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Sulfato de Estreptomicina

Última revisão: 06/01/2010

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Reproduzido de:

Formulário Terapêutico Nacional 2008: Rename 2006 [Link Livre para o Documento Original]

Série B. Textos Básicos de Saúde

MINISTÉRIO DA SAÚDE

Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos

Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos

Brasília / DF – 2008

 

Sulfato de Estreptomicina

 

Priscila Gebrim Louly

 

Na Rename 2006: itens 5.1.14 e 5.1.15

 

APRESENTAÇÃO

      Pó para solução injetável 1 g.

 

INDICAÇÕES1,185

      Tratamento de tuberculose, em combinação com outros fármacos.

      Tratamento de peste (Yersinia pestis).

 

CONTRA-INDICAÇÕES1,5

      Hipersensibilidade à estreptomicina e aos aminoglicosídeos.

      Distúrbios auditivos.

      Miastenia grave.

 

PRECAUÇÕES1,2,5,184

      Cautela em pacientes com comprometimento coclear e vestibular, insuficiência renal e doenças meuromusculares.

      Evitar uso concomitante de fármacos neurotóxicos, ototóxicos, nefrotóxicos e relaxantes musculares periféricos pelo risco aumentado de bloqueio neuromuscular e paralisia respiratória.

      Pacientes muito jovens, idosos e com desidratação estão mais predispostos à toxicidade da estreptomicina.

      Recomenda-se monitorar funções auditiva, vestibular e renal.

      A injeção é dolorida, devendo ser evitada em crianças.

      Não é necessário ajuste de dose em pacientes com insuficiência hepática.

      Na insuficiência renal (ver apêndice D).

      É necessária a suplementação de dose após hemodiálise.

      Lactação (ver apêndice B).

      Categoria de risco na gravidez: D (ver apêndice A).

 

ESQUEMAS DE ADMINISTRAÇÃO5,185,186

Observações:

      O pó deve ser reconstituído em água estéril para injeção, com concentração final de 200 a 400 mg/mL.

      Deve ser administrado por injeção intramuscular profunda em músculo bem desenvolvido, alternando os locais de aplicação.

 

Adultos e Adolescentes

      Dar 2 g, por via intramuscular profunda, uma vez ao dia, por 3 meses, ou

      2 ou 3 vezes na semana; dose máxima: 1 a 1,5 g.

 

Crianças

      Até 20 kg: 20 a 40 mg/kg/dia, por via intramuscular profunda, diariamente ou 2 vezes na semana, por 3 meses; ou 25 a 30 mg/kg, por via intramuscular profunda, 3 vezes na semana, por 3 meses; dose máxima: 1 g.

      De 20 a 35 kg: 500 mg/dia.

      De 35 a 45 kg: 2.000 mg/dia.

      Mais de 45 kg: dose de adulto.

 

Idosos acima de 60 Anos

      Dar 500 mg/dia, por via intramuscular profunda; dose máxima: 750 mg/dia. Ajuste de dose em insuficiência renal

      DCE acima de 50 mL/minutos: intervalo de 24 horas.

      DCE entre 10 e 50 mL/minutos: intervalo de 24 a 72 horas.

      DCE inferior a 10 mL/minutos: intervalo de 72 a 96 horas.

 

Ajuste de Dose em Hemodiálise

      Metade da dose usual é recomendada como suplementação após a diálise.

 

ASPECTOS FARMACOCINÉTICOS CLINICAMENTE RELEVANTES5

      Pico de concentração sérica: 1 hora.

      Meia-vida de eliminação: 2,5 horas.

      Metabolismo: fígado.

      Excreção: urina (65%) e bile (1%).

      É removido por hemodiálise.

 

EFEITOS ADVERSOS1,2,5

      Aracnoidite, encefalopatia, bloqueio neuromuscular, fraqueza muscular, neurite periférica.

      Alteração do nervo óptico, comprometimento do ouvido interno, zumbido, perda temporária ou permanente de audição, tontura, vertigem.

      Nefrotoxicidade.

      Paralisia do trato respiratório.

      Eosinofilia, anemia.

      Parestesia facial e perioral, febre.

      Náusea, vômito.

      Dor e abscesso no local da injeção.

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS1,2,5,186

      Aumento do risco de ototoxicidade: furosemida, ácido etacrínico, bumetanida.

      Aumento do risco de nefrotoxicidade: diuréticos de alça, anfotericina B.

      Aumento do risco de bloqueio neuromuscular: bloqueadores neuromusculares não-depolarizantes.

 

ORIENTAÇÕES AOS PACIENTES4

      Alertar para notificar imediatamente, ao perceber qualquer sinal de efeito adverso, principalmente renal e auditivo.

 

ASPECTOS FARMACÊUTICOS5

      Deve ser diluída em água estéril para injeção.

      Após a diluição, a solução injetável se mantém estável de 2 a 28 dias em temperatura ambiente (15 a 30°C) e 14 dias sob refrigeração (2 a 8°C).

 

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