FECHAR
Feed

Já é assinante?

Entrar
Índice

Leucemia aguda – Richard A Larson

Última revisão: 05/02/2014

Comentários de assinantes: 0

Richard A. Larson, MD

Professor of Medicine, Pritzker School of Medicine, University of Chicago, Chicago, IL

 

Artigo original: Larson RA. Acute leukemia. ACP Medicine. 2010;1-19.

[The original English language work has been published by DECKER INTELLECTUAL PROPERTIES INC. Hamilton, Ontario, Canada. Copyright © 2011 Decker Intellectual Properties Inc. All Rights Reserved.]

Tradução: Soraya Imon de Oliveira.

Revisão técnica: Dr. Lucas Santos Zambon

 

As leucemias agudas são caracterizadas pela diferenciação e proliferação aberrante de células progenitoras hematopoiéticas que sofreram transformação maligna. Estas células acumulam-se na medula óssea e, após a formação de uma carga substancial de células leucêmicas, suprimem a produção de células sanguíneas normais. Os sintomas resultam de vários graus de anemia, neutropenia e trombocitopenia, ou da infiltração nos tecidos. Embora quase todos os sistemas orgânicos possam apresentar envolvimento após a entrada das células leucêmicas no sangue periférico, os sítios mais comumente detectados na clínica são os linfonodos, fígado, baço, sistema nervoso central (SNC) e pele.

O 1º reconhecimento da leucemia como entidade distintiva em geral é concedido, de maneira independente, a Virchow (Berlin) e Bennett (na Escócia), no ano de 1845. Em 1847, Virchow elegeu o termo “leucemia” (do grego leuk, que significa “células brancas”, e emia, que significa “sangue”) para substituir o termo alemão weisshäme. Os distúrbios leucêmicos atualmente são classificados de acordo com a provável célula de origem. A leucemia mieloide aguda (LMA) resulta da transformação maligna de uma célula progenitora de medula óssea (mieloide) ou de uma célula-tronco, que é a precursora normal de granulócitos, eritrócitos e megacariócitos.1 A leucemia linfoblástica aguda (LLA) é uma doença maligna de células precursoras iniciais das linhagens linfocíticas de células B e T. A síndrome mielodisplásica (SMD) é um dos grupos heterogêneos de distúrbios hematológicos malignos que frequentemente envolvem todas as 3 linhagens de células mieloides e cuja origem provável é uma célula bastante primitiva ou uma célula-tronco totipotente.2,3 A SMD combina a insuficiência da medula óssea a numerosos aspectos de uma leucemia crônica ou da conhecida leucemia latente, que pode evoluir para LMA.