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Compostos de platina

Última revisão: 16/09/2015

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Reproduzido de:

Formulário Terapêutico Nacional 2010: Rename 2010 [Link Livre para o Documento Original]

Série B. Textos Básicos de Saúde

MINISTÉRIO DA SAÚDE

Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos

Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos

Brasília / DF – 2010

 

6.1.5 Compostos de platina

Carboplatina apresenta eficácia semelhante à cisplatina na maioria das aplicações clínicas, porém, o uso de carboplatina é mais adequado em pacientes com função renal comprometida, pois não exige hidratação com grandes volumes; ainda, pacientes com alto risco de neurotoxicidade e ototoxicidade toleram melhor carboplatina. Inversamente, a mielossupressão é preocupação maior com o uso deste fármaco, além do desenvolvimento de resistência em alguns casos de câncer de ovário em pacientes com tratamento prévio à base de platina. Em combinação com paclitaxel e bevacizumabe, carboplatina é primeira linha no tratamento de câncer avançado de células não pequenas de pulmão. No tratamento neoadjuvante pós-ressecção de câncer de ovário, é usada em regime combinado com paclitaxel, ciclofosfamida com ou sem doxorrubicina. No tratamento paliativo de câncer de ovário avançado recorrente já tratado com cisplatina, carboplatina com etoposídeo, ifosfamida mais mesna é considerado um regime de segunda escolha (ver monografia, página 452).

Cisplatina foi o primeiro agente antineoplásico, contendo platina, a ser amplamente usado contra uma grande variedade de neoplasias. O fármaco é mais eficaz quando usado em combinação com outros antineoplásicos. A cisplatina, como monoterapia ou em regimes combinados, é frequentemente utilizada como terapia de primeira linha e tem demonstrado eficácia contra câncer de testículo (etoposídeo com ou sem bleomicina), ovário (ciclofosfamida ou paclitaxel), cabeça e pescoço (fluoruracila), e bexiga (gencitabina, ciclofosfamida com doxorrubicina, ou metotrexato com vimblastina). Além disso, também tem função importante como parte de regimes combinados para o tratamento de câncer de pequenas células (irinotecano), e de células não pequenas de pulmão (etoposídeo, vinorelbina, vimblastina, docetaxel, paclitaxel, gencitabina). Tradicionalmente, a radioterapia é o tratamento escolhido para a fase inicial do câncer de colo uterino, reservando-se a quimioterapia para tratamento posterior. Fortes provas demonstram que a adição de cisplatina à radioterapia aumenta significantemente a sobrevida dos pacientes com câncer de colo uterino, especialmente aqueles em estádio precoce, de alto risco, ou câncer localmente avançado. Cisplatina também é utilizada em hepatoblastomas e câncer gástrico avançado. Neurotoxicidade, nefrotoxicidade, ototoxicidade, náuseas e vômitos, muitas vezes refratários, são fatores limitantes ao uso de cisplatina por longos períodos em alguns pacientes (ver monografia, página 478).

Oxaliplatina é considerada como tratamento adjuvante de primeira escolha no câncer de cólon e reto, empregada após ressecção do tumor. O uso se dá em regime combinado com fluoruracila mais folinato de cálcio, no entanto, outros regimes contendo capecitabina, etoposídeo, ou irinotecano também são utilizados (ver monografia, página 886).

 

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