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Tratamento para Infecção de Pele Não Complicada

Autor:

Lucas Santos Zambon

Doutorado pela Disciplina de Emergências Clínicas Faculdade de Medicina da USP; Médico e Especialista em Clínica Médica pelo HC-FMUSP; Diretor Científico do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP); Membro da Academia Brasileira de Medicina Hospitalar (ABMH); Assessor da Diretoria Médica do Hospital Samaritano de São Paulo.

Última revisão: 25/05/2015

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Contexto Clínico

         Infecções cutâneas são muito comuns na prática clínica, aqui incluídas  celulites e erisipelas. Entretanto, é difícil saber com quais opções de antibiótico oral podemos contar, principalmente considerando a cobertura para estafilococos de comunidade.

 

O Estudo

         Este ensaio clínico incluiu pacientes com infecções cutâneas não complicadas, como celulites e abscessos maiores que 5cm de diâmetro, ou ambos. Todos os abscessos foram drenados. Os pacientes foram randomizados para receber tratamento oral com clindamicina ou trimetoprim-sulfametoxazol por 10 dias. O desfecho avaliado foi cura entre 7 a 10 dias após o término do tratamento.

         Um total de 524 pacientes foram incluídos, sendo que 30,5% tinha abscesso, 53,4% celulite, e 15,6% infecção mista. S. aureus foi isolado nas lesões de 41,4% dos pacientes, sendo que em 77% destes, o estafilococo era resistente a oxacilina. A proporção de pacientes curados nos dois grupos foi similar (80,3% com clindamicina e 77,7% com trimetoprim-sulfametoxazol; diferença de -2,6%; P=0,52). A proporção de cura não foi diferente em subgrupos separados por idade, como crianças, adultos e em pacientes com abscesso ou celulite. A proporção de eventos adversos também foi similar nos dois grupos.

 

Aplicações Práticas

         Este estudo bastante interessante foca em algo prático do  cotidiano de médicos de pronto atendimento e pronto-socorro e auxilia na tomada de decisão de escolha de antibióticos orais. O estudo foi feito nos EUA, onde há uma grande proporção de S. aureus  resistente mesmo na comunidade, e a taxa de sucesso de tratamento foi de 80%, considerada adequada pelos autores do estudo. Para nossa realidade brasileira, a despeito de não existirem dados, é de se imaginar que podemos ter taxas de sucesso ainda maiores. As cefalosporinas continuam sendo a primeira opção, mas temos outras possibilidades viáveis para tratamento com base neste estudo.

 

Bibliografia

Miller LG et al. Clindamycin versus trimethoprim-sulfamethoxazole for uncomplicated skin infections. N Engl J Med 2015 Mar 19; 372:1093. (http://dx.doi.org/10.1056/NEJMoa1403789)

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