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Metanálise – Melhor momento para reintrodução de dieta após cesárea

Autor:

Lucas Santos Zambon

Doutorado pela Disciplina de Emergências Clínicas Faculdade de Medicina da USP; Médico e Especialista em Clínica Médica pelo HC-FMUSP; Diretor Científico do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP); Membro da Academia Brasileira de Medicina Hospitalar (ABMH); Assessor da Diretoria Médica do Hospital Samaritano de São Paulo.

Última revisão: 25/11/2013

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Especialidades: Obstetrícia / Ginecologia

 

Resumo

Esta metanálise procurou identificar qual o melhor momento para reintrodução de dieta após cesárea pensando no adequado funcionamento do trato gastrintestinal.

 

Contexto clínico

Imagina-se que estimular o trânsito intestinal precocemente após uma cirurgia com alimentação pode ter melhores resultados para o funcionamento intestinal como um todo. Entretanto, no pós-operatório, o paciente ainda está sob efeito de drogas e os riscos de alguns efeitos deletérios não são desprezíveis. Este dado aparece em alguns estudos e, especificamente no que será apresentado a seguir, os autores realizaram uma revisão sistemática com metanálise para verificar qual o melhor momento para reintrodução de dieta após cesárea.

 

O estudo

Este é um estudo de revisão sistemática e metanálise. Dezessete estudos, sendo 14 randomizados e 3 observacionais, foram incluídos. Na maioria das vezes, a dieta foi reintroduzida após 6 a 8 horas da cesárea.

Iniciar a ingesta oral mais precocemente foi bastante relacionado com recuperação das funções intestinais, comparativamente com início de ingesta mais tardio (início de RHA: 9,2 horas; eliminação de flatos: 10 horas; primeira evacuação: 14,6 horas). Um início de ingesta oral mais precoce não aumentou a chance de ocorrerem complicações gastrintestinais quando comparado com o início da ingesta mais tardio:

 

      sintomas de íleo: 18,7% vs. 18%; OR: 0,98;

      vômitos: 5% vs. 5,5%; OR: 0,9;

      náusea: 10,3% vs. 10,3%; OR: 1,03;

      distensão abdominal: 9,3% vs. 11,6; OR: 0,82;

      diarréia: 3,4% vs. 5%; OR: 0,62.

 

Aplicações para a prática clínica

O que esta metanálise nos mostra é que a reintrodução de dieta dentro da faixa mais precoce de 6 horas promove uma melhor recuperação das funções do trato digestivo, sem aumentar qualquer efeito deletério (íleo, náuseas, vômitos, distensão abdominal ou diarreia). Este dado deve impactar nas práticas de todo obstetra, pensando na recuperação mais rápida da paciente no pós-cesárea, uma situação que é delicada frente à mudança de status da mulher, a necessidade de adaptação à condição de amamentação e administração do desconforto natural de um pós-operatório.

 

Bibliografia

1.        Hsu Y-Y et al. Early oral intake and gastrointestinal function after cesarean delivery: A systematic review and meta-analysis. Obstet Gynecol 2013 Jun; 121:1327. (link para o artigo)

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