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Stents Farmacológicos x Convencionais na Doença Coronariana

Autor:

Lucas Santos Zambon

Doutorado pela Disciplina de Emergências Clínicas Faculdade de Medicina da USP; Médico e Especialista em Clínica Médica pelo HC-FMUSP; Diretor Científico do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP); Membro da Academia Brasileira de Medicina Hospitalar (ABMH); Assessor da Diretoria Médica do Hospital Samaritano de São Paulo.

Última revisão: 23/11/2016

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Contexto Clínico

 

Estão disponíveis dados limitados sobre os efeitos a longo prazo de stents com eluição de drogas contemporâneos em comparação com stents convencionais contemporâneos em termos de  taxas de morte, infarto do miocárdio, nova revascularização, e trombose de stent, além de resultados em termos de qualidade de vida.

 

 

O Estudo

 

Este é um estudo randomizado que distribuiu aleatoriamente 9013 pacientes com doença arterial coronária estável ou instável a se submeter a uma intervenção coronária percutânea (ICP) com a implantação ou de stents farmacológicos contemporâneos ou stents convencionais contemporâneos. No grupo que recebeu stent farmacológico, 96% dos pacientes receberam stents com eluição de everolimus ou com eluição de zotarolimus. O desfecho primário foi um composto de morte por qualquer causa e infarto do miocárdio não fatal espontânea após uma média de 5 anos de follow-up. Os desfechos secundários incluíram a revascularização de repetição, trombose de stent, e índices de qualidade de vida.

Com 6 anos de seguimento, as taxas do desfecho primário foram de 16,6% no grupo que recebeu stent farmacológico e 17,1% no grupo que recebeu stents metálicos (hazard ratio, 0,98; IC95% 0,88-1,09; P = 0,66). Não houve diferenças significativas entre os grupos nos componentes do desfecho primário. As taxas de qualquer repetição da revascularização em 6 anos foram de 16,5% no grupo que recebeu stent farmacológico e 19,8% no grupo que recebeu stents metálicos (hazard ratio 0,76; IC 95% 0,69-0,85; P <0,001); as taxas de trombose de stent foram de 0,8% e 1,2%, respectivamente (P = 0,0498). Medidas de qualidade de vida não diferiram significativamente entre os dois grupos.

 

Aplicação Prática

 

Por este estudo podemos verificar que o resultado primário de qualquer tipo de stent contemporâneo, com ou sem eluição farmacológica, é semelhante. Não houve diferenças significativas no desfecho composto de morte por qualquer causa e enfarte do miocárdio não fatal espontânea. Taxas de repetição de revascularização foram menores no grupo que recebeu stent farmacológico, além das taxas de trombose de stent que também foram um pouco menores. Ou seja, a vantagem dos stents farmacológicos é em desfechos secundários. Deve-se pesar custo e benefício do uso de stents farmacológicos nos dias atuais para tomar a decisão de qual destes stents devemos utilizar.

 

 

 

Bibliografia

 

Bonaa KH et al. Drug-Eluting or Bare-Metal Stents for Coronary Artery Disease. NEJM August 30, 2016DOI: 10.1056/NEJMoa1607991.

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