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Eletrocardiograma 80

Autores:

Fernando de Paula Machado

Médico pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Residência em Clínica Médica no Hospital das Clínicas da FMUSP (HC-FMUSP). Residência em Cardiologia pelo Instituto do Coração (InCor) do HC-FMUSP. Médico Diarista do Pronto-Atendimento do Hospital Sírio-Libânes.

Leonardo Vieira da Rosa

Médico Cardiologista pelo Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Médico Assistente da Unidade de Terapia Intensiva do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Doutorando em Cardiologia do InCor-HC-FMUSP. Médico Cardiologista da Unidade Coronariana do Hospital Sírio Libanês.

Última revisão: 01/04/2019

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Quadro Clínico

Mulher de 80 anos com palpitações taquicárdicas há 1 hora

 

Eletrocardiograma do paciente

 

Ver diagnóstico abaixo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Diagnóstico

            Eletrocardiograma apresenta ritmo de fibrilação atrial, presença de hipertrofia ventricular difusa com sinais evidentes de sobrecarga ventricular e presença de marcapasso do tipo VVI (verifica-se espícula ventricular em alguns batimentos). O marcapasso foi colocado há um ano devido à síndrome “bradi-taqui”.

 

Discussão

            A maioria dos pacientes com cardiomiopatia hipertrófica (CMH) é assintomática ou levemente sintomática. Geralmente são diagnosticados durante triagem de familiares de pacientes sabidamente portadores de CMH. Sua apresentação clínica pode ocorrer em qualquer idade, sendo a dispnéia o sintoma mais comum (90%); angina, síncope ou fibrilação atrial e embolia sistêmica também são observados. A morte súbita pode ser a primeira manifestação clínica, porém mais comum em crianças e adultos jovens e, muitas vezes, ocorre durante ou após atividade física. A característica auscultatória da CMH é um sopro áspero mesossistólico que se ouve melhor entre o ápice e borda esternal esquerda, começando bem depois da primeira bulha. O murmúrio torna-se mais alto com a manobra de Valsalva e em pé, ao contrário da maioria dos outros sopros (exceto prolapso da válvula mitral). Da mesma forma, vasodilatadores, desidratação e inotrópicos aumentam o sopro. O eletrocardiograma de 12 derivações apresenta-se anormal em 75 a 95% dos pacientes. As alterações mais comuns são: hipertrofia ventricular generalizada e presença das ondas Q, que sugerem infarto antigo do miocárdio. Muitos doentes apresentam arritmias, tanto atriais como ventriculares. O ECG é útil, principalmente, para sugerir e presumir a possibilidade de CMH em familiares de pacientes confirmados e triagem em atletas.

            A paciente em questão apresenta eletrocardiograma em ritmo de fibrilação atrial, presença de hipertrofia ventricular difusa com sinais evidentes de sobrecarga ventricular e presença de marcapasso do tipo VVI (verifica-se espícula ventricular em alguns batimentos). O marcapasso foi colocado há um ano devido ao diagnóstico de síndrome “taqui-bradi”. Interna em Pronto-Socorro com sinais de IC descompensada (tipo diastólica) com frequência ventricular elevada (~150 bpm).  Realizou-se controle da resposta ventricular com diltiazem EV com reversão dos sintomas.

 

Ressonância cardíaca da paciente resgatada no sistema (prontuário eletrônico). Eixo curto da cine por ressonância magnética. A imagem diastólica final demonstra hipertrofia assimétrica com espessamento septal (S).

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