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Cálculo ureteral distal

Autor:

Lucas Santos Zambon

Doutorado pela Disciplina de Emergências Clínicas Faculdade de Medicina da USP; Médico e Especialista em Clínica Médica pelo HC-FMUSP; Diretor Científico do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP); Membro da Academia Brasileira de Medicina Hospitalar (ABMH); Assessor da Diretoria Médica do Hospital Samaritano de São Paulo.

Última revisão: 26/08/2016

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Quadro Clínico

Homem de 38 anos procurou pronto-socorro com dor abdominal intensa associada a náuseas e vômitos. Ao exame físico sem sinais de peritonite. Foi feita TC de abdome e pelve sem contraste para diagnóstico, conforme Imagem 1.

 

Imagem 1 -  TC de pelve

 

 

Discussão

Neste caso temos um diagnóstico difícil, dada a localização do achado. O paciente apresenta um cálculo no ureter distal à esquerda com 0,5cm de diâmetro. A probabilidade de passagem espontânea de um cálculo ureteral está relacionada ao tamanho e à localização do cálculo. Cálculos com <=4 mm de diâmetro passam espontaneamente. Já com diâmetro >=5 mm ocorre uma diminuição progressiva da taxa de passagem espontânea. Cálculos ureterais proximais também são menos propensos a passar espontaneamente.

Para muitos médicos, a ureteroscopia é o tratamento preferencial do cálculo ureteral distal. No entanto, a litotripsia de onda de choque é utilizada em alguns centros.

Vários investigadores têm defendido o uso de litotripsia, com o paciente em posição sentada, para o tratamento de pedras distais e prevesiculares. Um estudo encontrou uma taxa isenta de pedra de 87% com esta modalidade de tratamento. Em contrapartida, outro estudo de pacientes com cálculos ureterais distais (diâmetro médio de 7,8 milímetros) descobriu que a proporção de pacientes que ficaram livres do cálculo após o tratamento foi melhor com o paciente em posição supina (via transglútea) em comparação com a posição prona (78 versus 40%), sugerindo que a colocação de pacientes em posição supina sobre o litotritor é uma abordagem superior.

O tratamento de cálculos ureterais distais com ureteroscopia rígida também é confiável e seguro; cálculos ureterais menores podem ser removidos por ureteroscopia em aproximadamente 90 a 99% dos casos. Comparado com a litotripsia, a ureteroscopia produz taxas livres de pedras superiores. A litotripsia a laser é atualmente considerada como o método de escolha para a fragmentação intrauretral e também é eficaz em mais do que 95% dos cálculos ureterais distais.

 

Referências

Aboumarzouk OM, Kata SG, Keeley FX, et al. Extracorporeal shock wave lithotripsy (ESWL) versus ureteroscopic management for ureteric calculi. Cochrane Database Syst Rev 2012; :CD006029.

 

Segura JW, Preminger GM, Assimos DG, et al. Ureteral Stones Clinical Guidelines Panel summary report on the management of ureteral calculi. The American Urological Association. J Urol 1997; 158:1915.

 

Matlaga BR, Jansen JP, Meckley LM, et al. Treatment of ureteral and renal stones: a systematic review and meta-analysis of randomized, controlled trials. J Urol 2012; 188:130.

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