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Antissecretores

Última revisão: 17/09/2015

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Reproduzido de:

Formulário Terapêutico Nacional 2010: Rename 2010 [Link Livre para o Documento Original]

Série B. Textos Básicos de Saúde

MINISTÉRIO DA SAÚDE

Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos

Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos

Brasília / DF – 2010

 

15.2  Antissecretores

Os medicamentos antissecretores reduzem a secreção de ácido gástrico bloqueando os receptores de histamina H2   (ranitidina), inibindo a bomba de prótons (omeprazol) ou por ação direta nas células parietais (misoprostol). Mudanças no estilo de vida como as descritas anteriormente devem ser associadas ao uso destes medicamentos. Os antissecretores podem mascarar sintomas de câncer gástrico, por isto devem ser usados com cautela. Com a melhora dos sintomas, tanto com o uso dos antagonistas dos receptores H2  como inibidores da bomba de prótons, deve-se avaliar a possibilidade de redução de doses e a substituição dos inibidores da bomba de prótons por fármacos da outra classe. Ranitidina é antagonista H2 e apresenta menor incidência de interações farmacólogicas que a cimetidina. Os antagonista H2  são indicados no tratamento da úlcera gástrica e duodenal com esquemas variantes de 4 a 8 semanas. O índice de recaída é elevado (70% em 2 anos), exigindo terapias de manutenção1. As recaídas podem ser prevenidas com a erradicação de Helicobacter pylori, que é feita utilizando-se a combinação de antissecretores e antimicrobianos. Omeprazol tem sido o antissecretor de escolha nestes casos. Em doses normalmente utilizadas, os antagonistas H2 reduzem o risco de úlceras duodenais e em dose dupla (300 mg, duas vezes ao dia) o risco de úlceras duodenais e gástricas em pacientes usuários de anti-inflamatórios não-esteroides (AINE). Os antagonistas H2  apresentam benefício definido no tratamento inicial da esofagite associada ao refluxo gastresofágico, porém não são tão efetivos como os inibidores da bomba de prótons. No tratamento de manutenção os antagonistas H2  têm benefício provável. Na dispepsia não ulcerosa mostraram-se mais efetivos do que placebo. Altas doses de antagonistas dos receptores H  têm sido usadas na síndrome de Zollinger-Ellison, mas os inibidores de bomba de prótons são primeira escolha nestes casos (ver monografia, página 600).

Omeprazol é inibidor da bomba de prótons que tem benefício definido no tratamento inicial e de manutenção da esofagite associada ao refluxo gastroesofágico. É especialmente indicado em casos refratários a tratamento com antagonista H e para pacientes com sintomas mais graves. Apresenta eficácia definida para diminuir os sintomas e acelerar a cicatrização de úlcera, gástrica ou duodenal, sendo considerado mais eficaz que cimetidina ou ranitidina. É especialmente indicado em pacientes com hipergastrinemia, síndrome de Zollinger-Ellison ou úlceras pépticas duodenais refratárias a antagonistas H2. Tem eficácia semelhante à da ranitidina em dose dupla na profilaxia de úlceras gástricas e duodenais em pacientes usuários de anti-inflamatórios não-esteroides. Tem também benefício definido como adjuvante no tratamento de úlcera associada a H. pylori, sendo o mais frequentemente recomendado. No tratamento da dispepsia funcional, meta-análise mostrou pequena eficácia, inferior à de antagonistas H5 (ver monografia, página 882).

 

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