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Um Novo Esquema Triplo para Tratamento de Mieloma Múltiplo

Autor:

Lucas Santos Zambon

Doutorado pela Disciplina de Emergências Clínicas Faculdade de Medicina da USP; Médico e Especialista em Clínica Médica pelo HC-FMUSP; Diretor Científico do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP); Membro da Academia Brasileira de Medicina Hospitalar (ABMH); Assessor da Diretoria Médica do Hospital Samaritano de São Paulo.

Última revisão: 03/03/2017

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Contexto Clínico

A medicação daratumumabe mostrou ser promissora quando sua eficácia foi avaliada de forma isolada e juntamente com lenalidomida e dexametasona em um estudo de fases 1 e 2 envolvendo pacientes com mieloma múltiplo recorrente ou refratário.

 

O Estudo

Este é um estudo de fase 3, que randomizou 569 portadores de mieloma múltiplo que tinham recebido uma ou mais linhas anteriores de terapia para receber lenalidomida e dexametasona, quer isoladamente (grupo de controle), quer em combinação com daratumumabe (grupo daratumumabe). O desfecho primário foi a sobrevivência livre de progressão.

Em um acompanhamento médio de 13,5 meses em uma análise interina, especificado pelo protocolo, foram observados 169 eventos de progressão da doença ou morte (em 53 de 286 pacientes [18,5%] no grupo daratumumabe versus 116 de 283 [41,0%] no grupo de controle; hazard ratio, 0,37; IC 95%, 0,27-0,52; P <0,001, pelo teste de Log-Rank estratificado). A taxa de Kaplan-Meier de sobrevivência livre de progressão aos 12 meses foi de 83,2% (IC 95%, 78,3-87,2) no grupo daratumumabe, em comparação com 60,1% (IC 95%, 54,0-65,7) no grupo de controle.

Observou-se uma taxa significativamente mais elevada de resposta global no grupo daratumumabe em relação ao de controle (92,9% versus 76,4%, P <0,001), assim como uma maior taxa de resposta completa ou melhor (43,1% versus 19,2%, P <0,001). No grupo daratumumabe, 22,4% dos pacientes tiveram resultados abaixo do limiar para a doença residual mínima (1 célula de tumor por 105 de células brancas), em comparação com 4,6% do grupo de controle (P <0,001), bem como resultados abaixo do limiar de doença residual mínima foram associados com melhores resultados.

Os eventos adversos mais comuns de grau 3 ou 4, durante o tratamento, foram neutropenia (em 51,9% dos pacientes no grupo daratumumabe versus 37,0% no grupo de controle), trombocitopenia (em 12,7% versus 13,5%) e anemia (em 12,4% versus 19,6%). Reações relacionadas à infusão de daratumumabe ocorreram em 47,7% dos indivíduos, sobretudo de grau 1 ou 2.

 

Aplicação Prática

 

Por este ensaio clínico, na fase 3, conclui-se que há grande vantagem no uso de daratumumabe adicionado à lenalidomida e à dexametasona, prolongando de forma significativa a sobrevida livre de progressão em pacientes com mieloma múltiplo recorrente ou refratário. O daratumumabe também foi associado com reações relacionadas à infusão e a uma maior taxa de neutropenia do que a terapia de controle. Todavia, os dados devem ser pesados em termos de risco e benefício e expostos a pacientes nas condições de aplicação da terapia proposta, conforme o estudo.

 

Bibliografia

 

Dimopoulos MA et al. Daratumumab, Lenalidomide, and Dexamethasone for Multiple Myeloma. N Engl J Med 2016; 375:1319-1331.

 

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