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12 Organização de Serviços para Atendimento de Portadores de DST

Última revisão: 25/10/2009

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Reproduzido de:

Manual de Controle de Doenças Sexualmente Transmissíveis – DST 4ª edição [Link Livre para o Documento Original]

Série Manuais n. 68

MINISTÉRIO DA SAÚDE

Secretaria de Vigilância em Saúde

Programa Nacional de DST e Aids

Brasília / DF – 2006

 

CONSTRUINDO A QUALIDADE NA ASSISTÊNCIA

No contexto da atenção integral à saúde, o atendimento aos portadores de DST deve ser organizado de forma a não perder a oportunidade do diagnóstico, tratamento e aconselhamento desses usuários, bem como contribuir para diminuir sua vulnerabilidade a esses agravos, utilizando conhecimentos técnico-científicos atualizados e os recursos disponíveis mais adequados para cada caso.

 

ATENÇÃO AOS PORTADORES DE DST NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)

A atenção à saúde funciona, na maioria dos municípios, com agendamento de consultas e há pouco ou nenhum espaço para procuras espontâneas , resultando em falta de acessibilidade aos serviços. Visando a quebra da cadeia de transmissão das DST e do HIV, deve-se considerar que os portadores de DST não podem esperar pela consulta agendada. Portanto, a Unidade de Saúde deve garantir o acolhimento adequado, com privacidade, garantindo atendimento o mais rápido possível.

 

MEDICAMENTOS PARA DST

Para o atendimento adequado às pessoas com DST, é fundamental a disponibilidade de medicamentos para o tratamento oportuno. Os medicamentos para abordagem sindrômica das DST foram padronizados e a aquisição dos mesmos foi pactuada, sendo de responsabilidade dos Estados e Municípios.

 

NÍVEIS DE ATENDIMENTO

A organização do serviço de saúde para prestar atendimento básico (nível 1 de complexidade) a portadores de DST, requer uma equipe mínima composta de: um médico clínico, um/a enfermeiro/a e um auxiliar de enfermagem e/ou um outro profissional de nível técnico vinculado à assistência e, pelo menos, um profissional administrativo.

O nível intermediário de atenção (nível 2) inclui o atendimento ginecológico e/ou uma ou mais especialidades clínicas, além de enfermeiros e/ou psicólogos e/ou assistentes sociais, sem acessso imediato a recursos laboratoriais para diagnóstico de DST.

Finalmente, os serviços de maior complexidade (nível 3) geralmente ambulatórios especializados, devem ser equipados com recursos laboratoriais e constituir-se na referência técnica do sistema de atenção para diagnóstico etiológico das DST.

 

Atividades do Nível 1

      Realizar consulta médica emergencial das úlceras genitais, dos corrimentos genitais masculinos e femininos e das verrugas ano-genitais externas, utilizando a abordagem sindrômica, conforme normas estabelecidas pelos fluxogramas propostos do Programa Nacional e Estadual de DST/AIDS.

      Realizar o aconselhamento incorporado na consulta médica.

      Realizar coleta de sangue e/ou solicitação de exames para Sífilis, Hepatite B e HIV, nos casos de úlceras, corrimentos e verrugas genitais.

      Realizar tratamento de sífilis.

      Notificar a síndrome genital, sífilis na gestação, sífilis congênita e HIV na gestante/criança exposta.

      Notificar os(as) parceiros(as) das pessoas com síndromes genitais para investigação e/ou tratamento epidemiológico.

      Referir os casos suspeitos de DST com manifestações cutâneas extragenitais para unidades que disponham de dermatologista.

      Referir os casos de DST complicadas para unidades que disponham de especialistas e recursos laboratoriais.

      Referir os casos de DST não resolvidos pelo tratamento sindrômico para unidades que tenham laboratório.

      Referir os casos de dor pélvica com sangramento ou quadros mais graves para unidades com ginecologista.

 

Atividades do Nível 2

      Realizar todas as atividades do nível elementar, além do diagnóstico e tratamento clínico-epidemiológico, dentro da competência das especialidades disponíveis.

      Realizar tratamento sindrômico e/ou clínico-epidemiológico dos corrimentos genitais femininos.

      Realizar coleta de material cérvico-vaginal para exames laboratoriais.

      Realizar o aconselhamento dentro e/ou fora da consulta.

      Realizar colposcopia, se disponível ou encaminhar a paciente para serviços de referência que disponham de colposcópio e profissional habilitado quando indicado.

      Realizar procedimentos cirúrgicos ambulatoriais.

      Notificar as síndromes genitais, sífilis na gestação, sífilis congênita e HIV na gestante/criança exposta.

      Notificar os(as) parceiros(as) e tratar.

      Promover treinamentos em abordagem sindrômica para UBS de nível primário.

 

Atividades do Nível 3 (Centros de Referência)

      Realizar todas as atividades dos níveis elementar e intermediário

      Realizar diagnóstico etiológico das DST, vigilância de resistência microbiana aos fármacos da abordagem sindrômica.

      Realizar treinamentos em abordagem sindrômica para Unidades de nível intermediário e de abordagem etiológica para as que tenham recursos laboratoriais próprios.

 

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