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Anfenicóis

Última revisão: 16/09/2015

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Reproduzido de:

Formulário Terapêutico Nacional 2010: Rename 2010 [Link Livre para o Documento Original]

Série B. Textos Básicos de Saúde

MINISTÉRIO DA SAÚDE

Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos

Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos

Brasília / DF – 2010

 

         5.1.11 Anfenicois

Fernando de Sá Del Fiol e Silvio Barberato Filho

 

Abrangem cloranfenicol e tianfenicol, antibióticos bacteriostáticos de amplo espectro de atividade, atuando contra bactérias gram-positivas, gram-negativas, riquétsias, clamídias e micoplasmas.

Cloranfenicol: é antibiótico produzido pelo Streptomyces venezuelae, microrganismo isolado pela primeira vez em 1947, em amostra de solo coletada na Venezuela, por Burkholder e por pesquisadores da universidade de Illinois1. Tem como principais indicações as infecções graves no SNC, epiglotite aguda na criança, além de febre tifoide. Apresenta como principal e mais grave efeito, alterações hematológicas importantes, como aquelas observadas na medula óssea. O cloranfenicol afeta o sistema hematopoiético de duas maneiras: por um efeito tóxico relacionado com a dose, que se manifesta em forma de anemia, leucopenia ou trombocitopenia, e por resposta idiossincrática manifestada por anemia aplástica, que, em muitos casos, leva a pancitopenia fatal2, 3. Outro importante efeito a ser observado com o uso do cloranfenicol, refere-se à “síndrome cinzenta do recém-nascido”. Tal síndrome geralmente começa entre dois e nove dias (em média quatro dias) do início do tratamento. As manifestações nas primeiras 24 horas consistem em vômitos, recusa à sucção, respiração irregular e rápida, distensão abdominal, períodos de cianose e evacuação de fezes moles de coloração esverdeada. Todas as crianças mostram-se gravemente doentes no final do primeiro dia e, nas 24 horas seguintes, tornam-se flácidas, adquirem coloração acinzentada e apresentam hipotermia3 (ver monografia, página 501).

 

Referências

1.REYES, B. et al. El cloranfenicol: 40 años después. Infectologia, Barcelona, v. 7, n. 4, p. 151-162, 1987.

 

2.MANDELL, G.L.; BENNETT, J.E.; DOLIN, R. Mandell, Douglas, and Bennett’s principles and practice of infectious diseases. 6. ed. Philadelphia: Elsevier, 2005. 2 v.

 

3.DEL FIOL, F.S.; AVALLONE, A.M. Uso de cloranfenicol na gravidez. Rev. Eletrônica Farm., [S.l.], v. 2, n.1, p.31-37, 2005.

 

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