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Segurança dos novos anticoagulantes orais para Tromboembolismo Venoso TVPTEP

Autor:

Lucas Santos Zambon

Doutorado em Ciências Médicas pela Faculdade de Medicina da USP.
Supervisor do Pronto-Socorro do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.
Diretor do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente.

Última revisão: 29/09/2014

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Especialidades: Medicina de Emergência/Medicina Hospitalar/Segurança do Paciente

 

Contexto Clínico

        Por muito tempo, o tratamento de episódios de tromboembolismo venoso (TEV), tanto trombose venosa profunda (TVP) quanto tromboembolismo pulmonar (TEP) foram tratados à custa de anticoagulantes cumarínicos (antagonistas da vitamina K, sendo mais comumente usada a varfarina). Recentemente foram lançados no mercado diversas opções de anticoagulação oral, tanto inibidores do fator Xa quanto inibidores de trombina. Apresentamos a seguir uma análise de segurança do uso destes novos anticoagulantes na prática clínica, quando comparados aos cumarínicos, já tradicionalmente utilizados.

 

O Estudo

        Este é um estudo de revisão sistemática com metanálise a respeito da segurança do uso de rivaroxaban, dabigatran, apixaban e edoxaban quando comparados à varfarina.

        Foram incluídos cinco estudos, sendo dois  com rivaroxaban e um  com cada um dos outros anticoagulantes orais citados. No total, somam-se 24.455 pacientes na amostra com episódio de TEV. Foram calculados os riscos relativos comparados dos novos anticoagulantes contra a varfarina para recorrência de TEV, TEP fatal e mortalidade geral. Estes riscos foram respectivamente de 0,88 (IC95%: 0,74–1,05); 1,02 (IC95%: 0,39–5,96), e 0,97 (IC95%: 0,83–1,14). O risco relativo de sangramento maior das drogas novas frente à varfarina foi de 0,60 (IC95%: 0,41-0,88). O risco relativo para sangramento fatal foi ainda menor, de 0,36 (IC95%: 0,15-0,87). Nenhuma diferença significativa foi verificada entre os diferentes anticoagulantes orais modernos.

 

Aplicações Práticas

        Esta metanálise traz uma importante avaliação sobre os novos anticoagulantes, uma vez que sua segurança é algumas vezes questionada por conta da maior dificuldade de reversão de sangramento. Este estudo mostra que não só os novos anticoagulantes são semelhantes à varfarina em termos de desfechos desfavoráveis (recorrência de TEV, TEP fatal e morte), como são medicamentos mais seguros em termos de risco de sangramentos no geral e sangramentos fatais.

        Dadas as vantagens de não necessidade de monitorização da terapêutica, que são drogas com menos interações medicamentosas, que a anticoagulação é mais previsível, que o resultado clínico é adequado, e que são drogas mais seguras do ponto de vista de eventos adversos, o uso destes novos anticoagulantes passa a ser bastante recomendado na terapêutica de episódios de TEV. O que ainda é ruim é o custo mais alto, pelo menos em nossa realidade. Ainda assim, são opções a serem oferecidas aos pacientes, independente de seu nível econômico, uma vez que se tratam de drogas que oferecem vantagens.

 

Bibliografia

van der Hulle T et al. Effectiveness and safety of novel oral anticoagulants as compared with vitamin K antagonists in the treatment of acute symptomatic venous thromboembolism: A systematic review and meta-analysis. J Thromb Haemost 2014 Mar; 12:320. (link para o artigo).

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