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Trombólise por Cateter em TVP

Autor:

Lucas Santos Zambon

Doutorado pela Disciplina de Emergências Clínicas Faculdade de Medicina da USP; Médico e Especialista em Clínica Médica pelo HC-FMUSP; Diretor Científico do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP); Membro da Academia Brasileira de Medicina Hospitalar (ABMH); Assessor da Diretoria Médica do Hospital Samaritano de São Paulo.

Última revisão: 28/02/2018

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Contexto Clínico

 

A trombose venosa profunda (TVP) é uma doença que pode cursar com várias complicações, sendo a mais temida a embolia pulmonar (EP). Porém, a síndrome pós-trombótica também é uma complicação que se procura evitar com o tratamento. Essa síndrome se desenvolve frequentemente em pacientes com TVP proximal apesar do tratamento com terapia anticoagulante. A trombólise dirigida por cateter fármaco-mecânica (ou trombólise fármaco-mecânica) remove rapidamente o trombo e poderia ser estratégia para reduzir o risco da síndrome pós-trombótica.

 

O Estudo

 

Neste ensaio clínico, 692 pacientes com TVP proximal aguda foram randomizados para receber anticoagulação isolada (grupo controle) ou anticoagulação mais trombólise fármaco-mecânica (uso de rtPa por cateter e aspiração ou maceração de trombo, com ou sem stenting). O desfecho primário foi o desenvolvimento da síndrome pós-trombótica entre 6 e 24 meses de seguimento.

Entre 6 e 24 meses, não houve diferença significativa entre os grupos na porcentagem de pacientes com síndrome pós-trombótica (47% no grupo trombólise fármaco-mecânica e 48% no grupo controle; índice de risco, 0,96; IC 95%, 0,82 a 1,11; P = 0,56). A trombólise fármaco-mecânica levou a mais eventos hemorrágicos maiores em 10 dias (1,7% versus 0,3% dos pacientes, P = 0,049), mas não houve diferença significativa no tromboembolismo venoso recorrente durante o período de seguimento de 24 meses (12% no grupo trombólise fármaco-mecânica e 8% no grupo controle, P = 0,09).

A síndrome pós-trombótica moderada a grave ocorreu em 18% dos pacientes no grupo trombólise fármaco-mecânica versus 24% nos pacientes no grupo controle (razão de risco, 0,73; IC 95%, 0,54 a 0,98; P = 0,04).

 

Aplicação Prática

 

Com base neste interessante ensaio clínico, por ora, não restam dúvidas de que a estratégia da trombólise fármaco-mecânica com cateter não deve ser usada. Entre os pacientes com TVP proximal aguda, a adição de trombólise por cateter não resultou em menor risco de síndrome pós-trombótica; pelo contrário, gerou, inclusive, maior quantidade de eventos adversos, como os sangramentos maiores. Sendo assim, essa prática não deve ser adotada.

 

 

Bibliografia

 

Vedantham S et al. Pharmacomechanical Catheter-Directed Thrombolysis for Deep-Vein Thrombosis. N Engl J Med 2017; 377:2240-2252.

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