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Dados iniciais do impacto da vacinação para HPV

Autor:

Lucas Santos Zambon

Doutorado em Ciências Médicas pela Faculdade de Medicina da USP.
Supervisor do Pronto-Socorro do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.
Diretor do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente.

Última revisão: 10/12/2013

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Especialidades: Ginecologia / Medicina de Família e Comunidade / Oncologia

 

Resumo

Este estudo mostra qual o impacto inicial da vacinação para HPV em adolescentes dos EUA.

 

Contexto clínico

A rotina de vacinação para HPV foi introduzida no final de 2006 nos EUA, para adolescentes do sexo feminino entre 11 e 12 anos de idade. Uma análise em 2010 mostrava que o regime de 3 doses da vacina havia coberto apenas 32% das adolescentes entre 13 e 17 anos de idade. Um dos primeiros indicadores que se espera diminuir com a vacina quadrivalente para HPV (6, 11, 16 e 18) é a redução de sua prevalência. O estudo a ser apresentado a seguir tenta responder esta expectativa.

 

O estudo

Este estudo desenvolvido nos EUA analisou a prevalência de infecção por HPV em swab cervicovaginal (exame de Papanicolaou) em uma fase pré-vacina (2003-2006) e em uma fase já com vacinação (2007-2010), em mulheres entre 14 e 59 anos de idade, em um total de mais de 4.000 amostras em cada período. Os dados foram extraídos do sistema de saúde norte-americano.

Entre as meninas de 14 a 19 anos de idade, a prevalência dos sorotipos de HPV 6, 11, 16 e 18, que são os cobertos pela vacina, decaiu de 11,5% (IC95%: 9,2-14,4) de 2003-2006 para 5,1% (IC95%: 3,8-6,6) em 2007-2010, um declínio de 56%. O mesmo não ocorreu em outras faixas etárias, não havendo diferença na prevalência de infecção por HPV entre os 2 períodos estudados. A efetividade de apenas 1 dose da vacina foi de 82%.

 

Aplicações para a prática clínica

Este estudo mostra que, mesmo com uma cobertura vacinal para HPV longe de ser ótima (em 2010, 32% das adolescentes entre 14 e 17 anos de idade haviam sido vacinadas), a queda na prevalência de infecções por HPV dos sorotipos cobertos pela vacina é substancial: 56% entre os dois períodos estudados. A recomendação da vacina nos EUA se estendeu aos meninos, e a expectativa é que haja um declínio maior ainda nos próximos anos de infecção pelos sorotipos mais carcinogênicos do HPV. Ainda é cedo para isso, mas a expectativa definitiva é que o câncer de colo de útero diminua também nos próximos anos em populações vacinadas. Quanto ao Brasil, está previsto pelo Ministério da Saúde a inclusão da vacina quadrivalente para HPV em 2014 para meninas entre 10 e 11 anos de idade.

 

Bibliografia

1.        Markowitz LE et al. Reduction in human papillomavirus (HPV) prevalence among young women following HPV vaccine introduction in the United States, National Health and Nutrition Examination Surveys, 2003–2010. J Infect Dis 2013 Jun 19; [e-pub ahead of print]. (link para o artigo).

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