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Pancreatite em Cauda de Pâncreas

Autor:

Lucas Santos Zambon

Doutorado pela Disciplina de Emergências Clínicas Faculdade de Medicina da USP; Médico e Especialista em Clínica Médica pelo HC-FMUSP; Diretor Científico do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP); Membro da Academia Brasileira de Medicina Hospitalar (ABMH); Assessor da Diretoria Médica do Hospital Samaritano de São Paulo.

Última revisão: 12/09/2016

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Quadro Clínico

Mulher de 48 anos, diabética e dislipidêmica em acompanhamento ambulatorial, procura emergência com dores abdominais intensas em andar superior do abdome, com muitas náuseas e vômitos. O exame físico foi pouco esclarecedor. A paciente realizou uma tomografia de abdome. O principal achado está na Imagem 1.

 

Imagem 1 - TC de abdome

 

 

Discussão

Neste caso é possível identificar uma pancreatite. Na cauda do pâncreas vê-se edema e aumento da densidade dos planos adjacentes, sugerindo o processo inflamatório.

A pancreatite aguda é um processo inflamatório agudo do pâncreas que deve ser suspeitada em pacientes com dor aguda grave em abdome superior, mas requer evidência bioquímica ou radiológica para estabelecer o diagnóstico.

A pancreatite pode ser classificada como leve, que é caracterizada pela ausência de falência de órgãos e complicações locais ou sistêmicas; moderada, que é caracterizada pela falha de órgão transitória (desaparece dentro de 48 horas) e / ou complicações sistêmicas ou locais sem falência de órgãos persistente; e ainda como forma grave, a qual é caracterizada por insuficiência de órgãos persistente (> 48h) que pode envolver um ou vários órgãos.

O diagnóstico de pancreatite aguda requer a presença de dois de três critérios: início agudo de dor persistente, grave, epigástrica, muitas vezes irradiando para as costas, elevação da lipase no soro ou amilase para três vezes ou mais do que o limite superior do normal e achados característicos de pancreatite aguda em exames de imagem (tomografia computadorizada com contraste [TC], ressonância magnética [RM], ou ultrassonografia abdominal).

Aproximadamente 85% dos doentes com pancreatite aguda têm pancreatite aguda intersticial edematosa, que se caracteriza por um alargamento do pâncreas devido a edema inflamatório. Aproximadamente 15% dos pacientes têm pancreatite necrosante com necrose do parênquima pancreático, o tecido peripancreática, ou ambos.

Do ponto de vista radiológico, a presença do alargamento focal ou difuso do pâncreas em TC abdominal com contraste ou RM é sugestivo de pancreatite aguda.

 

Referências

Banks PA. Acute pancreatitis: Diagnosis. In: Pancreatitis, Lankisch PG, Banks PA (Eds), Springer-Verlag, New York 1998. p.75.

 

Banks PA, Freeman ML, Practice Parameters Committee of the American College of Gastroenterology. Practice guidelines in acute pancreatitis. Am J Gastroenterol 2006; 101:2379.

 

Swaroop VS, Chari ST, Clain JE. Severe acute pancreatitis. JAMA 2004; 291:2865.

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