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Palbociclibe e Letrozol em Câncer de Mama Avançado

Autor:

Lucas Santos Zambon

Doutorado pela Disciplina de Emergências Clínicas Faculdade de Medicina da USP; Médico e Especialista em Clínica Médica pelo HC-FMUSP; Diretor Científico do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP); Membro da Academia Brasileira de Medicina Hospitalar (ABMH); Assessor da Diretoria Médica do Hospital Samaritano de São Paulo.

Última revisão: 20/03/2017

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Contexto Clínico

Um estudo de fase 2 mostrou que a taxa de sobrevivência livre de progressão de câncer de mama foi maior com o letrozol combinado com o palbociclibe, em comparação com o uso de apenas letrozol no tratamento inicial de mulheres na pós-menopausa com câncer de mama avançado e receptor de estrógeno (RE) positivo e HER2 negativo. Foi realizado um estudo de fase 3, projetado para confirmar e expandir os dados de eficácia e segurança para o uso de palbociclibe mais letrozol nesse contexto.

 

O Estudo

Este é um estudo randomizado duplo-cego, no qual foram distribuídas, de forma aleatória, em uma proporção de 2:1, 666 mulheres na pós-menopausa com câncer de mama RE positivo e HER2 negativo, que não tiveram tratamento prévio para doença avançada, para receber palbociclibe mais letrozol ou placebo mais letrozol.

O desfecho primário foi a sobrevivência livre de progressão de doença, tal como avaliado pelos investigadores; desfechos secundários foram a sobrevida global, a resposta objetiva de benefício clínico, os resultados relatados pela paciente, bem como os efeitos farmacocinéticos e de segurança. A mediana de sobrevida livre de progressão foi de 24,8 meses (IC 95%, 22,1 ? não estimável) no grupo palbociclibe mais letrozol, em comparação com 14,5 meses (IC 95%, 12,9?17,1) no grupo de letrozol mais placebo (taxa de risco de progressão da doença ou morte: 0,58%; IC 95%, 0,46?0,72; P<0,001).

Os eventos adversos de nível 3 ou 4 mais comuns foram: neutropenia (ocorrendo em 66,4% no grupo palbociclibe mais letrozol versus 1,4% no grupo letrozol mais placebo); leucopenia (24,8% versus 0%); anemia (5,4% versus 1,8%); fadiga (1,8% versus 0,5%). A neutropenia febril foi relatada em 1,8% dos pacientes no grupo palbociclibe mais letrozol e em nenhuma das pacientes no grupo letrozol mais placebo.

A suspensão permanente de qualquer tratamento em estudo como resultado de eventos adversos ocorreu em 43 pacientes (9,7%) no grupo palbociclibe mais letrozol e em 13 pacientes (5,9%) no grupo letrozol mais placebo.

 

Aplicação Prática

Entre as pacientes com câncer de mama avançado RE positivo e HER2 negativo não tratados previamente, a combinação de palbociclibe com letrozol resultou em sobrevivência significativamente mais longa, livre de progressão, em comparação com o uso de letrozol de forma isolada.

Vale ressaltar que as taxas de eventos adversos, sobretudo a neutropenia, mostraram-se mais relevantes no grupo de intervenção. Logo, a possibilidade de aplicação dessa terapia deve ser discutida com as potenciais pacientes candidatas ao uso dessa medicação. Ressalta-se, por fim, que este estudo foi financiado pela Pfizer.

 

Bibliografia

Finn RS et al. Palbociclib and Letrozole in Advanced Breast Cancer. N Engl J Med 2016; 375:1925-1936.

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