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escabiose

Última revisão: 30/01/2011

Comentários de assinantes: 2

Reproduzido de:

DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS – GUIA DE BOLSO – 8ª edição revista [Link Livre para o Documento Original]

MINISTÉRIO DA SAÚDE

Secretaria de Vigilância em Saúde

Departamento de Vigilância Epidemiológica

8ª edição revista

BRASÍLIA / DF – 2010

 

Escabiose

 

CID 10: B86

 

ASPECTOS CLÍNICOS E EPIDEMIOLÓGICOS

Descrição

Parasitose da pele causada por um acaro cuja penetração deixa lesões em forma de vesículas, pápulas ou pequenos sulcos, nos quais ele deposita seus ovos. As áreas preferenciais da pele para visualizar essas lesões são: regiões interdigitais, punhos (face anterior), axilas (pregas anteriores), região periumbilical, sulco interglúteo e órgãos genitais externos (nos homens). Em crianças e idosos, podem também ocorrer no couro cabeludo, nas palmas das mãos e plantas dos pés. O prurido intenso é causado por reação alérgica a produtos metabólicos do acaro. Caracteristicamente essa manifestação clínica se intensifica durante a noite, por ser o período de reprodução e deposição de ovos desse agente.

 

Sinonímia

Sarna, pereba, curuba, pira, quipa.

 

Agente Etiológico

Sarcoptes scabiei.

 

Reservatório

O homem.

 

Modo de Transmissão

Contato direto com doentes (compartilhamento de dormitórios, relações sexuais, etc.) e por meio de fômites contaminados (roupas de cama, toalhas de banho, vestimentas).

 

Período de Incubação

De 1 dia a 6 semanas.

 

Período de Transmissibilidade

Todo o período da doença.

 

Complicações

Infecções secundárias pela “coçadura”, que, quando causada pelo estreptococo beta-hemolítico, pode levar a glomerulonefrite. Em pacientes imunocomprometidos, há risco de se estender como uma dermatite generalizada, com intensa descamação. Essa forma também pode ocorrer em idosos, nos quais o prurido é menor ou não existe. A forma intensamente generalizada é denominada de sarna norueguesa.

 

Diagnóstico

Clínico

Baseia-se na sintomatologia, tipo e topografia das lesões e dados epidemiológicos. Pode ser feito também mediante a visualização do acaro, a microscopia pelo raspado ou biopsia de pele.

 

Tratamento

Ivermectina, dose única, VO, obedecendo à escala de peso corporal (15 a 24 kg: 1/2 comprimido; 25 a 35 kg: 1 comprimido; 36 a 50 kg: 1 1/2 comprimido; 51 a 65 kg: 2 comprimidos; 65 a 79 kg: 2 1/2 comprimidos; 80 kg ou mais: 3 comprimidos). A dose pode ser repetida após 1 semana. Permetrima a 5% em creme, uma aplicação à noite, por 6 noites, ou Deltametrina, em loções e shampoos, uso diário por 7 a 10 dias. Enxofre a 10% diluído em petrolatum deve ser usado em mulheres gravidas e crianças abaixo de 2 anos. Podem-se usar anti-histamínicos sedantes (Dexclorfeniramina, Prometazina), para alívio do prurido. Havendo infecção secundária, utiliza-se antibioticoterapia sistêmica. Evitar a iatrogenia pelo uso de escabicida repetidas vezes. Considerar fracasso terapêutico a presença de sinais e sintomas após 2 semanas. Se os sintomas reaparecerem após 4 semanas, considerar reinfestação.

 

Características Epidemiológicas

Ocorre em qualquer lugar do mundo e esta vinculada a hábitos de higiene. É frequente em guerras e em aglomerados populacionais. Geralmente, ocorre sob a forma de surtos em comunidades fechadas ou grupos familiares.

 

VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA

Objetivo

Manter a doença sob controle, evitando surtos.

 

Notificação

Não é doença de notificação compulsória.

 

MEDIDAS DE CONTROLE

Tratamento do Doente

Lavar com agua quente todos os fômites dos pacientes (especialmente dos portadores de sarna norueguesa), as roupas devem ficar livres do contato com o hospedeiro e contactantes por 7 dias. É fundamental atentar para a necessidade de maior higiene pessoal e limpeza do ambiente. Buscar casos na família ou nos residentes do mesmo domicílio do doente e tratá-los o mais breve possível, para evitar disseminação da doença. Investigar a existência de casos na mesma rua, creches e outros ambientes de convivência do paciente é importante para evitar surtos comunitários.

 

Isolamento

Deve-se afastar o indivíduo da escola ou trabalho até 24 horas após o término do tratamento. Em caso de paciente hospitalizado, recomenda-se o isolamento, a fim de evitar surtos em enfermarias, tanto para outros doentes quanto para os profissionais de saúde, especialmente no caso da sarna norueguesa. O isolamento deve perdurar por 24/48 horas após o início do tratamento.

 

SOBRE OS DIREITOS AUTORAIS DO DOCUMENTO

Consta no documento:

“Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte e que não seja para venda ou qualquer fim comercial.”

O objetivo do site MedicinaNet e seus editores é divulgar este importante documento. Esta reprodução permanecerá aberta para não assinantes indefinidamente.

 

Comentários

Por: Atendimento MedicinaNET em 10/12/2012 às 15:33:11

"Prezada Gabriele, Por se tratar de doença parasitária cutânea, a transmissão se dá quando há exposição acentuada ao agente parasitário ou a seus ovos. A mão pode ser o veículo de transmissão, mas não é o local mais infestado do corpo humano parasitado. Por isso, a transmissão por esta via não é frequente. Atenciosamente, Atendimento MedicinaNET"

Por: Gabriele Menezes dos Santos em 04/12/2012 às 18:55:12

"Isto signifaca que se pega escabiose quando se tem bastante contato, ou até mesmo relações sexuais, um perto de mão não pega?"

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