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Aumento de mortalidade em pacientes com úlcera péptica

Autor:

Lucas Santos Zambon

Doutorado em Ciências Médicas pela Faculdade de Medicina da USP.
Supervisor do Pronto-Socorro do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.
Diretor do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente.

Última revisão: 16/09/2016

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Contexto Clínico

Ao longo dos últimos anos, tanto a incidência quanto as taxas de complicações de úlcera péptica diminuíram; entretanto, a mortalidade de pacientes hospitalizados por úlcera péptica manteve-se inalterada. Dados de longo prazo sobre a mortalidade desses pacientes ainda são incompletos. Apresentamos um estudo cujo objetivo foi avaliar a mortalidade de curto e longo prazo, e as principais causas de morte em doentes com úlcera péptica.

 

O Estudo

Neste estudo de coorte retrospectivo, foram utilizados dados de 8.146 pacientes adultos hospitalizados com úlcera péptica, durante os anos de 2000-2008, coletados na região da capital da Finlândia. O tempo médio de acompanhamento foi de 4,9 anos. A mortalidade geral foi substancialmente aumentada, com razão padronizada de mortalidade 2,53 (intervalo de confiança (IC) 95%: 2,44-2,63); 3,7% morreram dentro de 30 dias, e 11,8% dentro de um ano. Com seis meses, a sobrevida de pacientes com úlcera perfurada ou com sangramento foi menor em comparação com aqueles com úlcera não complicada; as razões de risco foram de 2,06 (1,68-2,04) e 1,32 (1,11-1,58), respectivamente. Para úlceras duodenais perfuradas, a sobrevivência foi significativamente pior em mulheres tanto a curto como a longo prazo. As principais causas de mortalidade em um ano foram neoplasias e doenças cardiovasculares. O uso prévio de estatinas foi associado com redução significativa na mortalidade por qualquer causa.

 

Aplicação Prática

Segundo este estudo, ainda existe uma mortalidade importante em pacientes hospitalizados com úlcera péptica, infelizmente com a manutenção dos valores ao longo do tempo. Os dados sobre pacientes com úlcera péptica complicadas demonstram que provavelmente as taxas de mortalidade para doentes graves continuam sendo as mesmas, e que para esses casos as terapias disponíveis ainda são insuficientes. Ainda temos muito a avançar nesta área.

 

Referências

Malmi H et al. Increased short- and long-termmortality in 8146 hospitalisedpepticulcerpatients. AlimentPharmacolTher 2016 Aug; 44:234

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