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Insulina Humana NPH e Insulina Humana Regular

Última revisão: 19/12/2010

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Reproduzido de:

Formulário Terapêutico Nacional 2008: Rename 2006 [Link Livre para o Documento Original]

Série B. Textos Básicos de Saúde

MINISTÉRIO DA SAÚDE

Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos

Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos

Brasília / DF – 2008

 

Insulina Humana NPH e Insulina Humana Regular

 

Karen Luise Lang

 

Na Rename 2006: item 17.3

 

APRESENTAÇÕES

      Suspensão injetável 100 UI/mL (NPH).

      Solução injetável 100 UI/ mL (Regular).

 

INDICAÇÕES5

      Tratamento de diabetes melito tipo 1.

      Tratamento de diabetes melito tipo 2 em pacientes não controlados com dieta e antidiabéticos orais.

      Tratamento de cetoacidose, coma hiperosmolar e na vigência de cirurgia, infecção ou traumatismo em diabéticos de tipos 1 e 2.

 

CONTRA-INDICAÇÕES1,5

      Hipersensibilidade a algum componente da formulação.

      Hipoglicemia.

 

PRECAUÇÕES1,5

      Redução da dose em insuficiência renal e hepática.

      Condições que reduzem a necessidade de insulina: diarréia, vômitos, hipotiroidismo, insuficiência renal (ver Apêndice D – Fármacos e Nefropatias) e hepática (ver Apêndice C – Fármacos e Hepatopatias).

      Condições que aumentam a necessidade de insulina: febre, hipertireoidismo, traumas, infecções, cirurgias.

      Monitorização de episódios de hipoglicemia durante exercício físico e longos períodos em jejum.

      Monitorização diária de glicemia.

      Monitorização do potássio sérico.

      Acompanhar o tratamento com dieta adequada.

      Categoria de risco na gravidez (FDA): B.

 

ESQUEMAS DE ADMINISTRAÇÃO7

Adultos e Crianças

Insulina Regular (terapia de bolus)

      0,5 a 1 unidade/kg/dia, por via subcutânea, em doses divididas, 30 minutos, antes das refeições e ao deitar. As doses diárias podem ser acrescidas em 2 a 4 unidades/dia a cada 3 dias, de acordo com a resposta obtida.

 

Insulina Regular (tratamento de cetoacidose)

      0,1 unidade/kg, em injeção intravenosa, seguida de 0,1 unidade/kg/hora, em infusão intravenosa contínua. A redução ideal da glicemia é de 80 a 100 mg/dL/hora.

 

Insulina Regular (em bomba de infusão contínua)

      Fornecem uma taxa basal de insulina durante todo o dia e doses suplementares (bolus) pré-prandiais.

 

Insulina NPH (tratamento de manutenção)

      0,3 a 1,5 U/kg/dia, por via subcutânea, 1 a 2 vezes ao dia, pela manhã e à noite. Ajustes de 2 a 4 U por dia podem ser feitos, após 2 a 3 dias de observação. Ao alcançar dose de 40 U/dia, é prudente dividi-la em duas injeções diárias.

 

Adolescentes

Insulina Regular (terapia de bolus)

      0,8 a 1,2 U/kg/dia, por via subcutânea, em doses divididas.

 

Insulina Regular (em bomba de infusão contínua)

      Fornece uma taxa basal de insulina durante todo o dia e doses suplementares (bolus) pré-prandiais.

 

Administração

      Insulina subcutânea no abdome é absorvida mais rapidamente do que nas coxas; coxas e braços em movimento absorvem insulina mais rapidamente que o abdome.

      As seringas e as agulhas descartáveis podem ser reutilizadas, desde que a agulha e a capa protetora não tenham sido contaminadas. Devem ser mantidas em geladeira e o número de reutilizações, em geral de 7 a 8, depende de a ponta da agulha não se tornar romba, para não aumentar a dor da injeção.

      Antes de iniciar a preparação da injeção, lava-se bem as mãos. O frasco de insulina deve ser retirado previamente da geladeira para evitar injeção fria. O frasco deve ser rolado gentilmente entre as mãos para misturar a suspensão, antes de aspirar o conteúdo.

      Em caso de combinação de dois tipos de insulina, aspirar antes a insulina de ação curta para que o frasco não se contamine com a insulina de ação intermediária (o aspecto da insulina simples deve ser sempre cristalino).

      Antes de iniciar a aplicação da insulina, limpar a pele com algodão embebido em álcool. Introduzir a agulha de injeção subcutânea por completo, em ângulo de 90 graus.

      Antes de injetar, puxar o êmbolo para verificar a presença de sangue (se houver, reiniciar a aplicação em outro local).

      Mudar o local de aplicação de insulina de modo a manter uma distância mínima de 1,5 cm a cada injeção.

 

ASPECTOS FARMACOCINÉTICOS CLINICAMENTE RELEVANTES4,5

Insulina Regular

      Início de ação: 30 a 60 minutos (via subcutânea); imediato (via intravenosa).

      Pico de ação: 2 a 3 horas.

      Duração de ação: 5 a 8 horas.

 

Insulina NPH

      Início de ação: 2 a 4 horas.

      Pico de ação: 4 a 12 horas.

      Duração da ação: 18 a 24 horas.

 

EFEITOS ADVERSOS1,2,4,5

      Mais freqüentes: hipoglicemia, hipoglicemia grave, hipoglicemia noturna, aumento de peso.

      Menos freqüentes: edema, hipersensibilidade cutânea, reação no local da aplicação.

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS5,6

      Ciprofloxacino e demais fluoroquinolonas podem alterar o metabolismo glicêmico, causando hipoglicemia ou hiperglicemia. Quando for necessária a terapia concomitante com insulina e uma fluoroquinolona, devem-se monitorar os níveis de glicose sanguínea e uma redução da dose do hipoglicemiante pode ser necessária.

      Inibidores de monoamina oxidase (MAO) podem provocar hipoglicemia, depressão do sistema nervoso central e vertigem. Os níveis sanguíneos de glicose devem ser monitorados quando um inibidor da MAO for adicionado ou retirado da terapia. Pode ser necessária a redução da dose de insulina.

      Goma guar eleva o risco de hipoglicemia por retardar a absorção de alimentos, reduzindo a intensidade da hiperglicemia pós-prandial. Os níveis de glicose sanguínea devem ser monitorados, bem como sinais e sintomas de hipoglicemia.

      Psyllium (Plantago spp.), melão-de-são-caetano (Momordica charantia), erva-de-são-joão (Hypericum perforatum), ginseng (Panax ginseng) e feno-grego (Trigonella foenum-graecum) podem aumentar o risco de hipoglicemia. Os níveis sangüíneos de glicose devem ser monitorados periodicamente.

      Bloqueadores beta-adrenérgicos podem mascarar sintomas de hipoglicemia; tremores podem ser reduzidos.

 

ORIENTAÇÕES AOS PACIENTES4

      Educar para reconhecer sintomas de hipoglicemia, como visão borrada, confusão, frio, fome excessiva, cefaléia, náuseas, entre outros, e a conhecer hábitos que podem resultar em hipoglicemia, como atraso ou esquecimento de uma refeição, exercícios intensos e álcool. Caso ocorram esses sintomas, colocar açúcar entre a gengiva e a bochecha.

      Educar para reconhecer sintomas de hiperglicemia e cetoacidose, como visão borrada, boca e pele secas, náuseas, vômitos, aumento da freqüência e do volume de urina, perda de apetite, entre outros, e a conhecer hábitos e/ou situações que podem resultar em hiperglicemia, como diarréia, febre, infecções e dieta inadequada.

      Orientar quanto à importância da adesão aos esquemas de dieta, exercícios e monitoramento de glicemia e da organização de um esquema de administração que previna reaplicação no mesmo local em menos de 15 a 20 dias.

 

ASPECTOS FARMACÊUTICOS5

      Deve-se manter ao abrigo de ar e luz e à temperatura ambiente, de 15 a 30°C.

 

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