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molusco contagioso

Autor:

Rodrigo Antonio Brandão Neto

Médico Assistente da Disciplina de Emergências Clínicas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

Última revisão: 23/10/2013

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Quadro clínico

Criança com 2 anos e cinco meses de idade, com aparecimento das lesões que podem ser verificadas na Figura 1.

 

 

Figura 1.

 

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As lesões são típicas de molusco contagioso, doença viral que evolui com lesões papulares. O molusco contagioso é causado por um poxvírus que causa uma infecção localizada crônica, com pápulas em forma cônica. Existem poucas informações relacionadas a biologia molecular do poxvírus, haja vista a incapacidade de se fazer cultura adequada deste vírus em diferentes meios. Sua replicação é citoplasmática e tem semelhanças genéticas com os vírus da varíola e vaccinia, apesar de causarem doenças muito diferentes. Dados norte-americanos indicam que cerca de 5% de suas crianças têm evidência clínica de infecção pelo molusco contagioso. Sua distribuição é mundial, sendo muito comum em nosso país. A doença é comum na infância, mas também pode aparecer em adolescentes e adultos saudáveis

São fatores de risco para seu aparecimento:

 

      imunodeficiências;

      uso de drogas imunossupressoras;

      dermatite atópica (controverso).

 

A transmissão se dá por contato direto com a pele infectada, e as lesões podem se disseminar por autoinoculação.

As lesões são geralmente de 2 a 5 mm de diâmetro, com superfície brilhante e recuo central da lesão ou umbilicação, podendo ou não ser pruriginosas. Após manipulação, as lesões se tornam visivelmente inflamadas, indicando possibilidade de regressão iminente da lesão. As lesões podem ocorrer em qualquer parte do corpo, sobretudo tronco, axilas, fossas antecubital e poplítea e dobras crurais, mas poupam palmas das mãos e plantas dos pés. Por vezes, pode ocorrer dermatite eczematosa associada. A dermatite por molusco tratada pode contribuir para a disseminação da infecção, por meio do ato de coçar.

O diagnóstico é realizado pela visualização das lesões e, eventualmente, pode ser necessário realizar biópsia da lesão.

As lesões individuais se resolvem espontaneamente em cerca de 2 meses, mas como a autoinoculação é comum, com aparecimento de novas lesões, a resolução completa demora vários meses. Em pacientes imunossuprimidos, a infecção tende a se prolongar por mais tempo e, algumas vezes, não se resolve sem tratamento.

Quando se decide pelo tratamento, as melhores opções são curetagem e crioterapia, mas terapia tópica pode ser inicialmente tentada.

As opções tópicas incluem uso da podofilina e cantaridina. Trata-se de agentes aplicados diretamente sobre as lesões. Outras opções tópicas incluem imiquimod, hidróxido de potássio e ácido salicílico. São descritos ainda o uso de cimetidina oral e outros imunomoduladores, mas com poucos resultados que possam ser transportados para prática diária.

 

Bibliografia recomendada

1.    Isaacs SN. Molluscum contagiosum. Disponível em www.uptodate.com acessado dia 29 de setembro de 2013.

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