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Classificação Internacional para a Segurança do Paciente da OMS – Sistema de Resiliência

Autor:

Lucas Santos Zambon

Doutorado pela Disciplina de Emergências Clínicas Faculdade de Medicina da USP; Médico e Especialista em Clínica Médica pelo HC-FMUSP; Diretor Científico do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP); Membro da Academia Brasileira de Medicina Hospitalar (ABMH); Assessor da Diretoria Médica do Hospital Samaritano de São Paulo.

Última revisão: 14/03/2010

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Classificação Internacional para a Segurança do Paciente da OMS – Sistema de Resiliência

 

SISTEMA DE RESILIÊNCIA

                Para entendermos o que é resiliência, primeiro é necessário entender que isto está inserido dentro do conceito chamado de “Recuperação do Incidente”, que é derivado da indústria e da Teoria do Erro. A Recuperação do Incidente é o processo pelo qual um fator contribuinte ou risco é identificado, entendido e avaliado, levando à possibilidade de se evitar um incidente, e este processo é dependente de resiliência.

                Dentro da física, a resiliência é muito bem exemplificada por um objeto simples, que é o elástico. Sua definição é: a capacidade que um elemento tem em retornar ao seu estado inicial, após sofrer uma influência externa. Entretanto, a resiliência no contexto da Segurança do Paciente é algo mais amplo, pois é o grau com que um sistema continuamente previne, detecta, atenua ou melhora seus riscos e incidentes. Ou seja, a resiliência é um estado em constante mutação, onde não basta apenas voltar à situação anterior, mas deve-se ocupar uma situação mais ampla. Podemos imaginar um muro que impede a entrada de pessoas indesejadas, mas que pode ser atravessado à força. A resiliência seria a capacidade de reconstruir este muro, porém mais alto e mais reforçado. Lembrar que este estado de resiliência envolve muito a Prevenção, em seus três níveis: primário, secundário e terciário.

                Os itens incluídos nesta seção da Classificação Internacional para a Segurança do Paciente (CISP) são: Detecção e Fatores de Atenuação, que são influenciados por aquilo que já existe para diminuir o risco e fornecem informações para novas ações neste sentido; as Ações de Melhoria, que tanto influenciam quanto fornecem informações para o último item, que são as Ações Tomadas para Diminuição do Risco. A conceituação destes itens é a seguinte:

 

Detecção

         Ação ou circunstância que resulta na descoberta de um incidente. Por exemplo: notificação, gatilhos, revisão de prontuário, gerenciamento de riscos, etc.

         Este item, por ser reativo à ocorrência do incidente, é considerado de prevenção secundária.

 

Fatores de Atenuação

         São ações ou circunstâncias que previnem ou minimizam a chance de um incidente causar dano ao paciente. Fatores atenuantes são concebidos para minimizar a chance de danos para o paciente após o erro ter ocorrido e para desencadear mecanismos de controle de dano;

         Este item, por ser reativo à ocorrência do incidente, é considerado de prevenção secundária.

 

Ações de Melhoria

         Medidas tomadas ou circunstâncias que são alteradas para melhorar ou compensar qualquer dano após um incidente. Aplicam-se ao paciente (o manejo clínico de uma lesão, pedidos de desculpas) e à organização (avaliação da equipe, mudança cultural, gestão do sinistro);

         Este item, é considerado de prevenção terciária, visto que só ocorre após a ocorrência do incidente.

 

Ações Tomadas para Diminuição do Risco

         São as medidas tomadas para evitar a repetição de incidentes idênticos ou semelhantes aos de casos prévios, aumentando a resiliência do sistema.

 

a)       Para o paciente: assistência adequada, suporte à decisão

b)       Para a equipe: treinamento, protocolos

c)       Para a organização: melhorar a liderança, avaliação de riscos pró-ativa

d)       Para tratamentos/ equipamentos: auditorias, funções forçadas

 

         Este item é o foco final da CISP, pois todas as informações geradas pelos outros itens ajudam a criar a prevenção primária aos incidentes.

 

Esquema 1: Estrutura Conceitual – Informações Descritivas

 

OBS.: Seguimos no MedicinaNet as recomendações da própria OMS quanto à divulgação de qualquer material oriundo de seu website (http://www.who.int/about/copyright/en/), que permite a veiculação sem fins lucrativos de seus materiais para fins educacionais.

 

REFERÊNCIAS

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). The Conceptual Framework for the International Classification for Patient Safety v1.1. Final Technical Report and Technical Annexes, 2009. Disponível em: http://www.who.int/patientsafety/taxonomy/en/

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