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Diretriz – Manejo do Sobrepeso e Obesidade em Adultos

Autor:

Lucas Santos Zambon

Doutorado em Ciências Médicas pela Faculdade de Medicina da USP.
Supervisor do Pronto-Socorro do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.
Diretor do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente.

Última revisão: 05/03/2014

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Especialidades: Endocrinologia / Medicina de Família

 

Contexto Clínico

         Estas recomendações resultam do trabalho de atualização das diretrizes de 1998 sobre identificação, avaliação e tratamento do sobrepeso e obesidade em adultos. O Grupo de Trabalho desenvolveu cinco questões críticas para tratar nesta revisão:

Quais são os benefícios da perda de peso, e quanta perda de peso é necessária para alcançá-los?

Existem pontos de corte para sobrepeso e obesidade apropriados para diferentes populações?

Qual é a melhor dieta?

Qual é a melhor intervenção estilo de vida?

Quais são os benefícios e os riscos de vários procedimentos cirúrgicos bariátricos?

 

Recomendações Principais

         Todos os pacientes com sobrepeso e obesidade devem ser orientados de que a perda de peso (meta inicial, 5% a 10 % ao longo de 6 meses) está associada a reduções de LDL, triglicérides, glicemia, hemoglobina glicada (HgA1c), bem como diminuição do risco de diabetes, hipertensão, pressão arterial e necessidade de uso de medicamentos, bem como com aumento do HDL (Classe I).

        Medidas e pontos de corte para a identificação de pacientes com risco aumentado para doença cardiovascular, diabetes tipo 2, e mortalidade por todas as causas permanecem inalterados, sendo eles: índice de massa corporal (sobrepeso = 25 kg/m2; obesos = 30 kg/m2) como o primeiro item de triagem (Classe I) e circunferência da cintura (> 88 cm nas mulheres / > 102 cm nos homens) para complementar a avaliação de risco (Classe IIa).

         Qualquer dieta deve reduzir a ingestão calórica (Classe I) e ser equilibrada com o aumento da demanda de energia. Dentre todas as dietas avaliadas, nenhuma foi identificada para ser ideal para a perda de peso ou superior a qualquer uma das outras.

         As intervenções no estilo de vida abrangentes mais eficazes (que combina dieta com atividade física e estratégias comportamentais) precisam ser de alta intensidade (> 14 sessões em 6 meses), e realizadas em grupo ou sessões individuais por um alguém capaz de realizar esta intervenção, e que seja treinado por 1 ano ou mais ( Classe I ) .

         A cirurgia bariátrica pode ser adequada em pacientes com um IMC de = 40 kg/m2 - ou = 35 kg/m² com comorbidade - que não responderam à terapia de mudança de estilo de vida global (Classe IIa). O método cirúrgico mais eficaz depende de muitas variáveis clínicas (Classe IIb); os médicos devem orientar os pacientes a discutir suas opções com um cirurgião bariátrico experiente.

 

Principais Mudanças:

         A evidência atual sobre dietas específicas, as intervenções no estilo de vida e alternativas cirúrgicas foram cuidadosamente revistas. A evidência para uma relação contínua entre o IMC e os efeitos cardiovasculares levou a um relaxamento da meta de perda de peso inicial ( = 5 % vs = 10%).

 

Bibliografia

1.                  Jensen MD et al. 2013 AHA/ACC/TOS guideline for the management of overweight and obesity in adults: A report of the American College of Cardiology/American Heart Association Task Force on Practice Guidelines and The Obesity Society. J Am Coll Cardiol 2013; [e-pub ahead of print]. (link para o artigo).

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