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Eletrocardiograma 12

Autores:

Fernando de Paula Machado

Médico pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Residência em Clínica Médica no Hospital das Clínicas da FMUSP (HC-FMUSP). Residência em Cardiologia pelo Instituto do Coração (InCor) do HC-FMUSP. Médico Diarista do Pronto-Atendimento do Hospital Sírio-Libânes.

Leonardo Vieira da Rosa

Médico Cardiologista pelo Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Médico Assistente da Unidade de Terapia Intensiva do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Doutorando em Cardiologia do InCor-HC-FMUSP. Médico Cardiologista da Unidade Coronariana do Hospital Sírio Libanês.

Última revisão: 01/04/2019

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Quadro Clínico

Paciente de 70 anos com antecedente de ICC queixando-se de náuseas e dispnéia em consulta de rotina.

Eletrocardiograma do paciente

 

Ver diagnóstico abaixo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Interpretação

1) Freqüência Cardíaca de 57 bpm , irregular

2) Ondas P ausentes

3) QRS largo (240ms), com morfologia de bloqueio de ramo direito

4) Ondas T apiculadas

5) Ritmo de bloqueio atrioventricular com batimentos de escape ventricular

 

Diagnóstico

            Trata-se de HIPERCALEMIA, neste caso K+ = 8,4. Este paciente vinha em uso de inibidor de enzima coversora de angiotensina e espironolactona (drogas que aumentam potássio) e também desenvolveu insuficiência renal aguda com piora rápida dos níveis de potássio.


Comentário

            Na hipercalemia o eletrocardiograma deve ser sempre solicitado, pois na presença de alterações sua correção deve ser mais urgente. Pode não haver correlação com os níveis de potássio, mas geralmente a primeira alteração é a presença de onda T apiculada.

            As principais alterações com o aumento progressivo dos níveis séricos de potássio (“esticando o varal”) são:

 

A)    Aumento da amplitude da onda T que se torna apiculada

B)    Aumento da duração do complexo QRS

C)    Aumento do intervalo PR

D)    Achatamento da onda P

E)    Desaparecimento da onda P

F)    Padrão sinusoidal

 

            Os níveis altos de potássio atrasam a transmissão dos impulsos pelo miocárdio ocorrendo prolongamento do complexo QRS e o achatamento da onda P. Esta condução anormalmente lentificada pode levar a bloqueio atrioventricular avançado e PCR por fibrilação ventricular.

            Pacientes com potássio acima de 7,0 ou com alterações eletrocardiográficas devem receber Cálcio IV, que antagoniza os efeitos do potássio e estabiliza o potencial da membrana nas células cardíacas. Utiliza-se preferencialmente o Gluconato de Cálcio a 10% com infusão de 10 ml durante 2 a 5 minutos, podendo-se repetir a dose após 10 minutos (caso não haja melhora eletrocardiográfica). Os efeitos se iniciam em 1 a 3 minutos e duram 30-60 minutos, tempo para que as outras medidas para hipercalemia, sejam aquelas que levam a aumento do fluxo intracelular de K+, sejam aquelas que aumentem a eliminação de K+, façam efeito.

 

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