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Novidades nas diretrizes para passagem de cateter venoso central

Autor:

Lucas Santos Zambon

Doutorado pela Disciplina de Emergências Clínicas Faculdade de Medicina da USP; Médico e Especialista em Clínica Médica pelo HC-FMUSP; Diretor Científico do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP); Membro da Academia Brasileira de Medicina Hospitalar (ABMH); Assessor da Diretoria Médica do Hospital Samaritano de São Paulo.

Última revisão: 16/11/2015

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Especialidades: Emergências / Terapia Intensiva / Anestesiologia

 

Resumo

         Novas diretrizes que acrescentam pontos fundamentais que devem ser realizados para qualquer passagem de acesso venoso central.

 

Contexto clínico

         A maioria das diretrizes em passagem de cateter venoso central (CVC), por motivos extremamente importantes, coloca seu foco em prevenção de infecções de corrente sanguínea. Dados de estudos mostram quedas da ordem de 66% nessas infecções ao se seguir um checklist de segurança que garanta adequada lavagem de mãos, uso de barreira total de precaução durante a passagem do CVC, desinfecção da pele com clorexidina a 2%, evitar acesso femoral e remover rapidamente o CVC, tão logo ele deixe de ser necessário.

         Apresenta-se aqui uma nova diretriz que, além das recomendações já descritas, traz como diferencial a prevenção e o manejo dos traumas mecânicos relacionados à passagem dos CVC.

 

Recomendações – Resumo

         As recomendações mais importantes que esta diretriz acrescenta são:

 

      selecione um local de inserção superior para minimizar os riscos de infecção e de complicações trombóticas;

      use uma imagem de ultrassom estática para identificação antes da punção da veia jugular interna (VJI), determinando local e patência do vaso; considere usar o ultrassom também antes de puncionar a veia subclávia ou a veia femoral;

      use ultrassom em tempo real para guiar a localização e durante a punção da VJI; considere o mesmo para as veias subclávia e femoral;

      quando estiver utilizando a técnica de Seldinger (com fio-guia), confirme, com o uso de ultrassom, que a agulha entrou na veia. A cor do sangue ou a ausência de fluxo pulsátil não devem ser usados para confirmar que a agulha entrou na veia em vez da artéria, pois são sinais pouco confiáveis;

      quando estiver utilizando a técnica de Seldinger, confirme, com o uso de ultrassom, que o fio-guia entrou na veia, depois dele ter sido inserido e antes de realizar a passagem do dilatador e do cateter propriamente dito;

      em adultos, se ocorrer uma punção não intencional de artéria com o dilatador ou com o cateter, o dilatador ou o cateter devem ser mantidos na posição e um cirurgião vascular deve ser acionado de urgência para decidir entre uma retirada cirúrgica ou não cirúrgica do dispositivo.

 

Bibliografia

1.    American Society of Anesthesiologists Task Force on Central Venous Access. Practice guidelines for central venous access: a report by the American Society of Anesthesiologists Task Force on Central Venous Access. Anesthesiology 2012 Mar; 116:539. [link para o artigo] (Fator de Impacto: 5,359)

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