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Eletrocardiograma 21

Autores:

Fernando de Paula Machado

Médico pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Residência em Clínica Médica no Hospital das Clínicas da FMUSP (HC-FMUSP). Residência em Cardiologia pelo Instituto do Coração (InCor) do HC-FMUSP. Médico Diarista do Pronto-Atendimento do Hospital Sírio-Libânes.

Leonardo Vieira da Rosa

Médico Cardiologista pelo Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Médico Assistente da Unidade de Terapia Intensiva do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Doutorando em Cardiologia do InCor-HC-FMUSP. Médico Cardiologista da Unidade Coronariana do Hospital Sírio Libanês.

Última revisão: 01/04/2019

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Quadro Clínico

Paciente de 63 anos evoluindo com dor torácica há 3 horas.

Eletrocardiograma do paciente

 

 Ver diagnóstico abaixo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Interpretação

1-     Ritmo regular, FC = 115

2-     Intervalo PR-0,20ms

3-     Morfologia da onda P = aumento de amplitude, entalhada e bífida nas derivações inferiores (sobrecarga atrial esquerda), positiva em DI/DII/aVF, precedendo cada complexo QRS.

4-     QRS de duração e orientação normal

5-     Supra-Desnivelamento do segmento ST de V2-V5, DI e AVL, e Infra-desnivelamento de ST em DII,DIII,AVF

6-     Ritmo = Sinusal

 

Diagnóstico

Infarto Agudo do Miocárdio (corrente de lesão subepicárdica) na parede anterior (extenso) devido a obstrução da artéria descendente anterior proximal (artéria culpada). Encaminhado para cinecoronariografia de urgência com angioplastia com stent da DA com sucesso.

 

Comentários

O eletrocardiograma é exame que muda conduta no tratamento das sindromes coronarianas agudas, pois:

         diferencia angina instável/ infarto sem supra de infarto com supra.

         nos infartos com supra identifica a parede acometida e possível artéria culpada.

         identifica arritmias e bloqueios.

 

Identificação do segmento acometido no IAM

 

         Parede Anterior:

ü  Septal ou antero-septal: V1, V2, V3.

ü  Anterior : V1 a V4.

ü  Antero-Lateral: V4,V5, V6, DI e avL.

ü  Lateral alta: DI e aVL, ocasionalmente V2 e V3.

ü  Anterior Extensa:: V1 a V6.

 

         Parede Inferior: (sempre realizar V7/V8/V3R/V4R)

ü  Inferior propriamente dito: DII, DIII, aVF.

ü  Ínfero-lateral: DII, DII, aVF, V5 e V6.

ü  Ínfero-látero-dorsal: DI, DII, DIII, aVL, aVF, V5, V6, V7 e V8 (ou infradesnivelamento de ST  em V1 e V2).

ü  Ínfero-ântero-septal : DII, DIII, aVF, V1 e V2.

ü  Ventrículo Direito : V3r e V4r.

 

         Parede Dorsal (aumento de R em V1 e V2):

ü  Dorsal propriamente dito: V7 e V8.

ü  Ínfero-dorsal: DII, DIII, aVF, V7 e V8 ( ou infradesnivelamento ST  em V1 e V2).

ü  Látero-dorsal: DI, aVL, V5, V6, V7 e V8.

 

Identificação da artéria culpada no IAM

 

         IAM inferior, lateral ou dorsal

ü  Supra ST em DIII> DII é indicativo de  oclusão de Artéria Coronária Direita (ACD).

ü  Infra ST em aVL indica oclusão de ACD.

ü  Supra ST na parede inferior sem infradesnível em aVL sugere oclusão proximal de Artéria Circunflexa (ACX).

ü  Razão Infra V3/Supra DIII = 1,2 indica oclusão de ACX; se < 0,5 sugere oclusão proximal da ACD. Entre 0,5 e 1,2 sugere oclusão do terço médio de ACD.

ü  Ausência de infra ST em V1 e V2 exclui ACX.

ü  Supra ST de V7-V9 associado a infra em V4R indica oclusão de ACX.

ü  Supra ST em V7 a V9 tem maior especificidade para o diagnóstico de IAM dorsal.

 

         IAM anterior (supradesnível de V1 a V4)

ü  Supra ST em aVL e infra em DII, DIII e aVF simultâneos ao IAM anterior reforça a relação com obstrução da Artéria Descendente Anterior (ADA) proximal.

ü  Supra ST em aVR, desaparecimento de Q nas derivações laterais, infra ST em V5  e BRD indicam oclusão da ADA ao nível da primeira septal.

ü  Q em V4 -V6 com aumento de R indicam lesão distal de ADA.

ü  Em 7% dos casos, o Supra ST de V1 a V4 pode representar oclusão de ACD.

ü  Supra ST de V1 a V6, DI e aVL indicam oclusão de ADA ao nível da primeira diagonal.

ü  Supra ST em aVL, V2, com infra em DIII, aVF ou V4 orientam para oclusão da primeira diagonal.

ü  Supra ST em DI e aVL, com infradesnível em V2 indica oclusão da primeira artéria marginal.

 

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