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Diretriz – Trauma raquimedular aspectos na emergência

Autor:

Lucas Santos Zambon

Doutorado em Ciências Médicas pela Faculdade de Medicina da USP.
Supervisor do Pronto-Socorro do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.
Diretor do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente.

Última revisão: 26/08/2013

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Especialidades: Medicina de Emergência / Neurocirurgia / Traumatologia

 

Resumo

Esta é uma diretriz diferente da Academia Americana de Neurocirurgiões sobre lesão medular aguda. Apresentamos aspectos pertinentes à área de emergência.

 

Contexto clínico

O Congresso de Neurocirurgiões dos EUA e a Associação Americana de Neurocirurgiões lançaram uma revisão da última versão de 2002 da diretriz baseada em evidências para manejo lesão medular aguda. As antes 76 recomendações tornaram-se 112, sendo 19 nível I, 16 nível II e 77 nível III. O maior destaque se deve à recomendação contra o uso de metilprednisolona.

 

Recomendações – Atualizações

1.    NÃO realize eletrencefalograma (EEG) na investigação de cefaleias. Razão: as características clínicas das cefaleias têm melhor acurácia diagnóstica para as cefaleias primárias do que exames. Quando houver uma suspeita clínica de lesões em sistema nervoso central, neuroimagens são muito melhores que EEG no diagnóstico.

2.    Metilprednisolona NÃO É RECOMENDADA para lesão medular aguda porque não há nenhuma evidência classe I ou classe II que dê embasamento para tal conduta. Em contrapartida, há evidências classes I, II e III demonstrando que, com o uso de metilprednisolona, há aumento da incidência de infecções, sepse grave, complicações e tempo de internação em UTI mortalidade. (Recomendação Nível 1).

3.    Tomografia computadorizada é o exame de imagem de escolha em pacientes obnubilados ou de difícil avaliação e que tenham potencial de lesão de medula cervical (Recomendação Nível 1).

4.    Angiotomografia é recomendada para avaliar lesão de artéria vertebral em pacientes selecionados que tenham critérios pela triagem de Denver modificada após um trauma cervical contuso (Recomendação Nível 1).

5.    Imobilização da coluna e imagem não são recomendados em pacientes com trauma contuso ou penetrante que tenham nível neurológico normal, sem dor ou edema cervical, sem achados neurológicos localizatórios e sem outras lesões (Recomendação Nível 2).

 

Bibliografia

1.    Resnick DK. Updated guidelines for the management of acute cervical spine and spinal cord injuries. Neurosurgery 2013 Mar; 72:1 (link para o artigo)

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