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Uso de Embriões Frescos ou Congelados em Mulheres Ovulando

Autor:

Lucas Santos Zambon

Doutorado pela Disciplina de Emergências Clínicas Faculdade de Medicina da USP; Médico e Especialista em Clínica Médica pelo HC-FMUSP; Diretor Científico do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP); Membro da Academia Brasileira de Medicina Hospitalar (ABMH); Assessor da Diretoria Médica do Hospital Samaritano de São Paulo.

Última revisão: 09/05/2018

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Contexto Clínico

 

A fertilização in vitro (FIV) evoluiu devagar desde a sua criação há 40 anos. Estudos observacionais, e pequenos estudos randomizados e controlados mostraram taxas de gravidez mais altas e melhores resultados perinatais com transferência de embriões congelados do que com transferência de embrião fresco. Isso é particularmente verdade entre mulheres anovulatórias com síndrome do ovário policístico. Não é certo se a transferência de embriões congelados aumenta as taxas de natalidade nas mulheres ovulatórias com infertilidade. O estudo a ser apresentado buscou avaliar os efeitos da transferência de embriões congelados, em comparação com a transferência de embriões frescos, nas taxas de parto vivo e complicações maternas e neonatais entre mulheres ovulatórias.

 

O Estudo

 

Este é um estudo multicêntrico randomizado com 2.157 mulheres que estavam passando por seu primeiro ciclo de FIV a sofrerem transferência de embrião fresco ou transferência de embrião congelado. Foram transferidos até dois embriões em fase de clivagem em cada participante. O resultado primário foi um nascimento vivo após a primeira transferência de embriões.

A taxa de natalidade viva não diferiu significativamente entre o grupo de embriões congelados e o grupo de embrião frescos (48,7 e 50,2%, respectivamente; risco relativo, 0,97; IC 95%, 0,89 a 1,06; P = 0,50). Também não houve diferença significativa entre os grupos nas taxas de implantação, gravidez clínica, perda geral de gravidez e gravidez contínua.

A transferência de embriões congelados resultou em um risco bem menor de síndrome de hiperestimulação ovárica do que a transferência de embrião fresco (0,6 versus 2,0%; risco relativo, 0,32; IC 95%, 0,14 a 0,74; P = 0,005). Os riscos de complicações obstétricas e neonatais e outros desfechos adversos não diferiram significativamente entre os dois grupos.

 

Aplicação Prática

 

Neste estudo sobre FIV, a taxa de nascimento vivo não diferiu significativamente entre mulheres ovulatórias com infertilidade que receberam transferência de embriões frescos ou transferência de embriões congelados. Parece haver uma vantagem de segurança com a transferência de embriões congelados, que resultou em menor risco de síndrome de hiperestimulação ovárica. Esses dados servem para embasar uma discussão com a paciente em termos de escolhas no método para a FIV, considerando a questão de segurança, principalmente.

 

Bibliografia

 

Shi Y et al. Transfer of Fresh versus Frozen Embryos in Ovulatory Women. N Engl J Med 2018; 378:126-136

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