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Terapia Hormonal com quimioterapia em Câncer de Próstata Hormônio Sensível

Autor:

Lucas Santos Zambon

Doutorado em Ciências Médicas pela Faculdade de Medicina da USP.
Supervisor do Pronto-Socorro do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.
Diretor do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente.

Última revisão: 11/12/2015

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Contexto Clínico

A terapia de privação de androgênio (TPA), ou hormonioterapia, tem sido a espinha dorsal do tratamento para o câncer de próstata metastático desde os anos 1940. Foi avaliado se o tratamento concomitante de TPA mais docetaxel resultaria em maior sobrevida global do que com TPA sozinha.

 

O Estudo

Esse foi um estudo onde homens com câncer de próstata metastático hormônio-sensível foram randomizados para receber TPA mais docetaxel (com uma dose de 75 mg por metro quadrado de área de superfície corporal a cada três semanas durante seis ciclos) ou TPA sozinho. O principal objetivo foi testar a hipótese de que a sobrevida global média seria maior entre os pacientes que receberam docetaxel adicionado ao TPA.

Um total de 790 pacientes (idade média, 63 anos) foi submetido   à randomização. Após um acompanhamento médio de 28,9 meses, a mediana de sobrevida global foi de 13,6 meses a mais com TPA mais docetaxel (terapia combinada) do que com TPA sozinha (57,6 meses versus 44,0 meses; razão de risco para morte no grupo combinação, 0,61; IC95% 0,47-0,80; P <0,001). O tempo médio de progressão bioquímica, sintomática, ou radiográfica foi 20,2 meses no grupo de combinação, em comparação com 11,7 meses no grupo TPA sozinha. (hazard ratio 0,61; IC95% 0,51 a 0,72; P <0,001). A taxa de antígeno prostático específico (PSA) de menos de 0,2 ng/mL em 12 meses foi de 27,7% no grupo de combinação contra 16,8% no grupo TPA sozinha (P <0,001). No grupo da associação, a taxa de neutropenia grau 3 ou 4 foi de 6,2%, a taxa de infecção com neutropenia febril grau 3 ou 4 foi de 2,3%, e a taxa de neuropatia sensitiva grau 3 e de neuropatia motora grau 3 foi de 0,5%.

 

Aplicações Práticas

Por esse ensaio clínico em pacientes com câncer de próstata metastático, podemos concluir que a adição de docetaxel à terapia hormonal resultou em uma sobrevivência global significativamente maior do que quando usada apenas a terapia hormonal. Obviamente, isso não vem de graça, como podemos observar pelas taxas de eventos adversos, principalmente neutropenia febril e infecção.  O que podemos acrescentar à prática é dar a opção dessa modalidade de tratamento ao paciente, expondo riscos e benefícios para tomada de decisão conjunta.

 

Referências

Sweeney CJ et al. Chemohormonal Therapy in Metastatic Hormone-Sensitive Prostate Cancer. N Engl J Med 2015; 373:737-746.

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