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Diretriz – Manejo da Asma

Autor:

Lucas Santos Zambon

Doutorado em Ciências Médicas pela Faculdade de Medicina da USP.
Supervisor do Pronto-Socorro do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.
Diretor do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente.

Última revisão: 30/04/2014

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Contexto Clínico

         A asma pode ser definida como uma doença crônica comum das vias aéreas que é complexa e caracterizada por sintomas variáveis e recorrentes, obstrução ao fluxo de ar, hiper-responsividade brônquica e uma inflamação subjacente. A interação desses aspectos da asma determina as manifestações clínicas e a gravidade da asma e da resposta ao tratamento.

         As principais atualizações desta diretriz são a definição de asma grave e as recomendações para orientar os médicos no tratamento de crianças (idade = 6 anos) e adultos com asma grave.

         Apresentamos as diretrizes atualizadas e revisadas sobre Asma, desenvolvidas e publicadas em 2014 pelas seguintes sociedades de especialistas: European Respiratory Society e American Thoracic Society.

 

Recomendações

         É extremamente importante confirmar o diagnóstico de asma. Deve-se avaliar condições que podem simular um quadro asmático, ou que podem estar associadas à asma, como por exemplo bronquiolite, fibrose cística, insuficiência cardíaca, e aspergilose pulmonar. Em casos atípicos recomenda-se realizar uma tomografia computadorizada de alta resolução para auxiliar no diferencial.

         Recomenda-se avaliar todos os pacientes para presença de comorbidades e fatores desencadeantes, como rinites, rinossinusites, pólipos nasais, questões psicológicas, disfunção de cordas vocais, obesidade, tabagismo, apneia obstrutiva do sono, síndrome de hiperventilação, influências hormonais (pré-menstrual, menstrual, menopausa), doenças da tireoide, doença de refluxo gastroesofágico sintomática, drogas (aspirina, AINHs, betabloqueadores, iECA);

         Recomenda-se identificar as características de fenótipos de asma (por exemplo, alérgicas, eosinofílica, associada à obesidade, início precoce ou início tardio). Recomenda-se usar a contagem de eosinófilos no escarro em centros capazes de realizar o exame.

         Quando a asma for confirmada e as comorbidades forem abordadas, define-se a asma grave como um quadro de asma que exige tanto doses elevadas de corticoides inalatórios, como o uso de um segundo agente, que pode ser um beta-2-agonista de longa durante o ano anterior ou corticoides orais para controle por = 50% do ano anterior (ou asma que permanece sem controle, apesar desta terapia ).

         Recomenda-se considerar resistência a corticoides em pacientes que não respondem a corticoides inalatórios em altas doses. Além de corticoides inalatórios em altas doses e do uso de  de alta dose ou beta-2-agonistas de longa duração, considere teofilina em baixas doses ou um agente antimuscarínico de longa ação, como o tiotrópio.

         Em adultos, a contagem de eosinófilos no escarro pode ser usada para orientar a terapia, mas a medida do óxido nítrico exalado não é recomendada.

         Para a asma alérgica, considerar a tentativa de omalizumabe subcutâneo.

         Metotrexato e antibióticos macrolídeos antibióticos não são recomendados.

         Antifúngicos devem ser usado apenas em pacientes com aspergilose pulmonar.

         A termoplastia brônquica deve ser realizada somente em ambientes de ensaios clínicos por causa do baixo nível das evidências disponíveis sobre os seus efeitos em pacientes com asma grave.

 

Bibliografia

1.             Chung KF et al. International ERS/ATS guidelines on definition, evaluation and treatment of severe asthma. Eur Respir J 2014 Feb 1; 43:343 (link para a diretriz).

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