e 7,5% (fezes).

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