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Laringoscopia na Intubação

Autor:

Lucas Santos Zambon

Doutorado pela Disciplina de Emergências Clínicas Faculdade de Medicina da USP; Médico e Especialista em Clínica Médica pelo HC-FMUSP; Diretor Científico do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP); Membro da Academia Brasileira de Medicina Hospitalar (ABMH); Assessor da Diretoria Médica do Hospital Samaritano de São Paulo.

Última revisão: 17/03/2017

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Quadro Clínico

 

         Paciente do sexo masculino, com 18 anos de idade, chega ao pronto-socorro em insuficiência respiratória franca por exacerbação aguda de asma. Ao exame físico, apresenta sibilos inspiratórios e expiratórios, fala entrecortada e uso de musculatura acessória, com saturação de 92% em ar ambiente. A despeito das medidas iniciais com broncodilatadores e corticosteroides, o paciente evolui com rebaixamento de nível de consciência e queda de saturação de oxigênio para 86%, tendo optado por realizar intubação orotraqueal. A visualização pela laringoscopia direta pode ser vista na Figura 1.

 

 

Figura 1 – Laringoscopia direta.

 

Discussão

Em medicina de emergência, as indicações mais comuns para a intubação orotraqueal são insuficiência respiratória aguda, oxigenação ou ventilação inadequadas e proteção da via aérea em pacientes com rebaixamento do nível de consciência. Existem poucas contraindicações absolutas para a intubação orotraqueal. A maioria envolve patologia supraglótica ou glótica que impede a colocação de um tubo endotraqueal. Para a realização correta do procedimento, é fundamental conhecer a anatomia.

A epiglote encontra-se na base da língua, fornecendo um marco essencial para a laringoscopia direta, e aparece como um capuz sobre a glote, que fica mais ao fundo. A valécula é a fenda entre a base da língua e a epiglote, na qual deve ser colocada a lâmina de um laringoscópio curvo, ideal para intubação de adultos. A epiglote é suspensa do osso hioide por um ligamento da linha média, o ligamento hipoepiglótico.

A pressão da ponta da lâmina contra o ligamento hipoepiglótico eleva a epiglote de forma eficaz e segura. As paredes da valécula são formadas pela membrana glossoepiglótica, uma dobra da linha média que cobre o ligamento hipoepiglótico. O espaço atrás dessa membrana e anterior à epiglote é preenchido com tecido areolar solto atrás da sua inserção na parede anterior da cartilagem tireoide.

 

Bibliografia

1.             Levitan RM. Laryngoscopy Overview. In: The Airway Cam Guide to Intubation and Practical Airway Management, Levitan RM (Ed), Airway Cam Technologies, Wayne 2004. p.71

2.             Orebaugh SL. Direct laryngoscopy. In: Atlas of Airway Management, Lippincott Williams and Wilkins, Philadelphia 2006. p.13.

3.             Walls RM. The ermergency airway algorithms. In: Manual of Emergency Medicine Airway Management, 3rd ed, Walls RM (Ed), Lippincott Williams and Wilkins, Philadelphia 2009. p.8.

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