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Fratura de Costela

Autor:

Lucas Santos Zambon

Doutorado pela Disciplina de Emergências Clínicas Faculdade de Medicina da USP; Médico e Especialista em Clínica Médica pelo HC-FMUSP; Diretor Científico do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP); Membro da Academia Brasileira de Medicina Hospitalar (ABMH); Assessor da Diretoria Médica do Hospital Samaritano de São Paulo.

Última revisão: 25/07/2017

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               Quadro Clínico

 

Paciente feminina, 74 anos, foi trazida ao pronto-socorro após queda em escada de sua casa, da altura aproximada de 5 degraus. A paciente chegou ao serviço com ABC’s dentro da normalidade, porém com nítida fratura de fêmur à direita, (confirmada depois em tomografia computadorizada [TC]), e queixando-se muito de dor torácica à esquerda. Durante a TC de tórax, foram evidenciadas algumas fraturas de costela, conforme mostra a Figura 1.

 

 

TC: tomografia computadorizada.

Figura 1 - Detalhe da TC de tórax.

 

Discussão

 

As fraturas de costelas são lesões comuns que ocorrem, na maioria das vezes, após trauma torácico contuso, mas também podem resultar de tosse intensa, de atividades atléticas (por exemplo, remo, golfe e arremessos) e trauma não acidental. As lesões e as complicações concomitantes variam de um desconforto ligeiro a doenças que ameaçam a vida, tais como pneumotórax, laceração esplênica e pneumonia.

As fraturas de costelas em vítimas de trauma fechado são, em geral, identificadas clinicamente ou por radiografia de tórax. Os pacientes com fraturas de costela que não sofreram traumatismo grave costumam descrever um histórico de lesão menor ou moderada na parede torácica. Com frequência, eles podem localizar a dor em uma ou duas costelas. Uma respiração profunda, em geral, provoca dor no local da fratura.

As radiografias de tórax posteriores (PA) e lateral são adequadas para identificar a maioria das fraturas de costelas. Se esses estudos não puderem ser obtidos facilmente, uma radiografia simples de tórax anterior (AP) poderá fornecer informações úteis. O ultrassom pode ser útil para o diagnóstico de fraturas de costela e complicações potenciais (por exemplo, pneumotórax).

A avaliação do departamento de emergência é fundamental quando as fraturas de costelas são acompanhadas por outras lesões graves (como pneumotórax, lacerações do fígado ou do baço e contusões cardíacas ou pulmonares) ou quando há suspeitas de tais lesões. As fraturas de costelas múltiplas correlacionam-se mais intimamente com lesões intratorácicas e intra-abdominais graves.

As fraturas de costelas superiores (números 1 a 3) refletem trauma que envolve força significativa e o potencial de lesão de grandes vasos sanguíneos e parênquima pulmonar. As fraturas deslocadas aumentam o risco de lesão interna e sangramento tardio e, em geral, indicam hospitalização. Recomenda-se também internação para pacientes com fratura de três ou mais costelas em quase todos os casos, mas um limiar mais conservador para admissão é apropriado em muitos casos, sobretudo em adultos mais velhos ou frágeis e em risco aumentado de complicações pulmonares.

 

Bibliografia

 

Eckstein M, Henderson S. Thoracic Trauma. In: Rosen's Emergency Medicine: Concepts and Clinical Practice, 6th ed, Marx JA, Hockberger RS, Walls RM (Eds), Mosby Elsevier, Philadelphia 2006. ?

Sirmali M, Türüt H, Topçu S, et al. A comprehensive analysis of traumatic rib fractures: morbidity, ?mortality and management. Eur J Cardiothorac Surg 2003; 24:133. ?

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