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Prevalência de Embolia Pulmonar em Pacientes Internados por Síncope

Autor:

Lucas Santos Zambon

Doutorado pela Disciplina de Emergências Clínicas Faculdade de Medicina da USP; Médico e Especialista em Clínica Médica pelo HC-FMUSP; Diretor Científico do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP); Membro da Academia Brasileira de Medicina Hospitalar (ABMH); Assessor da Diretoria Médica do Hospital Samaritano de São Paulo.

Última revisão: 27/01/2017

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Contexto Clínico

A prevalência de embolia pulmonar (EP) entre pacientes hospitalizados por síncope não tem sido bem documentada, e as diretrizes atuais dão pouca ênfase a uma avaliação diagnóstica para EP.

 

O Estudo

Este estudo propôs uma investigação, de forma sistemática, da EP para um primeiro episódio de síncope em pacientes internados em 11 hospitais na Itália, independentemente de haver ou não explicações alternativas para a síncope. O diagnóstico de EP foi descartado em indivíduos que tiveram uma probabilidade clínica pré-teste baixa, o que foi definido de acordo com a pontuação Wells, em combinação com um dímero D (DD) negativo.

Em todos os outros pacientes, foi realizado um exame de imagem, incluindo as opções de tomografia computadorizada (TC) com contraste ou cintilografia ventilação-perfusão. Um total de 560 pacientes (idade média de 76 anos) foi incluído no estudo. O diagnóstico de EP foi descartado em 330 dos 560 indivíduos (58,9%), com base em uma combinação de baixa probabilidade clínica pré-teste de EP e DD negativo. Entre os 230 restantes, foi identificada a doença em 97 (42,2%).

Em toda a coorte, a prevalência de EP foi de 17,3% (IC 95%, 14,2-20,5). A evidência de um êmbolo em uma artéria ou de defeitos de perfusão maiores do que 25% da área total de ambos os pulmões foi encontrada em 61 pacientes. A doença foi constatada em 45 dos 355 pacientes (12,7%) que tiveram uma explicação alternativa para síncope e em 52 dos 205 (25,4%) que não tiveram explicação alternativa.

 

Aplicação Prática

Observa-se que a EP foi identificada em, quase, um em cada seis pacientes hospitalizados por um primeiro episódio de síncope. Essa é uma frequência muito alta para ser desprezada, considerando a morbidade e a mortalidade associadas a essa doença. Obviamente, são necessários mais estudos, e com desenho diferente de abordagem, para determinar vantagens da TC de rotina em investigação de pacientes com síncope, mas o presente estudo teve a vantagem de ter racionalizado o exame com base em uma probabilidade pré-teste baixa e DD negativo.

Logo, não se pode considerar equivocada a conduta de realizar TC protocolo de tromboembolismo pulmonar (TEP) para pacientes que estão investigando síncope, desde que eles não tenham esse perfil de baixa probabilidade descrito no estudo.

 

Bibliografia

Prandoni P et al. Prevalence of Pulmonary Embolism among Patients Hospitalized for Syncope. N Engl J Med 2016; 375:1524-1531.

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