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Atualização nas diretrizes de tratamento da paralisia de Bell

Autor:

Lucas Santos Zambon

Doutorado em Ciências Médicas pela Faculdade de Medicina da USP.
Supervisor do Pronto-Socorro do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.
Diretor do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente.

Última revisão: 17/07/2013

Comentários de assinantes: 6

Especialidades: Medicina de Emergência / Neurologia

 

Resumo

         Esta diretriz é uma atualização sobre o uso de corticoides e antivirais na paralisia facial de Bell.

 

Contexto clínico

         A última diretriz da Academia Americana de Neurologia sobre o tratamento da paralisia de Bell havia sido publicada em 2001.

         Foi feita uma revisão de estudos publicados desde janeiro de 2000 com foco na função facial de pacientes que tiveram paralisia de Bell e que tenham sido tratados com corticoides e/ou antivirais. Foram encontrados 9 estudos, dos quais 2 foram considerados classe I do ponto de vista metodológico.

 

Recomendações – Resumo

Corticoides

         Quando usados em até 3 dias após o início dos sintomas, um desfecho mais favorável é visto em até 15% dos casos (número necessário para tratar: de 6 a 8).

         A dosagem utilizada nos maiores estudos foi de prednisona 60 mg por 5 dias seguida de desmame por 5 dias ou 25 mg 2 vezes/dia por 10 dias.

 

Antivirais

         Nenhum estudo mostrou que adicionar antivirais ao tratamento com corticoides seja mais benéfico do que corticoides isoladamente.

 

Bibliografia

1.        Gronseth GS, Paduga R. Evidence-based guideline update: steroids and antivirals for Bell palsy. Report of the Guideline Development Subcommittee of the American Academy of Neurology. Neurology 2012 Nov 7; [e-pub ahead of print]. [link para o artigo]

Comentários

Por: Atendimento MedicinaNET em 26/11/2013 às 17:29:48

"Cara Carolina Ogawa, obrigado por acompanhar os conteúdos do MedicinaNET, esperamos que estejam ajudando sua prática. Quanto à sua pergunta, de fato a Paralisia de Bell é de diagnóstico clínico, apenas. Casos duvidosos podem se beneficiar de eletroneuromiografia e complementação com ressonância magnética de encéfalo. Há indicação de realizar alguns exames para diagnóstico diferencial nos raros casos onde há melhora discreta após 3 semanas, ou quando não há recuperação do quadro após 4 meses. Nessa circustâncias pensar em outras causas para paralisia facial como HIV, doença de Lyme, tumor de parótida, síndrome de Sjogren e colesteatoma. Esperamos ter ajudado, atenciosamente, os Editores."

Por: Carolina Ogawa Matsubayashi em 16/11/2013 às 23:16:47

"É recomendado solicitar exames na paralisia facial periferica mesmo diagnostico sendo clinico?"

Por: Atendimento MedicinaNET em 08/07/2013 às 15:14:13

"Caro Djalma, obrigado pelo seu contato conosco. Como a diretriz aponta, não há benefício adicional quanto ao curso da doença em relação ao acréscimo de antivirais no tratamento. Isso é baseado nos resultados de diversos estudos e subsequentes metanálises. Sendo assim, apenas os corticoides são recomendados como tratamento. Alguns especialistas julgam que, em casos onde o acometimento seja muito grave, poderia ser acrescentado o antiviral, porém não há benefícios comprovados. Atenciosamente, Os Editores"

Por: DJALMA ARAUJO LUZ em 07/07/2013 às 15:23:33

"Se você coloca como provável a etiologia viral para a patologia, não seria plausível o uso de um antiviral? Não iria diminuir a intensidade do dano neural e/ou curso da patologia?"

Por: Atendimento MedicinaNET em 05/07/2013 às 09:42:00

"Caro José Augusto, É seguro suspender o corticoide em um curso curto de tratamento, como 5 dias. Não há necessidade de desmame. Obrigado por entrar em contato conosco. Atenciosamente, Os Editores"

Por: Jose Augusto Ressignelli de Lima em 04/07/2013 às 08:24:28

"Corticoterapia de cinco dias necessita de desmame?"

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