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Pró-calcitonina para diferenciar sepse de resposta inflamatória sistêmica

Autor:

Lucas Santos Zambon

Doutorado pela Disciplina de Emergências Clínicas Faculdade de Medicina da USP; Médico e Especialista em Clínica Médica pelo HC-FMUSP; Diretor Científico do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP); Membro da Academia Brasileira de Medicina Hospitalar (ABMH); Assessor da Diretoria Médica do Hospital Samaritano de São Paulo.

Última revisão: 09/09/2014

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Especialidades: Medicina de Emergência/Infectologia

 

Contexto Clínico

        Sepse ainda é uma causa comum de doença aguda e morte em pacientes com infecções adquiridas na comunidade e nosocomiais. O atraso no diagnóstico e tratamento da sepse impacta em maior mortalidade, prolonga o tempo de internação e aumenta os custos em saúde. É extremamente importante encontrar um biomarcador que ajude no diagnóstico, uma vez que sinais clínicos são pouco específicos.

Vários potenciais biomarcadores séricos têm sido investigados por sua capacidade de diagnosticar a sepse, estimar a sua gravidade e fornecer um prognóstico. A procalcitonina parece ser muito promissora para identificar infecções causadas por bactérias porque tem várias vantagens em relação a outros marcadores, principalmente o curto tempo de indução após estímulo bacteriano e meia-vida longa. Sendo assim, foi feita uma análise para saber a precisão e o valor clínico da procalcitonina para o diagnóstico de sepse em pacientes criticamente enfermos.

 

O Estudo

        Este é um estudo de revisão sistemática com metanálise de artigos que investigaram a procalcitonina para a diferenciação de pacientes sépticos daqueles com sepse, sepse grave ou choque séptico, daqueles com uma síndrome de resposta inflamatória sistêmica de origem não infecciosa.

        A busca encontrou 3.487 estudos, dos quais 30 preencheram os critérios de inclusão, correspondendo a 3.244 pacientes. A análise bivariada rendeu uma sensibilidade média de 0,77 (IC 95% 0,72-0 · 81) e especificidade de 0,79 (IC 95% 0,74 -0 · 84). A área sob a curva ROC foi de 0,85 (IC 95% 0,81-0 · 88). A razão de verossimilhança positiva e negativa foi respectivamente de 3,7 e 0,29.

 

Aplicações Práticas

        Esta metanálise demonstrou que procalcitonina é um marcador útil para o diagnóstico de sepse em pacientes críticos, mas não é um marcador perfeito para o diagnóstico. Obviamente não existe um marcador ideal para sepse. A sepse é um processo fisiopatológico muito complexo para ser descrito por uma única medida. No entanto, a procalcitonina é um dos parâmetros mais promissores. Concluindo, a procalcitonina não pode ser recomendada como o único teste definitivo para o diagnóstico de sepse, mas ela deve ser interpretada no contexto de informações de história, exame físico e, quando possível, com dados de microbiologia. Além disso, seu uso na evolução da doença pode ter um papel ainda mais importante, demonstrando melhora ou não do quadro do paciente.

 

Bibliografia

Wacker C, Prkno A, Brunkhorst FM, et al. Procalcitonin as a diagnostic marker for sepsis: a systematic review and meta-analysis. Lancet Infect Dis. 2013;13:426-435 (link para o artigo).

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