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Atualização na Diretriz de Rastreamento do Câncer de Cólon

Autor:

Lucas Santos Zambon

Doutorado pela Disciplina de Emergências Clínicas Faculdade de Medicina da USP; Médico e Especialista em Clínica Médica pelo HC-FMUSP; Diretor Científico do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP); Membro da Academia Brasileira de Medicina Hospitalar (ABMH); Assessor da Diretoria Médica do Hospital Samaritano de São Paulo.

Última revisão: 31/08/2016

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Contexto Clínico

O câncer colorretal é a segunda principal causa de morte por câncer nos Estados Unidos. Em 2016, estima-se que 134.000 pessoas serão diagnosticadas com a doença e cerca de 49.000 morrerão com ela. O câncer colorretal é mais frequentemente diagnosticado entre os adultos com idades entre 65 e 74 anos; a idade mediana dos óbitos por câncer colorretal é de 68 anos.

Uma variedade de testes está disponível para o rastreamento, incluindo testes baseados em fezes (por exemplo, pesquisa de sangue oculto nas fezes baseada em guaiaco; teste de sangue oculto baseado em imunoquímica fecal, teste de DNA nas fezes); testes endoscópicos (por exemplo, sigmoidoscopia flexível [SIG], colonoscopia) e de imagem (por exemplo, enema de bário com duplo contraste, colonografia por tomografia computadorizada [TC]). Uma revisão sistemática foi realizada para atualizar os dados desde a última diretriz de 2008 do US preventive services task force (USPSTF).

 

As Recomendações

1. A USPSTF recomenda o rastreamento para o câncer colorretal a partir de 50 anos de idade estendendo-se até a idade de 75 anos para pacientes assintomáticos (recomendação A). A decisão de rastreio de câncer colorretal em adultos com idades entre 76 e 85 anos deve ser individual, tendo em conta a saúde e a história prévia (recomendação C) geral do paciente; as recomendações são contra o rastreamento em adultos com mais de 85 anos (recomendação D);

2. Sete testes foram avaliados quanto à sua eficácia na identificação de câncer colorretal. Os autores da diretriz não classificaram os testes em qualquer ordem de preferência:

a. Teste de sangue oculto nas fezes baseado em guaiaco;

b. Teste imunoquímico fecal (FIT)

c. Teste de DNA de fezes multialvo (FIT-DNA)

d. Colonoscopia

e. Colonografia por tomografia computadorizada (TC)

f. Sigmoidoscopia flexível (FS)

g. FS mais FIT

3. Duas estratégias - testes anuais de DNA FIT e colonoscopia a cada 10 anos - cada uma confere o maior número de anos de vida ganhos (cerca de 250) e mortes por câncer evitadas (cerca de 23) para cada 1.000 pacientes rastreados;

4. As mesmas duas estratégias também foram as que causaram o maior número de eventos gastrointestinais e cardiovasculares adversos (˜12-15 eventos por 1.000 pacientes rastreados);

5. No geral, quatro testes foram apontados pelo USPSTF como tendo o equilíbrio mais eficiente entre benefícios e malefícios: colonoscopia a cada 10 anos, FIT anual, FS a cada 10 anos associado ao FIT anual e colonografia por TC a cada 5 anos. No entanto, estas estratégias não foram classificadas  ou mais recomendadas do que outras estratégias;

6. O benefício para triagem de pacientes mais velhos (idade >=76) depende da saúde geral, da sobrevida prevista, da capacidade de tolerar a terapia de câncer, se necessário, e da história de rastreamento prévio. Pacientes mais idosos com boa saúde que não foram selecionados anteriormente devem ser considerados para uma primeira triagem.

 

Referências

US Preventive Services Task Force.Screening for colorectal cancer: US Preventive Services Task Force recommendation statement. JAMA 2016 Jun 21; 315:2564

 

Lin JS et al. Screening for colorectal cancer: Updated evidence report and systematic review for the US Preventive Services Task Force. JAMA 2016 Jun 21; 315:2576.

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