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Chocolate faz bem ao coração

Autor:

Lucas Santos Zambon

Doutorado pela Disciplina de Emergências Clínicas Faculdade de Medicina da USP; Médico e Especialista em Clínica Médica pelo HC-FMUSP; Diretor Científico do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP); Membro da Academia Brasileira de Medicina Hospitalar (ABMH); Assessor da Diretoria Médica do Hospital Samaritano de São Paulo.

Última revisão: 06/12/2011

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Especialidades: Cardiologia / Medicina de Família e Comunidade

 

Resumo

Este estudo avaliou a associação entre o consumo de chocolate e o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

 

Contexto clínico

A prevalência de doenças cardiometabólicas só aumenta na população mundial. Muito se estuda em busca de padrões alimentares que possam influenciar positivamente os desfechos cardiovasculares.

Os produtos derivados do cacau contêm polifenóis. Tais substâncias, sabidamente, têm efeitos anti-hipertensivo, anti-inflamatório, antiaterogênico e antitrombótico, ou seja, efeitos positivos para a saúde cardiovascular. Entretanto, há curiosidade em saber se essa associação positiva ocorre em quem consome chocolate.

 

O estudo

Este estudo é uma revisão sistemática de literatura e metanálise. Sete estudos observacionais envolvendo 114.000 adultos (idades entre 25 e 93 anos, seguimento por 8 a 16 anos) foram incluídos. Após ajustes para diversas variáveis, concluiu-se que alto consumo de chocolate (mais de 5 vezes/semana) está associado com uma redução significativa de 37% para qualquer doença cardiovascular (RR = 0,63) e diminuição de 29% para AVC (RR = 0,71) quando comparado com nenhum consumo de chocolate. Só não houve associação entre o consumo de chocolate e a redução de risco para ICC.

 

Aplicações para a prática clínica

Este estudo tem um resultado extremamente interessante e particularmente favorável aos “chocólatras”, que é a redução de risco para doenças cardiovasculares e AVC com um volume razoável de consumo semanal de chocolate. Não necessariamente está provada a causalidade desta relação, posto que são estudos observacionais e que variáveis de confusão podem estar associadas a este resultado. Entretanto, imaginamos ser extremamente difícil criar um desenho de estudo randomizado de chocolate vs. placebo que pudesse chegar a um resultado mais definitivo. Sendo assim, recomendar um uso excessivo pode ser nocivo, porém um consumo regular não precisa ser encarado, em definitivo, como algo ruim e pode ser até incentivado conforme o paciente.

 

Bibliografia

1.     Buitrago-Lopez A, Sanderson J, Johnson L, Warnakula S, Wood A, Di Angelantonio E et al. Chocolate consumption and cardiometabolic disorders: systematic review and meta-analysis. BMJ 2011 Aug 29; 343:d4488 [link para o artigo] (Fator de Impacto: 13,471).

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