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Pouca atividade física já traz benefícios na redução da mortalidade

Autor:

Lucas Santos Zambon

Doutorado em Ciências Médicas pela Faculdade de Medicina da USP.
Supervisor do Pronto-Socorro do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.
Diretor do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente.

Última revisão: 29/05/2013

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Especialidades: Medicina de Família e Comunidade

 

Resumo

         Estudo prospectivo sobre o impacto de pequenas quantidades de atividade física na redução da mortalidade.

 

Contexto clínico

         As diretrizes atuais recomendam 150 minutos semanais de lazer em forma de atividade física para que se obtenham benefícios cardiovasculares, entretanto, não se sabe se quantidades menores de atividade física também são benéficas.

 

O estudo

         Este é um estudo de coorte prospectivo que incluiu 416.175 indivíduos que foram estudados entre 1996 e 2008 (seguimento médio de 8,05 anos). Com base na quantidade de atividade física realizada semanalmente, os participantes foram classificados em 5 categorias de volume de exercício: inativos, baixo, médio, alto e muito alto.

         A quantidade de pacientes inativos foi de 54% (< 60 minutos semanais), e 22% foram de baixo volume de atividade (média de 92 minutos semanais ou 15 min/dia). Os praticantes de baixo volume de atividade, comparados aos inativos, tiveram uma redução de 14% em todas as causas de mortalidade (HR 0,86, IC95% 0,81-0,91), e um aumento de 3 anos na expectativa de vida. Houve diminuição em mortalidade por câncer (HR 0,90), por doença cardiovascular (HR 0,80) e por doença isquêmica coronariana (HR 0,75), além de redução na incidência de câncer (HR 0,94). Cada 15 minutos adicionais diários de atividade física, além destes já descritos, reduziu todas as causas de mortalidade em 4% e mortalidade por câncer em 1%.

         Os benefícios ocorreram independentemente de sexo ou faixa etária, e mesmo naqueles com fatores de risco para doenças cardiovasculares. Os indivíduos inativos tiveram um aumento de risco de mortalidade de 17% quando comparados aos indivíduos do grupo de baixo volume de atividade.

 

Aplicações para a prática clínica

         Este estudo, a despeito de não ser definitivo, mostra que uma média diária de 15 minutos de atividade física (metade do que é recomendado atualmente), já tem benefício em termos de mortalidade. O que este estudo traz à tona é a possibilidade de orientar mesmo esta pequena quantidade de exercício para pessoas que não conseguem atingir a meta de 30 minutos diários, encorajando a prática de pequenos períodos de atividade física para pessoas sedentárias, facilitando a criação de uma rotina de exercícios.

 

Bibliografia

1.    Wen CP, Wai JPM, Tsai MK, Yang YC, Cheng TYD, Lee M-C et al. Minimum amount of physical activity for reduced mortality and extended life expectancy: A prospective cohort study. Lancet 2011 Aug 16; [e-pub ahead of print]. [link para o artigo] (Fator de Impacto: 33,630).

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