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Diretriz para Rastreamento de Sífilis em População de Alto Risco

Autor:

Lucas Santos Zambon

Doutorado pela Disciplina de Emergências Clínicas Faculdade de Medicina da USP; Médico e Especialista em Clínica Médica pelo HC-FMUSP; Diretor Científico do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP); Membro da Academia Brasileira de Medicina Hospitalar (ABMH); Assessor da Diretoria Médica do Hospital Samaritano de São Paulo.

Última revisão: 29/09/2016

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Contexto Clínico

A sífilis é uma doença crônica, sistêmica, infecciosa causada por transmissão sexual ou vertical da bactéria Treponema pallidum. Os sintomas são diversos e a doença também tem diversas apresentações.

Segundo dados dos EUA, houve um crescimento de casos, saindo de menos de 4 casos incidentes de sífilis por 100.000 habitantes no ano 2000 para mais de 6 casos por 100.000 habitantes. A USPSTF atualizou as suas orientações de 2004 para a triagem de sífilis em adolescentes não gestantes e adultos com base em evidências atualizadas e uma revisão sistemática. Lembrar que por se tratar de uma diretriz dos EUA, é preciso  observar apenas aquilo que é aplicável à população brasileira.

 

As Recomendações

1) As populações primárias de mais alto risco para sífilis são homens que fazem sexo com homens (HSH) e homens e mulheres que são HIV positivo (Obs.: homens que fazem sexo com homens representavam 61% de todos os casos de sífilis primária e secundária relatada em 2014 nos EUA);

 

2) As populações secundárias de maior risco incluem:

- Pessoas que foram encarceradas (detentos);

- Profissionais do sexo;

- Membros de certos grupos raciais, incluindo os negros (incidência de 18,9 casos / 100.000 habitantes em 2014), hispânicos ou nativos do Havaí / Ilhas do Pacífico (7,6 casos / 100.000 habitantes), índios americanos / nativos do Alasca (6,5 casos / 100.000 habitantes);

Os homens jovens (idade < 29).

 

3) Os testes de triagem recomendados são:

- O processo de triagem de duas etapas tradicionais que começam com um teste não treponêmico (VDRL) ou teste da reaginina plasmática rápida (RPR), seguidos de testes como o FTA-ABS ou TP-PA;

- Mínimas evidências dão suporte à eficácia de uma sequência de testes reversa que começa com um teste treponêmico automatizado seguido de um teste não treponêmico para confirmação.

 

4) Frequência de rastreamento: em HSM ou pacientes HIV positivos realizar a cada 3 meses;

5) Tratamento: recomendações de longa data são de tratamento com penicilina benzatina parenteral, que promove prevenção de complicações secundárias e terciárias.

 

Referências

Cantor AG et al. Screening for syphilis: Updated evidence report and systematic review for the US Preventive Services Task Force. JAMA 2016 Jun 7; 315:2328.

 

US Preventive Services Task Force (USPSTF).Screening for syphilis infection in nonpregnant adults and adolescents: US Preventive Services Task Force recommendation statement. JAMA 2016 Jun 7; 315:2321.

 

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