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Orientações gerais em soroterapia antiveneno

Última revisão: 16/09/2015

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Reproduzido de:

Formulário Terapêutico Nacional 2010: Rename 2010 [Link Livre para o Documento Original]

Série B. Textos Básicos de Saúde

MINISTÉRIO DA SAÚDE

Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos

Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos

Brasília / DF – 2010

 

 

 

Precauções

Usar com cuidado nos casos de:

– antecedentes alérgicos ou hipersensibilidade a soros de origem equina (a infusão intravenosa do soro deverá ser realizada sob estrito acompanhamento médico, para identificação e pronto atendimento de eventual reação anafilática). 

– uso anterior de soro heterólogo (antitetânico, antirrábico, antiofídico) e presença de problemas alérgicos de naturezas diversas (considerar reações adversas em potência; administrar anti-histamínico e corticosteroide, 15 minutos antes da aplicação do soro).

– ocorrência de reações alérgicas (interromper a soroterapia temporariamente e iniciar tratamento conforme intensidade das reações).

– refeição prévia e/ou ingestão de bebidas alcoólicas (não contraindicam o uso de soros, mas impõem cuidado mais rigoroso pelo risco de complicações relacionadas a vômitos – aspiração).

– ocorrência de edema intenso e necrólise no local da picada por animal peçonhento (realizar tratamento cirúrgico).

– idosos.

 

Uma vez indicado, o soro deve ser administrado o mais rapidamente possível. Quanto mais precoce for a administração da primeira dose do soro, maior a potência terapêutica.

Pelo risco de infecção secundária no lugar da picada, pode-se indicar uso de antimicrobianos e profilaxia contra tétano.

O soro deve ser aplicado sob supervisão profissional pelo risco de desencadear reações alérgicas, algumas delas em potência graves.

 

Esquemas de administração

Não há diferença de dose para adultos e crianças; o que define a dose não é a idade, mas a gravidade do quadro clínico.

Exceto quando há orientação específica, os soros antiveneno, diluídos ou não em solução fisiológica, devem ser administrados por via intravenosa lenta, em 20 a 60 minutos. Na impossibilidade de uso desta via, o soro pode ser administrado por via subcutânea.

A necessidade de administração de doses adicionais, em relação às recomendadas, deverá ser avaliada de acordo com o quadro clínico e o tempo de coagulação. Se o paciente permanecer sem coagulação sanguínea 24 horas depois da soroterapia, recomenda-se dose adicional.

 

O Quadro 1, a seguir, apresenta a soroterapia recomendada, conforme classificação quanto à gravidade do envenenamento por animal peçonhento.

 

Quadro 1. Indicação do número de ampolas de soros antiveneno para tratamento de acidentes por ofídios, aracnídeos e Lonomia (Fonte: Brasil, 2001)

 

 

* clinicamente, os acidentes são classificados como graves ou potencialmente graves.

** clinicamente, os acidentes são classificados como moderados ou graves.

*** não requer soroterapia; indica-se tratamento sintomático e observação em hospital.

SAC – soro anticrotálico; SABC – soro antibotrópico-crotálico; SABL – soro antibotrópicolaquético; SAL – soro antilaquético; SAB – soro antibotrópico; SAE – soro antielapídico;

SAEEs – soro antiescorpiônico; SAAr – soro antiaracnídico; SALox – soro antiloxoscélico;

SALatr – soro antilatrodético; SALonsoro antilonômico.

 

Aspectos farmacocinéticos clinicamente relevantes

Início de ação: rápido (via intravenosa).

 

Efeitos adversos

Reações alérgicas de graus variáveis: prurido/rubor cutâneo, urticária, tosse seca, rouquidão, náusea, vômito, crise asmatiforme (frequentes).

Febre, calafrios, rubor facial e cefaleia.

Reações graves são pouco frequentes; choque anafilático (0,002%, com uso de soro equino).

 Reações precoces (primeiras 24 horas após administração do soro) têm caráter anafilático ou anafilactoide, podem ser graves e necessitam de cuidados médicos.

Reações tardias (5 a 24 dias após administração do soro) em geral são benignas. Caracterizam-se por: febre, artralgia, adenomegalia e, raramente, comprometimento neurológico ou renal. São conhecidas como “doença do soro”; o tratamento, de acordo com a intensidade, se dá por meio da administração de corticosteroides, analgésicos e anti-histamínicos.

 

Interações de medicamentos

Na literatura consultada não há registro de interação relevante com medicamentos, alimentos ou álcool.

 

Orientação aos pacientes

Informar o paciente sobre o risco de ocorrência da “doença do soro”, que pode ter início tardio (até cerca de 24 dias após a administração do soro). Se ocorrer, deverá retornar ao médico.

 

Aspectos farmacêuticos

Armazenar os soros sob refrigeração, entre 2 e 8 ºC. Evitar congelamento.

O conteúdo da ampola deve estar límpido e transparente. Não deve ser usado se houver turvação ou presença de precipitado.

 

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