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Editorial MedicinaNET - Junho - 2018

Autor:

Lucas Santos Zambon

Doutorado pela Disciplina de Emergências Clínicas Faculdade de Medicina da USP; Médico e Especialista em Clínica Médica pelo HC-FMUSP; Diretor Científico do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP); Membro da Academia Brasileira de Medicina Hospitalar (ABMH); Assessor da Diretoria Médica do Hospital Samaritano de São Paulo.

Última revisão: 12/06/2018

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O que é pesquisa operacional em Saúde?

 

A pesquisa operacional pode ser entendida como um conjunto de métodos matemáticos e estatísticos que, pela abordagem de situações e problemas por meio da criação de modelos, permite a tomada de decisões, o desenvolvimento de planos e políticas em diferentes organizações tanto na área industrial quanto na de serviços. O método da pesquisa operacional é sistemático e se concentra em avaliar objetivos conflitantes, potenciais estratégicos de solução e simulação de alternativas. De forma resumida, pode-se dizer que se trata, basicamente, da aplicação de um método científico para auxiliar na tomada de decisões em processos complexos com diversas interdependências.

A assistência em saúde é um sistema complexo e cheio de interdependências; portanto, trata-se de área em que a aplicabilidade da pesquisa operacional tem fronteiras bem amplas. Para isso, basta dimensionar as mudanças demográficas, as incorporações tecnológicas em termos de diagnóstico e alternativas terapêuticas, além das limitações de recursos financeiros para viabilizar acesso para dar a dimensão macro das questões que estão em pauta quando se avalia o setor Saúde.

Exemplos mais práticos da aplicação da pesquisa operacional podem suscitar diversas questões como, por exemplo: Onde é o melhor local para posicionar um pronto-socorro em uma determinada cidade ou região? É melhor investir em um novo tomógrafo ou apenas manter a capacidade instalada que já existe no hospital? É possível ou viável expandir um determinado hospital em termos de novos leitos com base nas características dos pacientes atendidos ou, ainda, da situação de acesso a planos de saúde?

Outras possíveis questões seriam: Como dimensionar médicos e enfermeiros nos diferentes turnos de um pronto-socorro referência em alta complexidade para viabilizar os fluxos de atendimento nos horários de pico, mas também nos momentos de calmaria? Deve-se incorporar determinado medicamento no rol de acesso do SUS, dadas a prevalência da doença, as alternativas terapêuticas já existentes, e levando em conta o custo-efetividade da nova medicação?

Problemas como esses, entre outros, são mais corriqueiros do que se imagina no setor da Saúde e interferem nas organizações mais simples e também no sistema como um todo. Tomadas de decisão diante de cenários complexos não podem ser feitas sob o risco da tentativa e erro, por puro “achismo” ou apenas com base em experiências profissionais prévias. Decisões erradas podem acontecer, e estarão envolvidos não só recursos financeiros, mas também a vida de muitas pessoas. Sendo assim, a pesquisa operacional fornece base científica e estruturada para minimizar erros nas tomadas de decisão, bem como no caso dos exemplos citados, mas, sem dúvida, com uma aplicabilidade ainda mais ampla.

 

Os Editores.

 

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