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Diretriz – Prevenção de Acidente Vascular Cerebral em Fibrilação Atrial não valvular

Autor:

Lucas Santos Zambon

Doutorado pela Disciplina de Emergências Clínicas Faculdade de Medicina da USP; Médico e Especialista em Clínica Médica pelo HC-FMUSP; Diretor Científico do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP); Membro da Academia Brasileira de Medicina Hospitalar (ABMH); Assessor da Diretoria Médica do Hospital Samaritano de São Paulo.

Última revisão: 08/08/2014

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Especialidades: Cardiologia/Neurologia

 

Contexto Clínico

        Diversos estudos mais recentes têm sugerido que o Acidente Vascular Cerebral (AVC) criptogênico pode ser consequência de uma Fibrilação Atrial (FA) não valvular que porventura não tenha sido diagnosticada. Também houve um aumento nas opções de anticoagulação. Diante desses fatos, a Academia Americana de Neurologia atualizou suas orientações de 1998 sobre este tema.

 

Recomendações

-Monitorização do ritmo cardíaco após o AVC criptogênico:

O monitoramento do ritmo cardíaco é capaz de identificar FA não valvular sem diagnóstico em aproximadamente 11% dos pacientes com AVC criptogênico, embora possa  variar em função do tempo de monitoramento.

Considere acompanhamento do ritmo cardíaco por períodos prolongados (por exemplo, maior ou igual 1 semana) em ambulatório para pacientes com AVC criptogênico sem FA conhecida.

-Seleção de pacientes para terapia antitrombótica:

Os médicos devem informar os pacientes com FA não valvular sobre seu maior risco de derrame, e que esse risco pode ser reduzido pelo uso de anticoagulantes, mas que essas drogas também aumentam o risco de hemorragia. As decisões sobre agentes anticoagulantes deve pesar os riscos e benefícios destes medicamentos em potencial, levando em conta o julgamento clínico e as preferências do paciente.

Os médicos devem oferecer anticoagulação em pacientes com FA não valvular que já tiveram Ataque Isquêmico Transitório (AIT) ou AVC. Esta recomendação antes era nível A e passou para nível B.

-Seleção de um anticoagulante oral específico:

Os médicos devem escolher entre  varfarina, dabigatran, rivaroxaban e apixaban.

Pacientes estáveis com uso de varfarina podem continuar a usá-la.

Dabigatran, rivaroxabana, ou apixaban, devem ser utilizados preferencialmente em pacientes que estão em risco aumentado de hemorragia intracraniana ou que não estão dispostos a submeter-se a testes laboratoriais frequentes. Os médicos podem oferecer preferencialmente apixaban para pacientes com risco de hemorragia gastrointestinal.

 

Bibliografia

Culebras A et al. Summary of evidence-based guideline update: Prevention of stroke in nonvalvular atrial fibrillation: Report of the Guideline Development Subcommittee of the American Academy of Neurology. Neurology 2014 Feb 25; 82:716. (link para a diretriz).

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