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Tetraciclinas

Última revisão: 16/09/2015

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Reproduzido de:

Formulário Terapêutico Nacional 2010: Rename 2010 [Link Livre para o Documento Original]

Série B. Textos Básicos de Saúde

MINISTÉRIO DA SAÚDE

Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos

Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos

Brasília / DF – 2010

 

         5.1.10 Tetraciclinas

Silvio Barberato Filho e Fernando de Sá Del Fiol

 

Tetraciclinas são usadas principalmente no tratamento de infecções causadas por Rickettsia, Chlamydia e Mycoplasma, bem como uma variedade de bactérias atípicas gram-negativas e gram-positivas Susceptíveis. Por causa do risco de desenvolvimento de resistência, Tetraciclinas são empregadas em infecções causadas por bactérias típicas apenas quando outros anti-infectantes estiverem contraindicados ou forem inefetivos1. A eficácia bacteriostática dos diversos representantes é semelhante, mas pode haver discreta superioridade de representantes mais lipofílicos, como minociclina e doxiciclina2. Tetraciclina é considerada protótipo do grupo, mas doxiciclina apresenta vantagens clínicas e substituiu a tetraciclina na maioria das infecções2. Doxiciclina está indicada em infecções por Rickettsia, Chlamydia (psitacose, ornitose, tracoma, doença inflamatória pélvica, uretrite, salpingite, linfogranuloma venéreo, conjuntivite e prostatite), Mycoplasma, Plasmodium falciparum (como opção à mefloquina, em profilaxia), Calymatobacterium granulomatis (granuloma inguinal), brucelose, cólera e peste3, 4. Alterações dentárias (hipoplasia de esmalte e coloração dos dentes) e de crescimento ósseo e rara insuficiência hepática decorrente de infiltração gordurosa em grávidas contraindicam seu emprego nessas e em crianças até os oito anos de idade2.

Doxiciclina é a tetraciclina de escolha em virtude de suas vantagens farmacocinéticas, menor toxicidade, maior adesão ao tratamento e boa relação de custo-benefício3, 5. Ao contrário das Tetraciclinas mais antigas, não há interferência de alimentos2. Sua meia-vida propicia administração a cada 12 horas5. Tem indicação em infecções sexualmente transmissíveis (DST), pois atua em muitos microrganismos causais2. Pode ser empregada como tratamento alternativo de sífilis e gonorreia em paciente alérgico à penicilina3. Além da contraindicação para grávidas e crianças até 8 anos3, não pode ser adminitrada em pacientes com insuficiência hepática grave3, porfiria3, 6 ou lúpus eritematoso sistêmico3. No tratamento da febre maculosa, apesar de contestações, a Academia Americana de Pediatria fez recomendação de uso da doxiciclina, independente da idade, por sua maior efetividade em comparação com o cloranfenicol7; outros trabalhos têm confirmado a essa proposta1, 8-10. (ver monografia, página 543)

Tetraciclina (ver item 5.2.1, página 127) (ver monografia, página 603)

 

Referências

1.MCEVOY, G. K. (Ed.). AHFS drug information 2007. Bethesda: American Society of Health-System Pharmacists, 2007. p.422-449.

2.FUCHS, F. D. Tetraciclinas e cloranfenicol. In: FUCHS, F. D.; WANNMACHER, L.; FERREIRA, M. B. C. (Ed.). Farmacologia clínica: fundamentos da terapêutica racional. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004. p.373-376.

3.WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO model formulary, 2008. Geneva, 2008. Disponível em: <http://www.who.int/selection_medicines/list/WMF2008.pdf.>

4.KLASCO, R. K. (Ed.). DRUGDEX® System. Greenwood Village: Thomson Micromedex, 2009. Disponível em: <http://www.portaldapesquisa.com.br>

5.REESE, R. E.; BETTS, R. F. Antibiotic uses. In: BETTS, R. F.; CHAPMAN, S. W.; PENN, R. L. (Ed.). Reese and Betts´ a practical approach to infectious diseases. 5. ed. Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins, 2003. p.969-1153.

6.BRITISH MEDICAL ASSOCIATION AND ROYAL PHARMACEUTICAL SOCIETY OF GREAT BRITAIN. British national formulary. 57. ed. London: BMJ Publishing Group and APS Publishing, 2009. Disponível em: <http://www.medicinescomplete. com>.

7.AMERICAN ACADEMY OF PEDIATRICS. Rocky Mountain spotted fever. In: PETER, G. (Ed.). Report of the committee on infectious diseases. 26. ed. Elk Grove Village: American Academy of Pediatrics, 2003. p. 452–454.

8.HOLMAN, R. C. Analysis of risk factors for fatal rocky mountain spotted fever: evidence for superiority of tetracyclines for therapy. J. Infect. Dis., Chicago, Il,v. 184, p. 1437-1444, 2001.

9.MASTERS, E. J. et al. Rocky mountain spotted fever: a clinician’s dilemma. Arch. Intern. Med., Chicago, Il,v. 163, p. 769-774, 2003.

10.PURVIS, J. J.; EDWARDS, M. S. Doxycycline use for rickettsial disease in pediatric patients. Pediatr. Infect. Dis. J.,Baltimore, v. 19, p. 871-874, 2000.

 

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