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pneumotórax

Autor:

Lucas Santos Zambon

Doutorado pela Disciplina de Emergências Clínicas Faculdade de Medicina da USP; Médico e Especialista em Clínica Médica pelo HC-FMUSP; Diretor Científico do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP); Membro da Academia Brasileira de Medicina Hospitalar (ABMH); Assessor da Diretoria Médica do Hospital Samaritano de São Paulo.

Última revisão: 09/12/2015

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Quadro Clínico

Paciente masculino, 68 anos, tabagista prévio, portador de insuficiência cardíaca, chegou ao pronto-socorro em franca insuficiência respiratória. Foi feito diagnóstico de Edema Agudo de Pulmão, sendo iniciado tratamento com furosemida, nitroprussiato e ventilação não invasiva com CPAP. Algumas horas depois do início da ventilação não invasiva, relatou dor torácica que foi associada a queda de saturação de oxigênio. Foi pensado, inicialmente, em embolia pulmonar e o paciente foi rapidamente submetido a uma tomografia. Entretanto, o diagnóstico foi outro, como pode ser visto na Imagem 1.

 

Imagem 1 – Tomografia de Tórax

 

 

 

Diagnóstico e Discussão

Este paciente apresenta um pneumotórax a esquerda, mais precisamente um hidropneumotórax. Esse achado pode ser devido à situação de congestão em que o paciente se encontrava (sendo o derrame pleural plausível neste contexto), e o pneumotórax sendo secundário ao uso de pressão positiva na via aérea associado a alguma bolha pleural que o paciente já tinha.

pneumotórax refere-se ao gás no interior da cavidade pleural. Suas manifestações clínicas são muito variáveis, podendo ocorrer dispneia, tosse, dor torácica do tipo pleurítica, bem como insuficiência respiratória e choque em casos de pneumotórax hipertensivo.

O diagnóstico clínico pode ser presumido com história e exame físico, mas é necessário um exame de imagem para confirmação. As modalidades de imagem de mais utilizadas para identificar um pneumotórax são radiografia de tórax e tomografia computadorizada. A tomografia computadorizada fornece sempre um diagnóstico definitivo (tem maior sensibilidade e especificidade que a radiografia simples), mas geralmente é apenas necessária nos casos complexos.

A principal característica de um pneumotórax em uma radiografia torácica é uma linha da pleura visceral que é separada da pleura parietal por uma bolha de gás. Na maioria dos casos, não se visualiza vasos pulmonares além da linha da pleura visceral. Um pneumotórax pode ser identificado em radiografia de tórax em decúbito vertical, supino, ou lateral.

Uma modalidade que vem crescendo no apoio diagnóstico de condições torácicas é o ultrassom. O ultrassom torácico no pneumotórax demonstra a ausência de "deslizamento" da pleura visceral e parietal, tendo grande acurácia para o diagnóstico.

Ainda é importante que o médico lembre que há numerosas condições que podem imitar um pneumotórax em radiografias, incluindo bolhas, dobras cutâneas, e hérnias de estômago para o tórax após ruptura traumática do hemidiafragma esquerdo (algo comum em trauma grave, por exemplo).

 

Bibliografia

O'Connor AR, Morgan WE. Radiological review of pneumothorax. BMJ 2005; 330:1493.

 

Jalli R, Sefidbakht S, Jafari SH. Value of ultrasound in diagnosis of pneumothorax: a prospective study. Emerg Radiol 2013; 20:131.

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