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Usando os padrões da Joint Commission para gerenciar o fluxo de pacientes e prevenir a superlotação

Última revisão: 14/05/2013

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Versão original publicada na obra Joint Commission Resources. Gerenciando o fluxo de pacientes: estratégias e soluções para lidar com a superlotação hospitalar. Porto Alegre: Artmed, 2008.

 

Vários padrões da Joint Commission estão associados à provisão de cuidado, tratamento e serviços no pronto-socorro (PS). Chama particularmente a atenção o novo padrão LD.3.15[*], que se concentra na importância de identificar e mitigar os impedimentos ao fluxo eficiente de pacientes em todo o hospital. Esse padrão é de especial importância para o pronto-socorro, porque a unidade é particularmente vulnerável aos efeitos negativos do gerenciamento ineficiente do fluxo de pacientes, ou seja, maiores riscos para o paciente e menor qualidade do cuidado.

A discussão que se segue ressalta como o cumprimento dos padrões e elementos de desempenho (EDs), que aparecem no Comprehensive Accreditation Manual for Hospitals: The Official Handbook (CAMH), é um avanço no gerenciamento do fluxo de pacientes e na prevenção da superlotação. A discussão trata da maneira como o cuidado é prestado em um hospital. Nota: Por favor, consulte o CAMH para atualizações destes padrões e EDs.

 

Direito ao tratamento

Um hospital tem uma responsabilidade ética perante os pacientes e a comunidade que ele serve. Como parte da sua responsabilidade, o hospital deve manter interações honestas e apropriadas com os pacientes.

RI.2.10 O hospital respeita os direitos dos pacientes.

 

Elementos de desempenho para RI.2.10

1.    As políticas e práticas do hospital dirigem-se aos direitos dos pacientes de receber cuidado, tratamento e serviços dentro da competência e missão da instituição e observando o cumprimento da lei e da regulamentação.

2.    Cada paciente tem o direito de ter respeitados seus valores, crenças e preferências culturais, psicossociais, espirituais e pessoais.

3.    O hospital defende o direito de cada paciente à dignidade pessoal.

4.    O hospital acomoda o direito à pastoral e a outros serviços espirituais para os pacientes.

 

Manter uma lista dos direitos do paciente não garante que esses direitos sejam respeitados. Um hospital demonstra sua defesa desses direitos na maneira como seus funcionários interagem com os pacientes e os envolvem nas decisões sobre seu cuidado, tratamento e serviços. Esse padrão é mantido pelo respeito que o hospital dedica à cultura e aos direitos dos pacientes durante essas interações, a começar por seu direito a cuidado, tratamento e serviços.

As políticas e práticas hospitalares devem lidar com esses direitos dentro de sua competência e missão e no cumprimento da lei e da regulamentação.

 

Ingresso no cuidado, no tratamento e nos serviços

A concordância em proporcionar cuidado, tratamento e serviços a um paciente deve se basear tanto nas necessidades do mesmo quanto no escopo de serviços do hospital. Para estabelecer uma determinação sobre a prestação de cuidado, tratamento e serviços, o hospital deve realizar os seguintes passos:

 

      Estabelecer critérios para determinar a elegibilidade do ingresso.

      Definir o mínimo de informações necessárias para determinar a elegibilidade do paciente para ingressar em um programa ou serviço.

      Definir se os profissionais e os locais necessários para proporcionar os serviços oferecidos são consistentes com a missão do hospital.

      Tendo como base esses critérios, tomar as decisões do ingresso no cuidado, no tratamento e nos serviços apropriados oferecidos pelo hospital.

 

PC.1.10 O hospital aceita cuidar, tratar e prestar serviços apenas àqueles pacientes cujas necessidades identificadas nesses três níveis ele possa satisfazer.

 

Elementos de desempenho para PC.1.10

1.    O hospital tem um processo escrito definido que inclui o seguinte:

      as informações a serem reunidas para determinar a elegibilidade para a entrada no hospital;

      as populações de pacientes aceitos e dispensados pelo hospital (por exemplo, programas destinados a tratar adultos que não tratam crianças pequenas);

      os critérios para determinar a elegibilidade para ingresso no sistema;

      os procedimentos para aceitar encaminhamentos.

2.    Até 8. Não se aplicam.

9.    O hospital aceita pacientes para cuidado, tratamento e serviços segundo os processos estabelecidos.

 

Os hospitais devem ter um processo escrito definido que inclua cada elemento listado nestes EDs de padronização. Além disso, o hospital deve ter processos estabelecidos adequados para aceitar pacientes para cuidado, tratamento e serviços.

 

Avaliação

Em geral, a identificação e a prestação de cuidado, tratamento e serviços apropriados dependem de três processos:

 

1.    Coleta de dados sobre o histórico de saúde do paciente; sua condição física, funcional e psicossocial; e as necessidades adequadas ao local e às circunstâncias.

2.    Análise dos dados para compreensão das necessidades de cuidado, tratamento e serviços dos pacientes e da necessidade de dados adicionais.

3.    Tomada de decisões de cuidado, tratamento e serviços com base em informações obtidas sobre as necessidades de cada paciente e na sua resposta a cuidado, tratamento e serviços.

 

Para determinar cuidado, tratamento e serviços apropriados às necessidades iniciais do paciente, assim como as alterações destas enquanto ele estiver no pronto-socorro, o paciente deve passar por uma avaliação. O hospital deve definir tal avaliação e garantir que ela seja individualizada para satisfazer as necessidades de cada paciente e para lidar com as necessidades de populações especiais.

O processo definido pelo hospital deve avaliar a condição física, cognitiva, comportamental, emocional e psicossocial do paciente. Essa avaliação deve identificar fatores de facilitação e possíveis obstáculos para o paciente atingir seus objetivos, incluindo a apresentação de problemas e necessidades como os seguintes:

 

      Sintomas que podem estar associados a uma doença, condição ou tratamento (como dor, náusea ou dispnéia).

      Barreiras sociais, incluindo culturais e de idioma.

      Fatores sociais e ambientais.

      Deficiências físicas.

      Transtornos de comunicação.

      Transtornos cognitivos.

      Transtornos emocionais, comportamentais e mentais.

      Abuso e dependência de substâncias e outros comportamentos aditivos.

 

A eficácia e a freqüência da avaliação dependem de vários fatores, incluindo necessidades do paciente, objetivos do programa e cuidado, tratamento e serviços proporcionados. As atividades de avaliação podem variar entre os locais, dependendo da definição dos diretores-clínicos e de outros diretores do hospital. A reavaliação precisa ser realizada e documentada dentro de um tempo razoável para identificar as necessidades do paciente e determinar se estão sendo satisfeitas.

Para que isso ocorra, o hospital deve determinar não somente os tipos de pacientes, mas também seu número. Por exemplo, se um pronto-socorro decide que vai aceitar pacientes queimados, também deve determinar a quantos desses pacientes ele pode prestar cuidado, tratamento e serviços. Assim, a instituição pode precisar de 20 novos leitos, em vez de 10, para tratar vítimas de queimadura.

CI.1.10 O risco de desenvolvimento de uma infecção associada ao cuidado de saúde é minimizado por meio de um programa de controle de infecção hospitalar.[†]

 

Base lógica para CI.1.10

O risco de infecções associadas ao cuidado de saúde (IACSs) existe em todo hospital. Um programa eficaz de controle de infecção (CI) que possa sistematicamente identificar os riscos e responder adequadamente deve envolver todos os programas e locais dentro do hospital.

 

Elementos de desempenho para CI.1.10

1.    Um programa de CI é implementado em todo o hospital.

2.    São identificados os indivíduos e/ou cargos com autoridade para tomar as medidas necessárias para prevenir ou controlar a aquisição e transmissão de agentes infecciosos.

3.    Todos os componentes e funções organizacionais aplicáveis são integrados no programa de CI.

4.    Os sistemas são adequados à comunicação com profissionais independentes registrados, profissionais do hospital, alunos/estagiários, voluntários e, se for o caso, visitantes, pacientes e familiares sobre a prevenção e o controle da infecção, incluindo suas responsabilidades para evitar disseminação da infecção dentro do hospital.

5.    O hospital tem sistemas para relatar informação sobre vigilância, prevenção e controle de infecção a:

      profissionais adequados dentro do hospital;

      autoridades de saúde pública federais, estaduais e locais, segundo a lei e a regulamentação;

      corpos de acreditação (ver Sentinel Event Reporting and National Patient Safety Goals no CAMH);

      organização de encaminhamento ou receptora quando um paciente foi transferido ou encaminhado e a presença de uma IACS não era conhecida no momento da transferência ou do encaminhamento.

6.    São indicados sistemas para a investigação de surtos de doenças infecciosas.

7.    São indicados políticas e procedimentos aplicáveis em todo o hospital.

8.    Não se aplica.

9.    O hospital tem um plano escrito de CI[‡] que inclui:

      uma descrição dos riscos priorizados;

      uma declaração dos objetivos do programa de CI;

      uma descrição das estratégias do hospital para minimizar, reduzir ou eliminar os riscos priorizados;

      uma descrição de como as estratégias serão avaliadas.

 

O programa de CI deve sistematicamente identificar os riscos de infecção e responder adequadamente a eles. O plano deve ser claro e conciso, porém fluido e dinâmico. Os hospitais não devem despender tempo listando tudo o que poderiam fazer na prevenção e no controle da infecção, e sim se concentrar nas necessidades e maneiras mais imediatas de lidar com elas. O formato do plano pode incluir narrativas, políticas, protocolos, diretrizes práticas, caminhos clínicos, mapas de cuidado ou qualquer combinação destes.

Como muitos pacientes que se apresentam ao pronto-socorro podem sofrer de doenças contagiosas, o programa de CI do hospital deve indicar como eles devem ser tratados. Além disso, prevenir a disseminação da infecção é fundamental quando os pacientes estão em áreas de espera públicas, alojados nos corredores ou em outras áreas do hospital aguardando uma decisão de admissão.

PC.15.20 A transferência ou alta de um paciente para outro nível de cuidado, tratamento e serviços e para diferentes profissionais ou locais baseia-se nas necessidades avaliadas do paciente e na competência do hospital.

 

Base lógica para PC.15.20

Para alguns pacientes, o planejamento eficaz trata de como as necessidades serão satisfeitas à medida que são movidos para o próximo nível de cuidado, tratamento e serviços. Para outros, o planejamento depende de um entendimento claro de como o paciente pode ter acesso aos serviços no futuro, caso haja necessidade.

 

Elementos de desempenho para PC.15.20

1.    As necessidades de cuidado contínuo do paciente são identificadas para atender suas necessidades físicas e psicossociais.

2.    Os pacientes são informados de maneira adequada sobre a necessidade de planejar a alta ou a transferência para outra organização ou nível de cuidado.

3.    O planejamento para a transferência ou a alta envolve o paciente e todos os profissionais independentes registrados, profissionais do hospital e familiares envolvidos na prestação de cuidado, tratamento e serviços ao paciente.

4.    Quando o paciente é transferido, as informações prestadas a ele incluem:

      a razão de estar sendo transferido;

      alternativas à transferência, se houver.

5.    O processo de planejamento da alta é iniciado no começo do processo de cuidado, tratamento e serviços.

6.    Quando o paciente recebe alta, as informações a ele fornecidas incluem:

      a razão de estar recebendo alta;

      a necessidade antecipada de cuidado, tratamento e serviços[§] continuados após a alta.

7.    Quando indicado, o paciente é instruído sobre a maneira de obter mais cuidado, tratamento e serviços para satisfazer as necessidades identificadas.

8.    Quando indicado e antes da alta, o hospital providencia ou ajuda a família a preparar os serviços necessários para satisfazer as necessidades do paciente após a saída do hospital.

9.    São dadas instruções escritas de alta ao paciente e/ou àqueles responsáveis pela prestação do seu cuidado contínuo, de forma clara e compreensível.

 

No contexto da admissão a cuidado, tratamento e serviços, esse padrão lida com a transferência de um paciente, o que é relevante para o pronto-socorro, uma vez que o objetivo da unidade é tratar, estabilizar e transferir pacientes para o próximo nível de cuidado, tratamento e serviços, conforme necessário para melhorar sua condição de saúde. Para alguns pacientes, o planejamento eficaz consiste em como suas necessidades serão satisfeitas quando forem transferidos para outros níveis.

Depois de identificar as necessidades do paciente para o cuidado continuado, o hospital deve informá-lo no momento adequado sobre a necessidade de planejar sua transferência para outra organização ou nível de cuidado. Todos os profissionais envolvidos devem participar do planejamento da transferência, incluindo o paciente e seus familiares.

No caso de uma transferência, o paciente deve ser informado sobre por que está sendo transferido e quais as alternativas para a transferência, se houver.

 

Gerenciando o fluxo de pacientes

LD.3.15 Os líderes desenvolvem e implementam planos para identificar e mitigar os impedimentos ao fluxo eficiente de pacientes em todo o hospital.[**]

 

Base lógica para LD.3.15

O gerenciamento do fluxo de pacientes ao longo do seu tratamento é essencial para a prevenção da superlotação, um problema que pode afetar a segurança e a qualidade do cuidado oferecido. O pronto-socorro é particularmente vulnerável aos efeitos negativos da ineficiência nesse processo. Por essa razão, embora os prontos-socorros tenham pouco controle sobre o volume e o tipo de chegada dos pacientes, e a maioria dos hospitais tenha perdido a “capacidade de expansão” para manejar a natureza elástica das admissões de emergência, ainda existem outras oportunidades de melhora. Esse aperfeiçoamento pode garantir o uso adequado de recursos limitados e, assim, reduzir o risco de resultados negativos para os pacientes devido a atrasos na prestação de cuidado, tratamento ou serviços.

Para entender suas implicações para o sistema, a liderança deve identificar todos os processos fundamentais para o fluxo do paciente por todo o sistema hospitalar, desde o momento em que ele chega, passando pela admissão, a avaliação e o tratamento até a alta. Os processos de apoio que causam impacto no fluxo de pacientes – por exemplo, procedimentos diagnósticos, de comunicação e de transporte do paciente – são relevantes. Medidas adequadas são identificadas e implementadas para permitir a monitoração de cada processo e o apoio do(s) processo(s) por parte dos líderes do hospital. Esses processos críticos devem ser modificados para melhorar o fluxo de pacientes.

 

Elementos de desempenho para LD.3.15

1.    Os líderes avaliam as questões do fluxo de pacientes, o impacto sobre a segurança destes e o plano para mitigar esse impacto.

2.    O planejamento abarca a prestação do cuidado apropriado para pacientes admitidos que devem ser mantidos em leitos temporários – por exemplo, unidade de cuidado pós-anestesia e áreas do pronto-socorro.

3.    Os líderes e a equipe médica compartilham a responsabilidade de desenvolver processos que favoreçam o fluxo eficiente de pacientes.

4.    O planejamento inclui a prestação de cuidado, tratamento e serviços adequados para aqueles pacientes que estão colocados em locais de excesso de fluxo, como corredores.

5.    Indicadores específicos são usados para avaliar componentes do processo de fluxo dos pacientes e abordam:

      disponibilização de espaço para o leito do paciente;

      eficiência das áreas de cuidado, tratamento e serviço;

      segurança das áreas de cuidado, tratamento e serviço;

      processos de serviço de suporte que causam impacto no fluxo dos pacientes.

6.    Os resultados dos indicadores estão disponíveis aos responsáveis por processos que atendem o fluxo dos pacientes.

7.    Os resultados dos indicadores são relatados regularmente à liderança para melhorar o planejamento.

8.    O hospital melhora os processos ineficientes ou inseguros identificados pela liderança como essenciais para o movimento eficiente dos pacientes.

9.    São definidos critérios para guiar decisões sobre o início de desvio de ambulâncias.

 

O gerenciamento do fluxo de pacientes ao longo do seu tratamento é essencial para a prevenção da superlotação, um problema que pode afetar a segurança e a qualidade do cuidado oferecido. O pronto-socorro é particularmente vulnerável aos efeitos negativos da ineficiência nesse processo. Por essa razão, embora os prontos-socorros tenham pouco controle sobre o volume e o tipo de chegada dos pacientes, e a maioria dos hospitais tenha perdido a “capacidade de expansão” para manejar a natureza elástica das admissões de emergência, ainda existem outras oportunidades de melhora. Esse aperfeiçoamento pode garantir o uso adequado de recursos limitados e, assim, reduzir o risco de resultados negativos para os pacientes devido a atrasos na prestação de cuidado, tratamento ou serviços.

Para entender suas implicações para o sistema, a liderança deve identificar todos os processos fundamentais para o fluxo do paciente por todo o sistema hospitalar, desde o momento em que ele chega, passando pela admissão, a avaliação e o tratamento até a alta. Os processos de apoio que causam impacto no fluxo de pacientes – por exemplo, procedimentos diagnósticos, de comunicação e de transporte do paciente – são relevantes. Medidas adequadas são identificadas e implementadas para permitir a monitoração de cada processo e o apoio do(s) processo(s) por parte dos líderes do hospital. Esses processos críticos devem ser modificados para melhorar o fluxo de pacientes.

Os líderes devem avaliar o fluxo dos pacientes, o impacto sobre a segurança destes e um plano para mitigar esse impacto. O planejamento deve abranger a prestação de cuidado apropriado para pacientes que devem ser mantidos em leitos temporários, como na unidade de cuidado de pós-anestesia e nos corredores do PS. Os líderes e a equipe médica compartilham a responsabilidade de desenvolver processos que melhorem o fluxo eficiente dos pacientes, incluindo a prestação de cuidado e serviços adequados para os pacientes que estão em locais de excesso de fluxo.

Os resultados dos indicadores devem ser disponibilizados para os responsáveis pela coordenação do fluxo e relatados regularmente para a liderança a fim de aperfeiçoar o planejamento. A organização deve melhorar os processos ineficientes ou inseguros identificados pela liderança. Devem ser definidos critérios para guiar as decisões no caso de necessidade de desvio de ambulâncias.

Os hospitais devem ter um processo que monitore o fluxo de pacientes, o que não se confunde sua capacidade física. Por exemplo, no passado, uma unidade de internação podia registrar uma ocupação de 80% para determinar em que capacidade estava operando. Para gerenciar o fluxo de pacientes atualmente, a unidade precisa registrar o número dos que foram transferidos e o número dos que foram aceitos em um determinado período de tempo.

Identificando os processos fundamentais do fluxo, o hospital pode determinar quais são os impedimentos e onde eles ocorrem. Por exemplo, os pacientes podem estar sendo admitidos inadequadamente em algumas unidades de internação. Os médicos podem, ainda, transferir seus pacientes para a unidade de telemetria, mesmo que não requeiram monitoração, porque a proporção entre enfermeiros e pacientes é tipicamente mais alta nessas unidades do que em um andar de clínica geral. O hospital pode reduzir admissões inapropriadas à unidade implementando critérios e monitorando seu cumprimento.

 

Instalações e serviços

Um hospital tem uma responsabilidade ética perante os pacientes e a comunidade que ele serve. Como parte de sua responsabilidade, o hospital deve manter interações honestas e apropriadas com os pacientes.

RI.2.10 O hospital respeita os direitos dos pacientes.

Respeitar o direito do paciente a cuidado, tratamento e serviços inclui garantir seus direitos à dignidade pessoal. Caso se torne necessário “acomodar” os pacientes no corredor do hospital enquanto aguardam leito na internação, isso deve ser feito de uma maneira digna.

A mesma postura deve ser mantida em relação a valores, crenças e preferências culturais, psicossociais, espirituais e pessoais de cada paciente. Conseqüentemente, o hospital deve disponibilizar serviços espirituais, tais como os pastorais.

RI.2.130 O hospital respeita as necessidades de confidencialidade, privacidade e segurança dos pacientes.

 

Base lógica para RI.2.130

Este padrão e seus EDs permitem flexibilidade na maneira como um hospital pode cumprir essa exigência. Privacidade, segurança e proteção podem ser demonstradas de várias formas – por meio de políticas, procedimentos, práticas ou planejamento do ambiente, por exemplo.

 

Elementos de desempenho para RI.2.130

1.    O hospital protege a confidencialidade das informações sobre os pacientes.

2.    O hospital respeita a privacidade dos pacientes.

3.    Os pacientes que desejam ter conversas telefônicas privadas têm acesso a espaço e telefones adequados às suas necessidades e ao cuidado, tratamento e serviços proporcionados.

4.    O hospital proporciona a segurança e a proteção dos pacientes e de seus bens.

5.    Não se aplica.

6.    Não se aplica.

Elemento adicional de desempenho para as instalações hospitalares que proporcionam cuidado de prazo mais longo (mais de 30 dias)

7.    O número de pacientes em um quarto é adequado aos objetivos do hospital e a idades, níveis desenvolvimentais, condições clínicas ou necessidades diagnósticas dos pacientes.

 

Privacidade, segurança e proteção podem ser demonstradas de várias maneiras, como, por exemplo, por meio de políticas, procedimentos, práticas ou planejamento do ambiente. O hospital deve proteger a confidencialidade das informações do paciente. Deve também respeitar sua privacidade. Por exemplo, os pacientes que desejam ter conversas telefônicas privadas devem ter acesso a espaço e telefones adequados às suas necessidades e ao cuidado, tratamento e serviços proporcionados.

RI.2.140 Os pacientes têm direito a um ambiente que preserve a dignidade e contribua para uma auto-imagem positiva.

 

Base lógica para RI.2.140

O hospital cria um ambiente protegido para todos os pacientes. Como um programa ou unidade às vezes se torna o “lar” do paciente, o hospital proporciona uma atmosfera que lhe garante dignidade. Por exemplo, em uma unidade de longo tempo de internação, os pacientes têm espaço para colocar cartões de saudação, calendários e outros itens pessoais importantes para o seu bem-estar.

 

Elementos de desempenho para RI.2.140

1.    O ambiente do cuidado garante a auto-imagem positiva dos pacientes e preserva sua dignidade.

2.    O hospital proporciona espaço de armazenagem suficiente para satisfazer as necessidades pessoais dos pacientes.

3.    O hospital permite que os pacientes guardem e usem roupas e objetos pessoais, a menos que isso infrinja os direitos de outras pessoas ou seja médica ou terapeuticamente contra-indicado (conforme adequado ao local ou ao serviço).

 

O hospital deve criar um ambiente protegido para todos os pacientes. Como um programa ou unidade às vezes pode se tornar o “lar” do paciente, o hospital deve proporcionar uma atmosfera que lhe garanta dignidade.

Tipicamente, os pacientes tratados em um corredor do hospital em conseqüência da superlotação não conseguem ter privacidade. No entanto, o hospital pode mostrar que respeita o direito à privacidade do paciente tendo um plano para lidar com essa situação quando o PS estiver superlotado. O hospital pode, por exemplo, instalar cortinas nos corredores, que podem ser puxadas quando um paciente está sendo avaliado. Um quarto pode ser reservado para conduzir exames de PS. Após, os pacientes seriam movidos para um corredor designado, com cortinas ou paredes para “acomodá-los” temporariamente. Ou o hospital pode escolher levantar paredes temporárias, como aquelas comumente usadas para cubículos de escritório, formando uma sala de exame quando não houver espaço disponível no pronto-socorro.

RI.2.150 Os pacientes têm o direito de estar protegidos de abuso, negligência e exploração[††] mental, física, sexual e verbal.

 

Elementos de desempenho para RI.2.150

1.    O hospital se dedica, com o máximo de sua competência, a proteger os pacientes de abuso, negligência ou exploração real ou percebida de qualquer pessoa, incluindo a equipe médica, alunos, voluntários, outros pacientes, visitantes ou familiares.

2.    Todas as alegações, observações ou casos suspeitos de abuso, negligência ou exploração que ocorram no hospital são investigados pelo hospital.

 

Este padrão pode ser particularmente desafiador quando o pronto-socorro está superlotado, há um número insuficiente de funcionários e pouco espaço. No entanto, o hospital ainda deve ponderar como protegerá seus pacientes, com o máximo de sua competência, de abuso, negligência ou exploração, real ou imaginária, por parte de qualquer pessoa, incluindo equipe médica, alunos, voluntários, outros pacientes, visitantes ou familiares. Todas as alegações, observações ou casos suspeitos de abuso, negligência ou exploração que ocorram no hospital devem ser por ele investigados.

PI.1.10 O hospital reúne dados para monitorar seu desempenho.

 

Base lógica para PI.1.10

Os dados ajudam a determinar as prioridades de melhora do desempenho. Os dados coletados sobre problemas de alta prioridade e áreas deficitárias são usados para monitorar a estabilidade dos processos existentes, identificar oportunidades de melhora, possíveis mudanças e formas de manter melhoras já conquistadas. A coleta de dados ajuda a identificar áreas específicas que requeiram mais estudo. Estas são determinadas considerando-se a estabilidade do processo, os riscos e os eventos sentinela, assim como as prioridades estabelecidas pelos líderes. Além disso, o hospital identifica aquelas áreas que necessitam de melhora e determina as mudanças desejadas. As medidas de desempenho são usadas para determinar se as mudanças redundam em resultados desejados. O hospital identifica a freqüência e os detalhes da coleta de dados.

 

Elementos de desempenho para PI.1.10

1.    O hospital coleta dados para as prioridades identificadas pelos líderes (ver padrão LD.4.50).

2.    O hospital considera a coleta de dados nas seguintes áreas:

      opiniões e necessidades dos profissionais;

      percepções dos profissionais acerca dos riscos para os indivíduos e sugestões para melhorar a segurança do paciente;

      disposição dos profissionais para relatar eventos adversos imprevistos.

3.    O hospital coleta dados acerca das percepções do paciente sobre o cuidado, o tratamento e os serviços,[‡‡] incluindo:

      suas necessidades e expectativas específicas;

      como o hospital satisfaz essas necessidades e expectativas;

      como o hospital pode melhorar a segurança do paciente;

      a eficácia do manejo da dor, quando adequado.

 

O hospital coleta dados que medem o desempenho de cada um destes processos de alto risco, ao provê-los:

 

4.    Manejo da medicação.

5.    Uso de sangue e de derivados de sangue.

6.    Uso de contenção.

7.    Uso de isolamento.

8.    Manejo e tratamento do comportamento.

9.    Não se aplica.

10.         Procedimentos operatórios e outros procedimentos invasivos.

11.         Não se aplica.

12.         Ressuscitação e seus resultados.

 

Informações relevantes desenvolvidas a partir das seguintes atividades são integradas nas iniciativas de melhora do desempenho. Isso ocorre de uma maneira consistente com quaisquer políticas ou procedimentos do hospital destinados a preservar confidencialidade ou privilégio de informações estabelecido pela lei aplicável.

13.         Gestão do risco.

14.         Manejo da utilização.

15.         Controle de qualidade.

16.         Vigilância e relato do controle de infecção.

17.         Pesquisa, quando adequado.

18.         Autópsias, quando realizadas.

 

O uso dos dados é essencial para ajudar a determinar as prioridades de melhora do desempenho (MD) em todo o hospital, incluindo o pronto-socorro. Os dados coletados sobre problemas de alta prioridade e áreas deficitárias são usados para monitorar a estabilidade dos processos existentes, identificar oportunidades de melhora, e possíveis mudanças e formas de manter melhoras já conquistadas. A coleta de dados ajuda a identificar áreas específicas que requeiram mais estudo. Estas áreas são determinadas considerando-se a estabilidade do processo, os riscos e os eventos sentinela, assim como as prioridades estabelecidas pelos líderes do hospital. Além disso, o hospital deve identificar áreas que necessitem de melhora e determinar as mudanças desejadas. Os profissionais devem então usar as medidas de desempenho para determinar se as mudanças redundam nos resultados desejados. O hospital é responsável pela identificação da freqüência e dos detalhes da coleta de dados.

O hospital também deve coletar dados que meçam o desempenho de cada um destes processos de alto risco ao proporcioná-los: manejo das medicações, uso de sangue e derivados de sangue, uso de contenção, uso de isolamento, manejo e tratamento do comportamento, procedimentos operatórios e outros procedimentos invasivos e ressuscitação e seus resultados.

Finalmente, informações relevantes desenvolvidas a partir de certas atividades devem ser integradas nas iniciativas da MD. A gestão do risco, o manejo da utilização, o controle da qualidade, a vigilância e o relato do controle de infecção, a pesquisa (se adequado) e as autópsias, quando realizadas, estão entre essas atividades. As informações devem ser consistentemente integradas com quaisquer políticas ou procedimentos do hospital que se destinem a preservar a confidencialidade ou o privilégio de informação estabelecido pela lei aplicável.

O hospital deve coletar dados que sejam relevantes ao desempenho do pronto-socorro quando a unidade estiver operando no limite ou acima da sua capacidade. Essas medidas de dados incluiriam os tempos médio e máximo para os pacientes serem vistos por um médico emergencista, os tempos médio e máximo para os serviços auxiliares, quanto tempo o hospital está operando em regime de desvio de ambulâncias, assim como a baixa de pacientes. As medidas também devem lidar com questões dos profissionais, como percepções da razão de o pronto-socorro estar superlotado e as soluções para lidar com a superlotação na unidade. As medidas que lidam com as opiniões dos pacientes incluem a competência com que os profissionais do PS satisfazem suas necessidades e expectativas e a eficiência com que seu caso foi tratado durante suas visitas ao PS.

Os líderes do hospital devem proporcionar a estrutura para o planejamento, a direção, a coordenação, a provisão e a melhora do cuidado, do tratamento e dos serviços para responder às necessidades da comunidade e do paciente e melhorar os resultados da atenção à saúde.

LD.2.20 Cada programa, serviço, setor ou departamento organizacional tem uma liderança efetiva.

 

Base lógica para LD.2.20

Líderes eficazes no local ou no âmbito do departamento ajudam a criar um ambiente e uma atitude que contribuem com a missão do hospital, possibilitando satisfazer ou superar seus objetivos. Eles apóiam os profissionais e promovem a sensação de que cada um da equipe hospitalar é dono de seu processo de trabalho. Embora possa ser apropriado aos líderes delegar trabalho a profissionais qualificados, eles são fundamentalmente responsáveis por cuidado, tratamento ou serviços prestados na sua área.

 

Elementos de desempenho para LD.2.20

1.    Os líderes de programa, serviço, setor ou departamento garantem a eficácia e a eficiência das operações.

2.    Os líderes mantêm os profissionais responsáveis por suas obrigações.

3.    Os programas, serviços, setores ou departamentos que proporcionam o cuidado do paciente são dirigidos por um ou mais profissionais qualificados com treinamento e experiência apropriados, ou por um profissional independente registrado, qualificado e com os privilégios clínicos adequados.

4.    A responsabilidade pela direção administrativa e clínica desses programas, serviços, setores ou departamentos está definida por escrito.

5.    Os líderes garantem que um processo é adequado para coordenar os processos de cuidado, tratamento e serviço entre programas, serviços, setores ou departamentos.

 

Sem uma liderança competente, o pronto-socorro será incapaz de lidar com as questões gerais do hospital que contribuem para a superlotação e implementar políticas que gerenciem efetivamente o fluxo de pacientes e previnam a superlotação.

LD.3.10 Os líderes se envolvem tanto no planejamento de curto prazo quanto no de longo prazo.

 

Elementos de desempenho para LD.3.10

1.    Os líderes criam declarações de visão, missão e objetivo.

2.    O plano do hospital para os serviços especifica quais cuidados, tratamentos ou serviços são proporcionados diretamente e quais são oferecidos por meio de consultoria, contrato ou outro acordo.

3.    Serviços de anestesia estão disponibilidade se forem realizados cirurgia ou serviços obstétricos.

4.    Até 25. Não se aplicam.

26.         O planejamento para o cuidado, o tratamento e os serviços aborda:

      as necessidades e expectativas dos pacientes e, quando apropriado, das famílias e das fontes de encaminhamento;

      necessidades dos profissionais;

      o escopo do cuidado, do tratamento e dos serviços necessitados pelos pacientes em todos os setores do hospital;

      recursos (financeiros e humanos) para a provisão de cuidado e serviços de apoio;

      necessidades de recrutamento, retenção, desenvolvimento e educação continuada de todos os profissionais;

      dados para medir o desempenho dos processos e resultados do cuidado.

 

Os líderes são responsáveis por criar declarações de visão, missão e objetivos. O plano do hospital para os serviços deve especificar que cuidado, tratamento e serviços são proporcionados diretamente e quais são oferecidos por meio de consultoria, contrato ou outro acordo. Serviços de anestesia devem estar disponíveis se forem proporcionados serviços cirúrgicos ou obstétricos.

O planejamento de longo prazo para o gerenciamento do fluxo de pacientes pode requerer que o hospital aumente o número de leitos de internação e PS. Uma opção é usar os leitos da unidade de cuidado da pós-anestesia ou do laboratório gastrintestinal após o expediente.

LD.3.30 Um hospital demonstra um compromisso com sua comunidade proporcionando serviços essenciais com adequação.

 

Base lógica para LD.3.30

Por meio do processo de planejamento, os líderes determinam, em primeiro lugar, que serviços diagnósticos, terapêuticos, de reabilitação e outros são essenciais para a comunidade; em segundo lugar, quais deles o hospital proporcionará diretamente e quais através de encaminhamento, consultoria, dispositivos contratuais ou outros acordos; em terceiro lugar, os horários para proporcionar o cuidado dos pacientes.

 

Elementos de desempenho para LD.3.30

1.    Os serviços essenciais incluem pelo menos:

      radiologia diagnóstica;

      nutrição e dietética;

      emergência;

      medicina nuclear[§§];

      cuidados de enfermagem;

      patologia e laboratório clínico;

      farmácia;

      fisioterapia regenerativa;

      reabilitação física[***];

      serviço social.

2.    Além disso, o hospital tem pelo menos um dos seguintes serviços clínicos de cuidado agudo:

      medicina;

      obstetrícia e ginecologia[†††];

      pediatria;

      cirurgia;

      psiquiatria infantil, adolescente ou adulta;

      tratamento do uso de drogas.

 

Como já foi dito, os líderes hospitalares devem, em primeiro lugar, determinar quais serviços diagnósticos, terapêuticos, de reabilitação e outros são essenciais para a comunidade; em segundo lugar, quais deles o hospital proporcionará diretamente e quais por meio de encaminhamento, consultoria, arranjos contratuais ou outros acordos; em terceiro lugar, os horários para proporcionar o cuidado, o tratamento e os serviços aos pacientes.

LD.3.80 Os líderes proporcionam espaço, equipamento e outros recursos de forma adequada.

 

Elementos de desempenho para LD.3.80

1.    Os líderes providenciam a disposição e a alocação de espaço para facilitar a prestação eficiente e efetiva de cuidado, tratamentos e serviços.

2.    Os líderes providenciam para a adequação do espaço interior e exterior para o cuidado, o tratamento e os serviços oferecidos, bem como para as idades e outras características dos pacientes.

3.    Os líderes determinam o uso seguro, a manutenção, a disponibilidade de acesso e a supervisão de campos, equipamentos e áreas de atividade especial.

4.    Os líderes proporcionam equipamentos adequados e outros recursos.

 

Como mencionado, os líderes hospitalares devem providenciar a disposição e a alocação de espaço para facilitar a prestação eficiente e efetiva de cuidado, tratamento e serviços, bem como espaço interior e exterior adequados para cuidado, tratamento e serviços oferecidos e para as idades e outras características dos pacientes. Os líderes devem determinar o uso seguro, a manutenção, a disponibilidade de acesso e a supervisão dos campos, dos equipamentos e de áreas de atividade especial. Eles devem também providenciar equipamentos adequados e outros recursos.

LD.3.90 Os líderes desenvolvem e implementam políticas e procedimentos para cuidado, tratamento e serviços.

 

Elementos de desempenho para LD.3.90

1.    Os líderes desenvolvem políticas e procedimentos que guiam e apóiam o cuidado, o tratamento e os serviços ao paciente.

2.    As políticas e os procedimentos são consistentemente implementados.

 

O pronto-socorro deve ter uma política e um procedimento a respeito da triagem, por exemplo, os quais devem ser consistentemente implementados independente de a unidade operar abaixo, no limite ou acima de sua capacidade. Os pacientes não devem ser realocados do cuidado crítico para o cuidado geral simplesmente porque o pronto-socorro está superlotado.

LD.4.10 Os líderes estabelecem expectativas, planos e processos de manejo para medir, avaliar e melhorar as atividades de administração, manejo, clínicas e de apoio do hospital.

 

Elementos de desempenho para LD.4.10

1.    Os líderes estabelecem expectativas para a melhora do desempenho.

2.    Os líderes desenvolvem planos para a melhora do desempenho.

3.    Os líderes gerenciam processos para melhorar o desempenho hospitalar.

4.    Os líderes participam de atividades para a melhora do desempenho.

5.    Indivíduos e profissões apropriados de cada setor ou departamento relevante participam colaborativamente nas atividades de melhora do desempenho de todo o hospital.

 

No pronto-socorro, os líderes podem estabelecer planos de acompanhamento mensal do número de pacientes que aguardam internação. Se os dados mostram que o número é mais alto do que aquele que o hospital está tentando atingir, os líderes também são responsáveis pela implementação de estratégias para reduzir o número desses pacientes. Entre as estratégias podem estar processos para reduzir o tempo em atendimento, que podem incluir o aumento dos tempos para os serviços auxiliares, incentivos para que médicos solicitem menos exames durante algumas épocas e, mais importante, instrução dos pacientes a respeito dos centros de cuidado de urgência que podem melhor servir às suas necessidades.

EC.8.10 O hospital estabelece e mantém um ambiente apropriado.

 

Base lógica para EC.8.10

É importante que o ambiente físico seja funcional e apropriado para cura e cuidado. Alguns elementos do ambiente podem ser importantes para influenciar positivamente os resultados, a satisfação e a segurança do paciente. Tais elementos podem também contribuir na forma como o espaço é percebido e funciona para pacientes, familiares, visitantes e profissionais.

 

Elementos de desempenho para EC.8.10

1.    Os espaços interiores devem ser:

      apropriados para o cuidado, o tratamento e os serviços proporcionados e para as necessidades dos pacientes relacionadas à idade e a outras de suas características;

      planejados prevendo espaço para armários e gavetas destinados a armazenar objetos pessoais e outros itens dos pacientes encarregados de sua própria higiene pessoal e que usem roupas de passeio (por exemplo, pacientes de cuidado da saúde comportamental);

      planejados para proporcionar bom intercâmbio recreacional, considerando as preferências pessoais, quando possível, e acomodando equipamentos necessários para as atividades da vida diária, como cadeiras de rodas. Esta determinação se aplica a hospitais que proporcionam cuidado de mais longo prazo (mais de 30 dias);

      equipados para reabilitação e atividades adequadas de forma que não comprometa a segurança do ambiente. Esta determinação se aplica a hospitais que proporcionam cuidado de mais lango prazo (mais de 30 dias).

2.    Os móveis e equipamentos devem ter as seguintes características:

      ser mantidos seguros e em bom estado de conservação;

      refletir o nível de habilidade e as necessidades do paciente;

      para ambientes hospitalares que proporcionam cuidado de mais longo prazo (mais de 30 dias), ajudar a normalizar o ambiente de vida do paciente;

3.    Para ambientes hospitalares que proporcionam cuidado de mais longo prazo (mais de 30 dias), as áreas externas são:

      disponibilizadas quando requeridas para cuidado, tratamento e serviços (por exemplo, quando alguns grupos de pacientes, como pacientes pediátricos, experimentam longos tempos de permanência);

      apropriadas e seguras, considerando-se o cuidado, o tratamento e os serviços proporcionados e as necessidades dos pacientes com relação à idade e outras características.

4.    As áreas usadas pelo paciente são seguras, limpas, funcionais e confortáveis.

5.    A iluminação é adequada ao cuidado, ao tratamento e aos serviços e às atividades específicas ali conduzidas.

6.    A iluminação é controlada pelos pacientes quando adequado.

7.    A ventilação proporciona níveis aceitáveis de temperatura e umidade e elimina odores.

8.    Não se aplica.

9.    Não se aplica.

10.         Não se aplica.

11.         As trancas das portas e outras restrições estruturais usadas são consistentes com as necessidades dos pacientes, a política, a lei e a regulamentação do programa.

12.         A provisão de acesso de emergência é proporcionada a todos os espaços fechados e ocupados.[‡‡‡]

 

Como já foi dito, é importante que o ambiente físico do hospital seja funcional e promova a cura e o cuidado. Alguns elementos do ambiente podem ser importantes para influenciar positivamente os resultados, a satisfação e a segurança do paciente. Tais elementos também podem contribuir na forma como o espaço é percebido e funciona para pacientes, familiares, visitantes e profissionais.

As áreas usadas pelo paciente devem ser seguras, limpas, funcionais e confortáveis. A iluminação deve ser adequada para o cuidado, o tratamento, e os serviços e as atividades específicas que ali são conduzidas. A ventilação deve proporcionar níveis aceitáveis de temperatura e umidade e eliminar odores. Mesmo que os pacientes estejam alojados nos corredores, o ambiente deve apresentar todas as características precedentes.

 

Planejamento do cuidado

Muitos dos padrões relacionados ao planejamento do cuidado podem ser particularmente desafiadores, porque o cuidado, o tratamento e os serviços requeridos por pacientes que se apresentam ao pronto-socorro podem ser muito variados. É comum que alguns dos processos envolvidos sejam negligenciados. Por exemplo, um paciente pode ser admitido, mas não designado imediatamente a um leito da internação devido a um acúmulo no sistema, e, então, ser liberado do pronto-socorro. Em conseqüência, o paciente pode ser colocado em uma área de espera e não receber avaliações nutricionais, psicológicas e físicas, nem os planos normais de cuidado de enfermagem da internação, até que seja colocado em um quarto ou leito adequado.

RI.2.30 Os pacientes são envolvidos nas decisões sobre o cuidado, o tratamento e os serviços prestados.

 

Base lógica para RI.2.30

Tomar decisões sobre cuidado, tratamento e serviços às vezes cria problemas, conflitos ou outros dilemas para o hospital e os pacientes, a família ou outras pessoas com poder decisório. Esses dilemas podem envolver questões sobre admissão, cuidado, tratamento, serviços ou alta. O hospital, os pacientes e, quando necessário, suas famílias trabalham cooperativamente para resolver esses dilemas.

 

Elementos de desempenho para RI.2.30

1.    Os pacientes são envolvidos nas decisões sobre seu cuidado, tratamento e serviços.

2.    Os pacientes são envolvidos na resolução de dilemas sobre cuidado, tratamento e serviços.

3.    Um substituto na tomada de decisão, conforme permitido por lei, é identificado quando um paciente não pode tomar decisões sobre seu cuidado, tratamento e serviço.

4.    O representante legalmente responsável aprova as decisões de cuidado, tratamento e serviço.[§§§]

5.    A família, conforme apropriado e permitido pela lei, com permissão do paciente ou do seu substituto na tomada de decisão, está envolvida nas decisões de cuidado, tratamento e serviço.

 

Os pacientes devem participar da resolução de dilemas sobre o cuidado, o tratamento e os serviços que recebem no pronto-socorro. Os profissionais encarregados do cuidado devem envolver o paciente em quaisquer decisões tomadas e receber respaldo sobre a factibilidade ou o desejo do paciente de concordar.

PC.2.20 O hospital define por escrito os dados e as informações reunidas durante a avaliação e a reavaliação.

 

Elementos de desempenho para PC.2.20

1.    A definição por escrito que o hospital faz dos dados e das informações reunidas durante a avaliação e a reavaliação inclui:

as atividades de triagem, avaliação e reavaliação por cada especialidade;

o conteúdo da avaliação e da reavaliação;

os critérios para a realização de uma avaliação nova ou mais profunda†.

2.    As atividades de triagem, avaliação e reavaliação descritas estão dentro do escopo da prática, das leis de licenciamento do Estado, das regulamentações aplicáveis ou da certificação da especialidade que realiza a avaliação.

3.    Quando adequado, informações separadas de avaliação e reavaliação especializadas são identificadas para os grupos de pacientes.

4.    As informações definidas pelo hospital para serem coletadas durante a avaliação inicial incluem as seguintes, conforme relevantes para o cuidado, o tratamento e os serviços:

      avaliação física, quando apropriado;

      avaliação psicológica, quando apropriado;

      avaliação social, quando apropriado;

      avaliação de nutrição e hidratação de cada paciente, quando apropriado;

      o estado de cada paciente, quando apropriado;

      para os pacientes que recebem cuidado em fase terminal, as variáveis sociais, espirituais e culturais que influenciam as percepções e expressões de tristeza do paciente, de seus familiares ou de outras pessoas importantes.

5.    O hospital tem critérios definidos para a situação em que devem ser desenvolvidos planos nutricionais.

 

Como os pacientes que se apresentam ao pronto-socorro podem estar instáveis ou passar rapidamente de uma condição estável para uma instável, é fundamental ter registrados por escrito os dados relacionados às suas reavaliações.

PC.2.120 O hospital define por escrito a referência de tempo para a condução da avaliação inicial.

 

Elementos de desempenho para PC.2.120

1.    O hospital especifica a referência de tempo para conduzir a avaliação inicial.

 

O hospital especifica as seguintes referências de tempo para estas avaliações (EDs 2-5):

 

2.    Uma história médica e um exame físico são realizados dentro de 24 horas após a admissão na internação.

3.    Um enfermeiro realiza uma avaliação dentro das 24 horas seguintes à admissão na internação.

4.    Uma triagem nutricional, quando justificada pelas necessidades ou pela condição do paciente, é realizada dentro de 24 horas após a admissão na internação.

5.    Uma triagem do estado funcional, quando justificada pelas necessidades ou pela condição do paciente, é realizada dentro de não mais de 24 horas após a admissão na internação.

 

Alguns desses elementos podem ter sido completados anteriormente, mas devem satisfazer os seguintes critérios:

6.                      A história e o exame físico devem ter sido completados nos 30 dias anteriores à admissão ou readmissão do paciente.

7.                      As atualizações da condição do paciente desde a avaliação são registradas no momento da admissão.

 

Ter referências de tempo para conduzir a avaliação inicial é de particular importância para o pronto-socorro devido às readmissões. Por exemplo, um paciente pode se apresentar ao pronto-socorro com dores no estômago e ter alta porque as dores cedem, retornando algumas horas depois com apendicite.

 

PC.2.130 As avaliações iniciais são realizadas conforme definido pelo hospital.

 

Elementos de desempenho para PC.2.130

1.    Cada paciente é avaliado pela política do hospital.

2.    A avaliação inicial de cada paciente é conduzida dentro da referência de tempo especificada conforme necessidades do paciente, política hospitalar, leis e regulamentos.

3.    Um enfermeiro avalia a necessidade de cuidado do paciente em todos os setores, conforme requerido por lei, regulamentação ou política hospitalar.

 

Para garantir que cada paciente receba uma avaliação completa que estabeleça sua necessidade de cuidado, as avaliações iniciais devem ser realizadas conforme definido pelo hospital.

 

PC.2.150 Quando necessário, os pacientes são reavaliados.

 

Base lógica para PC.2.150

Cada paciente pode ser reavaliado por muitas razões, incluindo as seguintes:

 

      para avaliar sua resposta a cuidado, tratamento e serviços;

      para responder a uma mudança significativa em sua situação, diagnóstico ou condição;

      para satisfazer exigências legais ou regulatórias;

      para atender os períodos de tempo especificados pelo hospital;

      para atender os períodos de tempo determinados pelo curso do cuidado, do tratamento e dos serviços para o paciente.

 

Elemento de desempenho para PC.2.150

1.    Cada paciente é reavaliado quando necessário.

A reavaliação é fundamental para entender se as decisões de cuidado, tratamento e serviços são apropriadas e eficientes. Os pacientes são reavaliados por diferentes razões, tais como:

      avaliar a resposta de um paciente a cuidado, tratamento e serviços;

      responder a uma mudança importante na situação, no diagnóstico ou na condição;

      satisfazer exigências legais ou regulatórias;

      cumprir os períodos de tempo especificados pelo hospital;

      cumprir os períodos de tempo determinados pelo curso do cuidado, do tratamento e dos serviços ao paciente.

 

PC.3.10 Possíveis vítimas de abuso ou negligência são avaliadas (ver padrão RI.2.150).

 

Base lógica para PC.3.10

As vítimas de abuso ou negligência podem ir para um hospital de várias maneiras. O paciente pode ser incapaz ou relutante em falar sobre o abuso, e este pode não ser visível de maneira óbvia. Os profissionais precisam ser capazes de identificar o abuso ou a negligência, assim como sua extensão e circunstâncias, para proporcionar ao paciente o cuidado adequado.

Os critérios para identificar e avaliar as vítimas de abuso, negligência ou exploração devem ser usados em todo o hospital. A avaliação deve ser conduzida em conformidade às exigências da lei para preservar materiais comprobatórios e apoiar futuras ações legais.

 

Elementos de desempenho para PC.3.10

1.    O hospital desenvolve ou adota critérios[****] para identificar vítimas em cada uma das seguintes situações:

      ataque físico;

      estupro;

      molestamento sexual;

      abuso doméstico;

      negligência ou abuso de idoso;

      negligência ou abuso de criança.

2.    Os profissionais adequados† são instruídos sobre abuso ou negligência e como lidar com ele, se apropriado.

3.    Uma lista de agências comunitárias privadas e públicas que proporcionam ou providenciam avaliação e cuidado de vítimas de abuso é mantida para facilitar encaminhamentos apropriados.

4.    As vítimas de abuso ou negligência são identificadas usando-se os critérios desenvolvidos ou adotados pelo hospital em sua entrada no sistema e de forma contínua e regular.

5.    Os profissionais do hospital encaminham adequadamente ou conduzem a avaliação das vítimas de abuso ou negligência.

6.    Todos os casos de possível abuso ou negligência são relatados para agências apropriadas segundo a política hospitalar, a lei e a regulamentação.

7.    Todos os casos de possível abuso ou negligência são imediatamente relatados ao hospital.

 

Alguns pacientes que se apresentam ao pronto-socorro podem ser vítimas de abuso ou negligência. Os profissionais precisam ser capazes de identificar essas vítimas, assim como a extensão e as circunstâncias da violência ou negligência, para proporcionar ao paciente o cuidado adequado.

Os critérios para identificar e avaliar as vítimas de abuso, negligência ou exploração devem ser usados em todo o hospital, não apenas no pronto-socorro. A avaliação do paciente deve ser conduzida dentro das exigências da lei para preservar materiais comprobatórios e apoiar futuras ações legais.

Para desenvolver sensibilidade a essa questões, os líderes hospitalares devem formular as seguintes perguntas:

 

      Como o hospital garante que os profissionais estão sendo respeitosos, dando crédito e apoio aos pacientes durante o atendimento?

      O que o hospital fez para familiarizar os profissionais com a maneira como a polícia e outras autoridades reagem a um relato de abuso ou negligência, para que possam informar os pacientes sobre o que esperar?

      Quando os profissionais do hospital sabem que será feito um relatório obrigatório, informam os pacientes sobre isso enquanto discutem as opções e as precauções de segurança?

      Os profissionais falam sobre as proteções como ordens restritivas?

      Os profissionais receberam informações de advogados da comunidade representando vários tipos de populações abusadas e negligenciadas quando o hospital desenvolveu seu processo de relato? Este é feito de uma maneira segura e respeitosa à autonomia do paciente?

      Como os profissionais são instruídos a trabalhar com vítimas de abuso ou negligência e com as autoridades quando fazem encaminhamentos e relatórios?

 

O desenvolvimento de políticas e procedimentos bem-planejados e o estabelecimento de programas de treinamento eficazes dão suporte aos profissionais que lidam com vítimas de abuso e negligência.

 

PC.4.10 O desenvolvimento do plano para cuidado, tratamento e serviços é individualizado e apropriado às necessidades, potencialidades, limitações e aos objetivos do paciente.

 

Base lógica para PC.4.10

O planejamento de cuidado, tratamento e serviços não se limita a desenvolver um plano por escrito. É um processo dinâmico que envolve a execução de suas medidas. O plano deve ser consistentemente reavaliado para garantir a satisfação das necessidades do paciente. O planejamento inclui:

 

      Integrar os dados coletados durante a avaliação no processo de planejamento do cuidado.

      Desenvolver um plano para cuidado, tratamento e serviços que inclua objetivos razoáveis e mensuráveis do paciente.

      Rever e revisar regularmente o plano para cuidado, tratamento e serviços.

      Determinar como cuidado, tratamento e serviços planejados serão prestados.

      Documentar o plano para cuidado, tratamento e serviços.

      Monitorar a eficácia do planejamento e a provisão de cuidado, tratamento e serviços.

      Envolver os pacientes e/ou as famílias no planejamento do cuidado.

 

Elementos de desempenho para PC.4.10

1.    O cuidado, o tratamento e os serviços são planejados para garantir que sejam apropriados às necessidades do paciente.

2.    O desenvolvimento de um plano para o cuidado, o tratamento e os serviços baseia-se nos dados de avaliações.

3.    Não se aplica.

4.    Não se aplica.

5.    Não se aplica.

6.    As necessidades do paciente, os objetivos, as referências de tempo, os ambientes e os serviços requeridos para satisfazer as necessidades e/ou os objetivos do paciente determinam o plano para o cuidado, o tratamento e os serviços.

7.    Até 11. Não se aplicam.

12.         A avaliação do paciente baseia-se nos objetivos e no plano para seu cuidado, tratamento e serviços.

13.         O objetivo do cuidado, do tratamento e dos serviços é revisado quando necessário.

14.         Os planos para o cuidado, o tratamento e os serviços são revisados quando necessário.

15.         Não se aplica.

16.         Não se aplica.

17.         O plano para o cuidado, o tratamento e os serviços considera estratégias para limitar o uso de contenção ou isolamento, quando apropriado.

 

O cuidado dos pacientes envolve proporcionar intervenções individualizadas, planejadas e apropriadas em locais que respondem às suas necessidades específicas. As responsabilidades do hospital incluem cuidado, tratamento e serviços, reabilitação, habilitação e outras intervenções proporcionadas ao paciente. No pronto-socorro, o cuidado pode incluir realizar exames laboratoriais e radiológicos, procedimentos (tais como cirurgia) e prescrever ou aplicar medicações.

O planejamento do cuidado, do tratamento e dos serviços não deve ser limitado ao desenvolvimento de um plano por escrito. Ao contrário, ele é um processo dinâmico que envolve a implementação de suas medidas. Isso significa que o plano inicial pode ser modificado ou encerrado tendo como base a reação do paciente, sua necessidade de mais cuidado, tratamento e serviços ou o sucesso do plano. Por exemplo, um paciente que se apresenta ao pronto-socorro com dor no peito tipicamente passará por uma avaliação do médico emergencista, seguida de um exame realizado por um cardiologista. Se os médicos determinarem que a dor não é de natureza cardíaca, o paciente pode ser liberado para casa com tratamento para refluxo gastresofágico. Caso ele comece a sentir uma dor no peito mais aguda enquanto está no pronto-socorro, deverá ser mantido ali para observação adicional ou ser encaminhado para internação. Como conseqüência, o plano deve ser consistentemente reavaliado para garantir a satisfação das necessidades contínuas do paciente. Além disso, ele deve ser realizado por indivíduos qualificados usando-se, quando adequado, uma abordagem interdisciplinar, e deve envolver ao máximo o paciente. A equipe multidisciplinar é formada pelo médico e o enfermeiro do PS, o terapeuta respiratório e vários técnicos, incluindo os de raio X, de ECG e de laboratório. A consulta de especialistas se estende desde cardiologistas a neurocirurgiões e ortopedistas.

O plano deve ser desenvolvido tendo como base dados das avaliações. As necessidades e os objetivos do paciente, assim como as referências de tempo necessárias, os locais e os serviços requeridos para satisfazer tais necessidades e objetivos devem ser usados para determinar o plano. A avaliação do paciente baseia-se nos objetivos e no plano de cuidado, e ambos deverão ser revisados quando necessário. O plano deve considerar as estratégias para limitação do uso de contenção ou isolamento, quando apropriado.

O objetivo de proporcionar o cuidado, o tratamento e os serviços eficientes é atingido quando são satisfeitas as seguintes medidas:

 

      Intervenção de forma colaborativa (à luz das necessidades avaliadas do paciente).

      Educação do paciente.

      Promoção da saúde e do cuidado preventivo adequado.

      Promoção de cuidado de apoio, tratamento de doença ou condição e tratamento de sintomas (como dor, náusea ou dispnéia), conforme os padrões aceitos de prática profissional.

      Satisfação das necessidades de nutrição do paciente, se apropriado ao local.

      Ajuda aos pacientes por meio de serviços restaurativos apropriados, incluindo ajuda com as atividades da vida diária, como alimentação, vestuário, higiene pessoal, banho, higiene oral, deambulação e uso do toalete.

      Reabilitação de deficiência física, comunicativa ou psicossocial, ou manutenção do nível de independência do paciente.

      Coordenação de cuidado, tratamento e serviços proporcionados a um paciente.

      Otimização do conforto e da dignidade durante o cuidado em fase terminal.

      Envolvimento das famílias conforme indicado e aceito pelo paciente.

 

Todas as intervenções devem respeitar e encorajar a capacidade do paciente para fazer escolhas, desenvolver e manter um senso de realização com relação ao alcance de seus objetivos de saúde pessoais e optar por continuar ou modificar a participação no processo de cuidado.

As atividades de cuidado, tratamento e serviços podem ser realizadas por vários profissionais cujos papéis e responsabilidades são determinados por essa atividade, por licenciamento relevante, lei, regulamentações, registro, certificação, escopo da prática, pela descrição do emprego ou privilégios.

Quando o pronto-socorro fica superlotado, os profissionais tendem a mudar seu julgamento a respeito das prioridades do paciente. Em geral, cuidarão das necessidades mais urgentes, como a provisão de cuidado de suporte e preventivo apropriado, porque não há tempo, espaço nem equipamento para cuidar das necessidades de nível básico, como ajudar com serviços restaurativos. Por exemplo, quando o pronto-socorro não está operando no limite da sua capacidade, um enfermeiro tem tempo para proporcionar educação ao paciente e explicar-lhe as instruções escritas de alta, respondendo quaisquer perguntas que o paciente possa ter para garantir que ele entenda o que terá de fazer quando voltar para casa. Entretanto, quando o pronto-socorro está superlotado, o enfermeiro pode ter tempo apenas para proporcionar ao paciente as instruções por escrito, abstendo-se da explicação. O paciente pode não entender direito o que precisa fazer para melhorar. Conseqüentemente, a profundidade do entendimento do paciente fica comprometida.

Para garantir que a equipe consiga lidar com todas as necessidades do paciente, mesmo quando o pronto-socorro está superlotado, o hospital deve ter um plano para todas as atividades envolvidas na prestação de cuidado, tratamento e serviços durante os horários de pico. Uma maneira de fazê-lo é ter gatilhos combinados que alertem os profissionais para saber quais recursos devem ser mobilizados, quando e em que grau. Por exemplo, um gatilho pode se concentrar em tempos aceitáveis para os serviços auxiliares, incluindo tempos médio e máximo. Se o gatilho excede o tempo médio, mas é menor do que o máximo, seria interessante deslocar alguns recursos – por exemplo, passar um técnico de uma unidade de internação para o pronto-socorro. Se o alvo excede os tempos aceitáveis para os horários de pico em um recurso, o pronto-socorro pode solicitar um técnico adicional designado para a unidade. Se o alvo excede os tempos aceitáveis em mais de um, o pronto-socorro pode temporariamente parar de realizar os procedimentos subsidiários.

PC.5.60 Cuidado, tratamento e serviços proporcionados a um paciente são coordenados como parte do planejamento e de acordo com o escopo de ação do hospital.

 

Base lógica para PC.5.60

Durante toda a provisão de cuidado, tratamento e serviços, os pacientes devem ter acesso aos recursos internos e externos apropriados para satisfazer adequadamente suas necessidades ao longo do tratamento. Cuidado, tratamento e serviços devem ser coordenados entre prestadores e entre unidades, sejam eles prestados diretamente ou por meio de acordo por escrito.

 

Elementos de desempenho para PC.5.60

1.    O hospital coordena cuidado, tratamento e serviços proporcionados por meio de recursos internos para um paciente.

2.    Quando recursos externos são necessários, o hospital participa da coordenação de cuidado, tratamento e serviços com esses recursos.

3.    O hospital tem um processo para receber ou compartilhar informações relevantes do paciente a fim de facilitar a coordenação e a continuidade apropriadas quando os pacientes são encaminhados para outros prestadores de cuidado, tratamento e serviço.

4.    Há um processo para resolver a duplicação ou o conflito entre recursos internos ou externos.

5.    O plano de cuidado, tratamento e serviços é adequado a uma estrutura de tempo que satisfaça as necessidades de saúde do paciente.

 

Como mencionado, a coordenação do cuidado deve compatibilizar os pacientes com os recursos internos e externos para satisfazer suas necessidades ao longo do tratamento. O cuidado, o tratamento e os serviços devem ser coordenados entre prestadores e entre unidades, sejam eles prestados diretamente ou por meio de acordo por escrito.

 

Uniformidade do cuidado

LD.3.20 Os pacientes com necessidades semelhantes recebem o mesmo padrão de cuidado, tratamento e serviços em todo o hospital.

 

Base lógica para LD.3.20

Fatores como diferentes indivíduos prestando cuidado, tratamento e serviços, diferentes fontes de pagamento e diferentes locais de cuidado não influenciam intencional e negativamente o resultado.

 

Elementos de desempenho para LD.3.20

1.    Pacientes com necessidades semelhantes recebem o mesmo padrão de cuidado, tratamento e serviços em todo o hospital.

2.    O hospital planeja, designa e monitora o cuidado, o tratamento e os serviços de modo que eles sejam consistentes com sua missão, sua visão e seus objetivos.

 

O hospital deve planejar, designar e monitorar o cuidado, o tratamento e os serviços para garantir que eles sejam consistentes com sua missão, sua visão e seus objetivos. O planejamento de cuidado, tratamento e serviços deve considerar:

 

      as necessidades e expectativas dos pacientes e, quando apropriado, das famílias, assim como de seus clientes e  fontes de encaminhamento;

      as necessidades dos profissionais;

      o escopo de cuidado, tratamento e serviços necessários aos pacientes em todos os setores do hospital;

      recursos (financeiros e humanos) para prestar o cuidado e os serviços de apoio;

      necessidades de recrutamento, retenção, desenvolvimento e educação contínua de todos os profissionais;

      dados para medir o desempenho dos processos e os resultados do cuidado.

 

Os pacientes do pronto-socorro devem receber um nível de cuidado equivalente ao que receberiam num leito de internação, seja no cuidado crítico, no cuidado coronariano, na ala pediátrica ou na ala médico-cirúrgica. Isso nem sempre ocorre porque os profissionais do PS são treinados para lidar com emergências, não para tratar de pacientes médicos complicados. O paciente pode esperar o mesmo nível de atendimento, mas os profissionais do PS serão limitados para satisfazer sua expectativa.

Os hospitais que usam o pronto-socorro como contingência devem fazê-lo de maneira que maximize a uniformidade do cuidado e da segurança dos pacientes. O paciente cardíaco no pronto-socorro, por exemplo, deve receber o mesmo cuidado que um paciente na unidade cardiológica.

 

Profissionais adequados

Os líderes são responsáveis por garantir que o hospital tenha profissionais adequados em toda a organização, incluindo o pronto-socorro.

 

PI.2.20 São analisados padrões ou tendências indesejáveis no desempenho.

 

Elementos de desempenho para PI.2.20

1.    A análise é realizada quando as comparações de dados indicam que os níveis de desempenho, padrões ou tendências diferem substancialmente dos esperados.

2.    A análise aborda os tópicos escolhidos pelos líderes como prioritários para a melhora do desempenho.

3.    A análise é realizada quando ocorre uma alteração indesejável que muda as prioridades.

Uma análise é realizada para:

4.    Todas as reações de transfusão confirmadas, se aplicável ao hospital.

5.    Todos os eventos adversos sérios envolvendo drogas, se adequado e conforme definição do hospital.

6.    Todos os erros de medicação importantes, se adequado e conforme definição do hospital.

7.    Todas as discrepâncias significativas entre diagnósticos pré e pós-operatórios (incluindo os patológicos).

8.    Eventos adversos ou padrões de eventos adversos durante sedação moderada ou profunda e uso de anestesia.

9.    Condições perigosas.

10.         Questões de eficiência dos profissionais.

 

Os hospitais devem realizar uma análise quando as comparações de dados indicam que os níveis de desempenho, padrões ou tendências diferem substancialmente dos esperados. Deve ser conduzida uma análise dos tópicos escolhidos pelos líderes como MD prioritárias, assim como quando alterações indesejáveis mudam essas prioridades. Uma das áreas analisadas deve ser a eficiência dos profissionais do pronto-socorro.

Os profissionais do PS devem analisar os dados para determinar se há algum padrão ou tendência. Por exemplo, os dados podem ser analisados para verificar se algum padrão de desempenho indesejável ocorre em um momento particular do dia, em um dia da semana, durante uma determinada estação do ano ou quando a unidade está operando no limite ou acima da capacidade.

LD.3.10 Os líderes se envolvem tanto no planejamento de curto quanto no de longo prazo.

 

Elementos de desempenho para LD.3.10

1.    Os líderes criam declarações de visão, missão e objetivo.

2.    O plano do hospital para os serviços especifica quais cuidados, tratamentos ou serviços são proporcionados diretamente e quais são oferecidos por meio de consultoria, contrato ou outro acordo.

3.    Serviços de anestesia estão disponíveis se forem realizados cirurgia ou serviços obstétricos.

4.    Até 25. Não se aplicam.

26.         O planejamento para o cuidado, o tratamento e os serviços aborda:

      as necessidades e expectativas dos pacientes e, quando apropriado, das famílias e das fontes de encaminhamento;

      necessidades dos profissionais;

      o escopo do cuidado, do tratamento e dos serviços necessitados pelos pacientes em todos os setores do hospital;

      recursos (financeiros e humanos) para a provisão de cuidado e serviços de apoio;

      necessidades de recrutamento, retenção, desenvolvimento e educação continuada de todos os profissionais;

      dados para medir o desempenho dos processos e resultados do cuidado.

 

Os líderes são responsáveis por criar declarações de visão, missão e objetivos. O plano do hospital deve especificar que cuidado, tratamento e serviços são prestados diretamente e quais o são por meio de consultoria, contrato ou outro tipo de acordo.

O planejamento de longo prazo para as necessidades dos profissionais pode requerer que os líderes hospitalares determinem quando ocorrem as demandas de pico e revisem o horário dos profissionais para distribuí-los. O planejamento de curto prazo pode envolver providenciar profissionais temporários que possam ser notificados com urgência para satisfazer a demanda dos horários de pico.

 

LD.3.70 Os líderes definem as qualificações requeridas e a competência dos profissionais que prestam cuidado, tratamento e serviços e recomendam um número suficiente de profissionais qualificados e competentes para essas funções.

 

Base lógica para LD.3.70

A determinação de competência e qualificações dos profissionais é baseada nos seguintes quesitos:

 

      a missão do hospital;

      o cuidado, o tratamento e os serviços do hospital;

      a complexidade do cuidado, do tratamento e dos serviços necessitados pelos pacientes;

      a tecnologia usada;

      a condição de saúde dos profissionais, conforme requerido pela lei e pelo regulamento.

 

Elementos de desempenho para LD.3.70

1.    Os líderes proporcionam a alocação de profissionais competentes e qualificados.

2.    Os líderes garantem que médicos-assistentes e enfermeiros que são empregados do hospital recebam credenciais e sucessivos privilégios por meio de processos regulatórios ou de um equivalente aprovado pela diretoria.

 

Um processo equivalente deve, no mínimo:

 

      avaliar as credenciais do candidato;

      avaliar a competência atual do candidato;

      incluir recomendações dos colegas;

      envolver comunicação e referências de indivíduos e comitês, incluindo o Comitê da Prática Médica, a fim de reunir as informações necessárias para decidir a respeito de uma solicitação de privilégios por parte do candidato.

 

O hospital deve demonstrar que os médicos, enfermeiros e auxiliares do pronto-socorro estão disponíveis e acostumados a lidar com as necessidades dos pacientes, reconhecendo que os que estão aguardando internação encontram-se na fase mais aguda de cuidado e, por isso, requerem a maior atenção dos profissionais. Para tanto, o pronto-socorro pode ter de acrescentar profissionais de enfermagem nos horários de pico a fim de manter uma proporção adequada entre os números de enfermeiros e pacientes. As necessidades de profissionais no pronto-socorro devem ser satisfeitas considerando-se a qualificação e a competência. Em outras palavras, se for necessário reforço, ele tem de ser qualificado e competente para prestar cuidado, tratamento e serviços no pronto-socorro.

O setor de recursos humanos deve garantir que o hospital determine qualificações e competências para todos os funcionários, incluindo empregados, contratados e profissionais temporários de agências, tendo em vista a missão, a população, o cuidado, o tratamento e os serviços da instituição.

 

HR.1.10 O hospital provê um número e uma combinação adequados de profissionais de maneira consistente com o planejamento de preenchimento de vagas do hospital.

 

Elemento de desempenho para HR.1.10

1.    O hospital tem um número e uma combinação adequados de profissionais para satisfazer as necessidades de cuidado, tratamento e serviço dos pacientes.

 

Em muitos hospitais, as proporções de profissionais de pronto-socorro e das unidades de internação são diferentes. Nesses casos, deve-se ter documentação comprovando que a diferença é segura e eficaz, tanto para o paciente quanto para os profissionais. O plano de preenchimento de vagas do PS também deve contemplar as necessidades dos períodos de pico, que podem dizer respeito a um número restrito de horas em um determinado dia da semana ou abarcar várias semanas durante uma determinada época do ano.

Para ter um número adequado de profissionais no PS, o hospital pode ter de desenvolver planos de preenchimento de vagas que considerem os picos na demanda e, então, implementar esses planos quando necessário.

Similarmente, quando o pronto-socorro atinge sua capacidade e os pacientes começam a ficar mal alojados, o hospital deve mobilizar os médicos, enfermeiros e auxiliares adequados para enfrentar essas necessidades.

HR.1.20 O hospital tem um processo para garantir que as qualificações de uma pessoa sejam consistentes com suas responsabilidades de trabalho.

 

Base lógica para HR.1.20

Esta exigência diz respeito tanto aos profissionais e estudantes quanto aos voluntários que trabalham nas mesmas funções quando prestam cuidado, tratamento e serviços.

 

Elementos de desempenho para HR.1.20

1.    Os líderes definem a competência e as qualificações requeridas dos profissionais em todos os programas ou serviços.

2.    Os líderes definem a competência e as qualificações requeridas dos profissionais que decidem, implementam e monitoram o uso de contenção ou isolamento (ver o padrão PC.12.30).

 

O hospital verifica (EDs 3-6):

 

3.    Licenciamento, certificação ou registro atual.

4.    Educação, experiência e competência apropriadas para as responsabilidades designadas.

5.    Informações sobre passado criminal se requerido por lei, regulamentação ou política do hospital.

6.    Cumprimento das exigências adequadas de avaliação de saúde estabelecidas pelo hospital.

7.    Supervisão que os profissionais fazem dos estudantes prestando cuidado, tratamento e serviços ao paciente como parte do seu treinamento.

8.    Até 17. Não se aplicam.

18.         Indivíduos que não têm licença, registro ou certificação não prestam cuidado, tratamento e serviços no hospital que requeiram tal licença, registro ou certificação conforme a lei ou a regulamentação adequada.

 

Quando o pronto-socorro está lotado, pode ser tentador remanejar pessoal de qualquer outro lugar do hospital apenas para ter um pouco mais de ajuda. Mas os profissionais devem ser bem qualificados para realizar suas responsabilidades de trabalho. Cabe ao hospital ter um plano que estabeleça o tipo de pessoal adicional necessário nos horários de pico e como o pronto-socorro vai ter acesso a esse pessoal. Por exemplo, um técnico em flebotomia pode ser enviado para ajudar em um local de baixa gravidade, enquanto um enfermeiro é enviado ao pronto-socorro para ajudar com o cuidado geral. Um auxiliar de enfermagem pode dar telefonemas para recrutar profissionais de enfermagem adicionais, enquanto o enfermeiro encarregado, que tipicamente realiza essa atividade, ajuda com o cuidado de pacientes internados na unidade.

 

Alta e transferência

Os pacientes podem ter alta definitiva do hospital ou ser transferidos para outro nível de cuidado, tratamento e serviços, para diferentes profissionais de saúde ou para outros locais de serviços continuados. Os processos para transferência ou alta do hospital devem ser baseados em avaliações quanto às necessidades dos pacientes. Para facilitar esses processos, o hospital deve avaliar tais necessidades, planejar a alta ou a transferência, facilitar o processo e ajudar a garantir a manutenção da continuidade do cuidado, do tratamento e dos serviços.

PC.15.10 Um processo aborda as necessidades de cuidado, tratamento e serviços continuados após alta ou transferência.

 

Elemento de desempenho para PC.15.10

1.    O processo aborda:

      a razão (ou razões) para a transferência ou alta;

      as condições sob as quais pode ocorrer a transferência ou alta;

      transferir a responsabilidade pelo cuidado de um paciente de uma clínica, organização, programa organizacional ou serviço para outro (o que pode incluir transferir a responsabilidade completa pelo paciente e por seu cuidado, tratamento e serviços para outros ou encaminhar o paciente, por exemplo, a uma ou mais agências ou profissionais, para que serviços específicos sejam prestados);

      os mecanismos para a transferência interna ou externa;

      o encargo e a responsabilidade pela segurança do paciente durante a transferência, tanto por parte do hospital que a inicia quanto da organização que recebe o paciente.

 

A saída de um paciente do hospital nem sempre põe fim à responsabilidade de satisfação das necessidades avaliadas. Os padrões da Joint Commission requerem que os hospitais estabeleçam processos que tratem das necessidades de cuidado, tratamento e serviços contínuos após a alta ou a transferência, quando necessário. O processo leva em conta a razão para a transferência ou alta e as condições sob as quais elas podem ocorrer. A transferência da responsabilidade do cuidado de um paciente de uma clínica, organização ou serviço para outro também deve ser tratada. Pode-se transferir toda a responsabilidade para outros ou encaminhar o paciente para uma agência ou profissional para a prestação de um serviço específico. As duas exigências finais a respeito desse padrão requerem mecanismos de definição para transferência interna e externa, além da atribuição do encargo e da responsabilidade pela segurança do paciente durante a transferência, tanto para o hospital que a está iniciando quanto para aquele que recebe o paciente.

 

PC.15.20 A transferência ou a alta de um paciente para outro nível de cuidado, tratamento e serviços, para diferentes profissionais, ou para outros locais baseia-se na avaliação das necessidades do paciente e nas competências do hospital.

 

Base lógica para PC.15.20

Para alguns pacientes, o planejamento eficaz trata de como as necessidades serão satisfeitas à medida que são movidos para o próximo nível de cuidado, tratamento e serviços. Para outros, o planejamento depende de um entendimento claro de como o paciente pode ter acesso aos serviços no futuro, caso haja necessidade.

 

Elementos de desempenho para PC.15.20

1.    As necessidades de cuidado contínuo do paciente são identificadas para atender suas necessidades físicas e psicossociais.

2.    Os pacientes são informados de maneira adequada sobre a necessidade de planejar a alta ou a transferência para outra organização ou nível de cuidado.

3.    O planejamento para a transferência ou a alta envolve o paciente e todos os profissionais independentes registrados, profissionais do hospital e familiares envolvidos na prestação de cuidado, tratamento e serviços ao paciente.

4.    Quando o paciente é transferido, as informações prestadas a ele incluem:

      a razão de estar sendo transferido;

      alternativas à transferência, se houver.

5.    O processo de planejamento da alta é iniciado no começo do processo de cuidado, tratamento e serviços.

6.    Quando o paciente recebe alta, as informações a ele fornecidas incluem:

      a razão de estar recebendo alta;

      a necessidade antecipada de cuidado, tratamento e serviços[††††] continuados após a alta.

7.    Quando indicado, o paciente é instruído sobre a maneira de obter mais cuidado, tratamento e serviços para satisfazer as necessidades identificadas.

8.    Quando indicado e antes da alta, o hospital providencia ou ajuda a família a preparar os serviços necessários para satisfazer as necessidades do paciente após a saída do hospital.

9.    São dadas instruções escritas de alta ao paciente e/ou àqueles responsáveis pela prestação do seu cuidado contínuo, de forma clara e compreensível.

 

Este padrão trata da alta de um paciente, o que é relevante para o pronto-socorro já que o objetivo da unidade é tratar, estabilizar e transferir o paciente para o próximo nível de cuidado, tratamento e serviços requeridos para melhorar sua condição de saúde. Em alguns casos, o planejamento eficaz consiste em promover o entendimento claro de como o paciente pode ter acesso aos serviços no futuro. Pode ser relevante instruí-lo sobre locais alternativos apropriados para buscar cuidado, tratamento e serviços caso experimente os mesmos sintomas médicos no futuro.

Após identificar as necessidades de cuidado continuado do paciente, o hospital deve informá-lo, de uma maneira conveniente, sobre a necessidade de planejar a alta para outra organização ou nível de cuidado. Todos os profissionais independentes e os profissionais envolvidos em cuidado, tratamento e serviços do paciente devem participar do planejamento da alta, assim como o próprio paciente e seus familiares.

O processo de planejamento da alta deve ser iniciado no começo da prestação de cuidado, tratamento e serviços. Deve-se informar ao paciente a razão de ele estar recebendo alta e a necessidade prevista de cuidado, tratamento e serviços continuados após a alta. Quando apropriado, o paciente deve ser instruído a respeito de maneiras de obter mais cuidado, tratamento e serviços conforme suas necessidades. Quando preciso, o hospital deve providenciar, ou ajudar a família a providenciar, os serviços necessários para satisfazer as necessidades físicas e psicossociais do paciente. Instruções de alta por escrito, de forma clara, devem ser dadas ao paciente e àqueles responsáveis pela prestação do cuidado continuado.

Os pacientes apresentam-se ao pronto-socorro com uma série de sintomas, desde aqueles que requerem atenção imediata até condições que não são urgentes. Os pacientes cujas visitas são classificadas como emergenciais pela triagem são tipicamente atendidos antes daqueles cujas condições são determinadas como não-urgentes. Quando o pronto-socorro está lotado, os pacientes com condições não-urgentes esperam um tempo significativamente mais longo antes de serem atendidos. Esses pacientes continuam a procurar o pronto-socorro porque podem desconhecer locais alternativos em que podem receber cuidado apropriado. Por isso, cabe aos profissionais do hospital instruir os pacientes sobre alternativas adequadas na sua comunidade em que podem ser melhor atendidos. O hospital pode escrever artigos a respeito no boletim da organização ou desenvolver folhetos com a relação dos ambulatórios que atendem fora do horário de expediente e das clínicas pediátricas com atendimento imediato. Os pacientes devem, de preferência, ser instruídos sobre essas opções antes de se apresentarem ao pronto-socorro ou por ocasião da alta, o que pode ser feito por meio de correspondência.

 

Manejo das emergências

O objetivo do manejo das emergências é proporcionar um ambiente seguro, funcional, eficaz e de suporte para os pacientes, os profissionais que lá trabalham e os outros indivíduos no hospital. Um ambiente desse tipo é crucial para prestar um serviço de qualidade ao paciente, melhorar sua segurança e atingir bons resultados.

 

EC.4.10 O hospital trata do manejo das emergências.

 

Base lógica para EC.4.10

Uma emergência[‡‡‡‡] no hospital ou na sua comunidade pode afetar repentina e significativamente a necessidade de serviços hospitalares ou sua competência para proporcionar esses serviços. Por isso, um hospital precisa ter um plano de manejo de emergência que descreva abrangentemente sua abordagem às emergências que ocorram no hospital ou na sua comunidade.

 

Elementos de desempenho para EC.4.10

1.    O hospital conduz uma análise de vulnerabilidade ao perigo[§§§§] para identificar emergências potenciais que poderiam afetar a necessidade de seus serviços ou sua competência para prestá-los.

2.    O hospital estabelece com a comunidade:

      as prioridades dentre as emergências potenciais identificadas na análise de vulnerabilidade;

      o papel do hospital em relação a um programa de manejo de emergência de toda a comunidade;

      uma estrutura de comando própria do hospital para “qualquer perigo” vinculada à estrutura de comando da comunidade.

3.    O hospital desenvolve e mantém um plano escrito de gestão de emergência descrevendo seu processo para reagir a um desastre e implementando-o quando apropriado.

4.    Um plano de gestão de emergência é desenvolvido com o envolvimento, no mínimo, dos líderes hospitalares, incluindo aqueles da equipe médica.

5.    O plano identifica procedimentos específicos que descrevem estratégias, ações e responsabilidades de mitigação[*****], preparação[†††††], reação e recuperação para cada prioridade emergencial.

6.    O plano estabelece processos para iniciar suas fases de reação e recuperação, incluindo uma descrição de como, quando e por quem as fases serão ativadas.

7.    O plano estabelece processos para notificar os profissionais quando forem iniciadas as medidas de emergência.

8.    O plano estabelece processos para notificar as autoridades externas sobre a crise, incluindo possíveis emergências comunitárias identificadas pelo hospital (por exemplo, evidência de um possível ataque bioterrorista).

9.    O plano estabelece processos para identificar e designar profissionais para cobrir todas as funções essenciais sob condições de emergência.

10.         O plano estabelece processos para, em condições de emergência, lidar com:

      atividades relacionadas a cuidado, tratamento e serviços (por exemplo, agendamento, modificação e descontinuação de serviços; controle das informações sobre os pacientes; encaminhamentos; transporte de pacientes);

      atividades de apoio aos profissionais (por exemplo, alojamento, transporte, relatório da gravidade do incidente);

      atividades de apoio às famílias dos profissionais;

      logística relacionada aos suprimentos fundamentais (por exemplo, produtos farmacêuticos, insumos, alimentos, roupa branca, água);

      segurança (por exemplo, acesso, controle da multidão, controle do trânsito);

      comunicação com as agências de notícias;

      comunicação com pacientes.

11.         Não se aplica.

12.         O plano estabelece processos para evacuar todo o local (tanto horizontalmente quanto verticalmente, quando apropriado) quando o ambiente não puder suportar a prestação de cuidado, tratamento e serviços adequados.

13.         O plano prevê processos para estabelecer um local (ou locais) de cuidado alternativo que tenha as competências para satisfazer as necessidades dos pacientes quando o hospital não puder mais satisfazê-las, incluindo processos para:

      transporte de pacientes, profissionais e equipamento para o local (ou locais) de cuidado alternativo;

      acompanhamento dos pacientes;

      comunicação interinstitucional entre o hospital e o local (locais) de cuidado alternativo.

14.         O plano estabelece processos para identificar prestadores de cuidado e outros profissionais durante as emergências.

15.         O plano estabelece processos de planejamento cooperativo com as organizações de saúde que, juntas, proporcionam serviços para uma área geográfica contígua (por exemplo, entre hospitais que atendem uma cidade ou vila) a fim de facilitar o compartilhamento imediato de informações sobre:

      elementos essenciais de suas estruturas de comando e centros de controle para reação a emergências;

      nomes e funções dos indivíduos em suas estruturas de comando e números de telefone do centro de comando;

      recursos e bens que poderiam ser compartilhados durante uma reação a emergências;

      nomes de pacientes e indivíduos falecidos conduzidos a seus hospitais, a fim de facilitar a identificação e localização de vítimas de uma emergência.

16.         Não se aplica.

17.         Não se aplica.

18.         O plano identifica sistemas de comunicação de apoio internos e externos no caso de falha durante emergências.

19.         O plano identifica papéis e responsabilidades alternativas dos profissionais durante emergências, incluindo aqueles a quem se reportam na estrutura de comando do hospital e, quando ativada, na estrutura de comando da comunidade.

20.         O plano identifica altos meios alternativos de satisfazer as necessidades essenciais de serviços básicos no local quando o hospital é designado por seu plano de manejo da emergência para prestar serviço continuado durante a mesma (por exemplo, eletricidade, água, ventilação, fontes de combustível, sistemas médicos de gás e vácuo).

21.         O plano identifica meios de isolamento e descontaminação radioativos, biológicos e químicos.

 

A superlotação do PS diminui sua capacidade de organização e, portanto, de prestação de serviços, o que não permite nenhuma competência para o manejo do desastre. Por isso, um pronto-socorro operando no limite ou acima da sua capacidade ameaça a competência da comunidade para responder a um desastre. O hospital precisa trabalhar junto com a comunidade para implementar um plano de manejo de emergência que estabeleça como prestar cuidado, tratamento e serviços quando o pronto-socorro estiver superlotado. Por exemplo, o hospital pode estipular sua responsabilidade em estabelecer uma clínica de cuidado urgente no ginásio de um colégio local quando o pronto-socorro estiver operando em sua capacidade máxima.

 

EC.4.20 O hospital conduz manobras regularmente para testar o manejo da emergência.

 

Elementos de desempenho para EC.4.20

1.    O hospital testa a fase de reação de seu plano de manejo de emergência duas vezes ao ano, quer em resposta a uma emergência real quer em manobras planejadas.[‡‡‡‡‡]

 

Nota 1: Profissionais de cada prédio independente classificado como de ocupação profissional (como é definido pelo Life Safety Code®) que não oferece serviços de emergência nem está designado pela comunidade como uma estação de recepção de vitímas de desastre precisam participar de apenas uma manobra de manejo de emergência por ano. Os funcionários das áreas do prédio potencialmente ocupadas pelo hospital devem participar dessa manobra.

Nota 2: Os exercícios teóricos, embora úteis no planejamento e no treinamento, são apenas substitutos aceitáveis para manobras de prática de toda a comunidade.

 

2.    As manobras são conduzidas com pelo menos quatro meses de intervalo e não mais de oito.

3.    Os hospitais que oferecem serviços de emergência ou são estações de recepção de desastre designadas pela comunidade devem conduzir, pelo menos, uma manobra por ano que inclua um influxo de voluntários ou pacientes simulados.

4.    O hospital participa de pelo menos uma manobra prática no âmbito de toda a comunidade (quando adequado) tendo em vista as emergências prioritárias identificadas na sua análise de vulnerabilidade ao perigo.

 

A manobra avalia a comunicação, a coordenação e a eficiência das estruturas de comando do hospital e da comunidade.

 

Nota 1: A “área de abrangência da comunidade” pode variar desde uma área geográfica contígua servida pelos mesmos prestadores de atenção à saúde, até uma grande vila, aldeia, cidade ou região.

Nota 2: Os testes dos EDs 3 e 4 podem ser separados, simultâneos ou combinados.

 

5.    Não se aplica.

6.    Todas as manobras são criticadas para identificar deficiências e oportunidades de melhora.

 

Como a superlotação pode ser considerada um desastre, tanto internamente para o hospital quanto externamente para a rede de segurança da comunidade, o hospital deve usar seus períodos de demanda máxima como uma oportunidade para exercitar manobras de minidesastre. Para isso, cada departamento deve ter um gatilho mensurável para pôr em ação seu plano de excesso de fluxo e evidenciar que respeita esse gatilho. Para muitos hospitais, esse exercício faria com que os departamentos mais problemáticos tivessem de praticar seus planos de reação a desastres regularmente.

 

HR.2.20 Os membros da equipe, profissionais independentes registrados, estudantes e voluntários, se adequado, podem descrever ou demonstrar seus papéis e responsabilidades com relação à segurança, com base em deveres ou práticas específicos da sua função.

 

Base lógica para HR.2.20

O elemento humano é o mais crítico em qualquer processo, determinando se as coisas certas são feitas corretamente. Os melhores procedimentos e políticas para minimizar os riscos no ambiente onde o cuidado, o tratamento e os serviços são prestados não têm sentido se a equipe, os profissionais independentes registrados e, se adequado, os estudantes e voluntários não os conhecem nem os entendem suficientemente bem para desempenhá-los de maneira correta.

É importante que precauções comuns identificadas pelo hospital para minimizar diversos riscos (por exemplo, relacionados à segurança do paciente e do ambiente) sejam adequadamente implementadas. É importante também que os procedimentos de emergência apropriados sejam instituídos quando ocorrer um incidente ou falha no ambiente.

 

Elementos de desempenho para HR.2.20

Os membros da equipe, profissionais independentes registrados, estudantes e voluntários, se adequado, podem descrever ou demonstrar:

 

1.    Os riscos no ambiente hospitalar.

2.    As ações para eliminar, minimizar ou relatar riscos.

3.    Os procedimentos a serem seguidos no caso de um incidente.

4.    Processos para relatar problemas comuns, falhas e erros do usuário.

 

A orientação para novos integrantes e a orientação contínua para os empregados devem enfatizar que os riscos para a segurança do paciente são mais elevados quando o pronto-socorro está operando no limite ou acima da sua capacidade. Por isso, a equipe deve ter sua atenção redobrada para esses riscos quando estiver trabalhando no pronto-socorro em horários de pico.

 

Melhora contínua

A melhora do desempenho é um trabalho contínuo que envolve medir o funcionamento de importantes processos e serviços e, quando indicado, identificar mudanças que melhorem o resultado. Depois que as mudanças são incorporadas a processos de trabalho, produtos ou serviços novos ou já existentes, o desempenho da organização deve ser monitorado para garantir que as melhoras sejam mantidas.

 

PI.3.10 As informações de análises de dados são usadas para fazer mudanças que melhorem o desempenho e a segurança do paciente e reduzam o risco de eventos sentinela.

 

Elementos de desempenho para PI.3.10

1.    O hospital usa as informações das análises de dados para identificar e implementar mudanças que melhorem a qualidade do cuidado, do tratamento e dos serviços.

2.    O hospital identifica e implementa mudanças que reduzam o risco de eventos sentinela.

3.    O hospital usa as informações das análises de dados para identificar mudanças que melhorem a segurança dos pacientes.

4.    As mudanças feitas para melhorar os processos ou os resultados são avaliadas para garantir que produzam os resultados esperados.

5.    As ações apropriadas são realizadas quando as melhoras planejadas não são adquiridas ou mantidas.

 

O hospital deve usar as informações da análise de dados para identificar e implementar mudanças que melhorem a qualidade do cuidado, do tratamento e dos serviços. Os objetivos da implementação dessas mudanças são reduzir o risco de eventos sentinela e melhorar a segurança do paciente. Uma vez implementadas, as mudanças devem ser avaliadas para garantir que produzam os resultados esperados. Quando as melhoras planejadas não são adquiridas ou mantidas, o hospital deve realizar as ações adequadas.

Por exemplo, se o pronto-socorro está monitorando seu desempenho pela coleta de dados sobre a velocidade de disponibilização de leitos na internação, e os dados indicam uma demora de duas horas, sendo o tempo aceitável de uma hora, o pronto-socorro deve implementar estratégias para acelerar o processo.

LD.4.40 Os líderes garantem a implementação em todo o hospital de um programa integrado que é voltado para a segurança do paciente.

 

Base lógica para LD.4.40

Os líderes devem estimular um ambiente seguro em todo o hospital, integrando essa prioridade a todos os processos, funções e serviços relevantes da organização. Associado a esse esforço, um programa voltado à segurança do paciente aproxima-se de seu objetivo com a redução do risco de falhas no sistema ou no processo. Responsável por comunicar objetivos e coordenar esforços para que o cuidado do paciente e os serviços de apoio sejam integrados em todo o hospital e com os serviços contratados, a liderança assume o comando de desenvolvimento, implementação e supervisão de um programa de segurança do paciente.

Esse padrão de prevenção não requer a criação de novas estruturas ou “escritórios” no hospital; ao contrário, ele enfatiza a necessidade de integrar todas as atividades que visam à segurança do paciente, tanto as já existentes quanto as recém-criadas, com a liderança responsável por essa integração.

 

Elementos de desempenho para LD.4.40

O programa de segurança do paciente inclui:

 

1.    Um ou mais indivíduos qualificados ou um grupo interdisciplinar destinado a administrar o programa de segurança de todo o hospital.

2.    Definição do escopo de supervisão do programa, tipicamente variando de sem risco, “lapsos” freqüentes até eventos sentinela com graves resultados adversos.

3.    Integração e participação de todos os componentes do hospital num programa de âmbito geral.

4.    Procedimentos para responder imediatamente às falhas do sistema ou do processo, incluindo cuidado, tratamento ou serviços para os indivíduos afetados, contenção do risco para os outros e preservação de informações dos fatos para a análise subseqüente.

5.    Sistemas claros para relatos internos e externos de informações sobre falhas no sistema ou no processo.

6.    Reações definidas a vários tipos de eventos e processos adversos imprevistos para a condução de atividades proativas de avaliação e redução do risco.

7.    Sistemas de apoio[§§§§§] definidos para os membros da equipe envolvidos em um evento sentinela.

8.    Relatos, no minímo anuais, à direção ou às autoridades do hospital sobre as falhas do sistema ou do processo e as medidas tomadas para melhorar a segurança, tanto proativamente quanto em resposta às ocorrências reais.

 

Os líderes devem estimular um ambiente seguro em todo o hospital, integrando as prioridades de segurança a todos os processos, funções e serviços relevantes da organização. Para esse fim, um programa de segurança do paciente pode atingir seus objetivos reduzindo o risco de falhas do sistema ou do processo. Comandando o desenvolvimento, a implementação e a supervisão de um programa de segurança do paciente, a liderança assume sua responsabilidade de comunicar objetivos e coordenar esforços para integrar o cuidado do paciente com os serviços de apoio em todo o hospital e com os serviços contratados.

Este padrão não requer a criação de novas estruturas ou “escritórios” no hospital. Em vez disso, enfatiza a necessidade de a liderança hospitalar integrar todas as atividades de segurança do paciente, tanto as já existentes quanto as recém-criadas.

Como o pronto-socorro é um ambiente associado a um alto risco de erros no cuidado de saúde, o programa de segurança da unidade deve ser ligado ao programa de segurança do paciente em todo o hospital. Isso requer que os dados de monitoração de segurança do PS nos horários de pico sejam analisados separadamente para determinar o efeito da superlotação na segurança do paciente. Por exemplo, taxas de queda ou erros de medicação ocorrem mais freqüentemente quando o pronto-socorro está superlotado? Se ocorrem, então o hospital deve mudar seus processos para maximizar a segurança do paciente no PS quando ele está operando no limite ou acima da sua capacidade.

LD.4.50 Os líderes estabelecem prioridades de melhora do desempenho e identificam como o hospital ajusta suas prioridades em resposta a eventos incomuns ou urgentes.

 

Elementos de desempenho para LD.4.50

1.    Os líderes estabelecem prioridades para a melhora do desempenho nas atividades de todo o hospital, na eficácia dos profissionais e nos resultados para a saúde do paciente.

2.    Os líderes dão prioridade aos processos de alto volume, alto risco ou propensos a apresentar problemas.

3.    As atividades de melhora do desempenho são novamente priorizadas em resposta a mudanças importantes no ambiente interno ou externo.

 

As exigências relacionadas a este padrão são evidentes: os líderes devem estabelecer prioridades para a melhora do desempenho nas atividades de toda a organização, na eficácia dos profissionais e nos resultados para a saúde do paciente. Devem dar prioridade aos processos de alto volume, alto risco ou propensos a apresentar problemas, particularmente àqueles afetados pela superlotação.

 



[*] Este padrão tinha o número LD.3.11 até 1o de janeiro de 2005, quando se tornou padrão LD.3.15.

[†] Este padrão e seus elementos de desempenho tornaram-se efetivos em 1O de janeiro de 2005.

[‡] Plano escrito. Um documento sucinto e útil, formulado previamente, que identifica as necessidades, relaciona as estratégias para satisfazer essas necessidades e estabelece metas e objetivos. O formato do plano pode incluir narrativas, políticas e procedimentos, protocolos, diretrizes práticas, caminhos clínicos, mapas de cuidado ou uma combinação destes.

[§] Os serviços disponíveis incluem, quando apropriado, educação especial, cuidado diário do adulto, manejo do caso, serviços de cuidado domiciliar, asilo, instituições de longo tempo de permanência, cuidado ambulatorial, grupos de apoio, serviços de reabilitação e serviços comunitários de saúde mental.

[**] Este padrão e seus elementos de desempenho (EDs) tornaram-se efetivos em 1º de janeiro de 2005. Em 1º de julho de 2004, os pesquisadores exploraram o progresso do hospital com relação à satisfação desse padrão e de seus EDs e deram instruções sobre os achados. Esses achados não estão incluídos no relatório da pesquisa, nem influenciam a decisão de acreditação final do hospital.

[††] Exploração. Aproveitar-se indevidamente de outra pessoa para seu próprio proveito ou benefício.

[‡‡] A Joint Commission está mudando a expressão satisfação com o cuidado, o tratamento e os serviços para a expressão mais inclusiva percepção sobre o cuidado, o tratamento e os serviços, para melhor medir o desempenho das organizações na satisfação das necessidades, expectativas e preocupações dos clientes. Usando este termo, a organização estará preparada para avaliar não apenas a satisfação dos pacientes e/ou das famílias com o cuidado, o tratamento ou os serviços, mas também se a organização satisfaz suas necessidades e expectativas.

[§§] Não requerida para hospitais que proporcionam apenas serviços psiquiátricos e para uso de drogas.

[***] Não requerida para hospitais que proporcionam apenas serviços psiquiátricos e para uso de drogas.

[†††] Quando o hospital proporciona serviços cirúrgicos ou obstétricos, também estão disponíveis serviços de anestesia.

[‡‡‡] Este ED tornou-se efetivo em 1o de janeiro de 2005.

[§§§] Em alguns Estados norte-americanos, a lei determina que cuidado urgente, planejamento familiar e/ou serviços de saúde comportamental podem ser proporcionados a um menor sem aprovação ou consentimento de pai/mãe ou responsável.

[****] O Fundo de Prevenção da Violência Familiar (Family Violence Prevention Fund) é um recurso que pode ser contatado para mais informações em http://www.fvpf.org.

[††††] Os serviços disponíveis incluem, quando apropriado, educação especial, cuidado diário do adulto, manejo do caso, serviços de cuidado domiciliar, asilo, instituições de longo tempo de permanência, cuidado ambulatorial, grupos de apoio, serviços de reabilitação e serviços comunitários de saúde mental.

[‡‡‡‡] Emergência: Um evento natural ou criado pelo homem que perturba significativamente o ambiente de atendimento (por exemplo, dano aos prédios e aos terrenos do hospital devido a ventos fortes, tempestades ou terremotos); que perturba significativamente o cuidado, o tratamento e os serviços (por exemplo, perda de serviços essenciais como energia, água ou telefones como conseqüência de inundações, perturbações civis, acidentes ou emergências dentro do hospital ou em sua comunidade); ou que resulta em demandas repentinas, significativamente alteradas ou aumentadas, pelos serviços do hospital (por exemplo, ataque bioterrorista, início de falência, acidente aéreo na comunidade do hospital). Algumas emergências são chamadas de “desastres” ou “evento potencialmente causadores de danos”.

[§§§§] Análise de vulnerabilidade ao perigo. A identificação de potenciais emergências e os efeitos diretos e indiretos que elas podem ter nas operações da instituição de saúde e na demanda por seus serviços.

[*****] Atividades de mitigação. Aquelas atividades que um hospital realiza tentando reduzir a gravidade e o impacto de uma emergência potencial.

[†††††] Atividades de preparação. Aquelas atividades que um hospital realiza para criar competência e identificar recursos que podem ser usados caso ocorra uma emergência.

[‡‡‡‡‡] Manobras envolvendo pacotes de informações que simulem pacientes, suas famílias e o público são aceitáveis.

[§§§§§] Os sistemas de apoio proporcionam ajuda aos indivíduos além recursos adicionais por meio do setor de recursos humanos ou de um programa de assistência ao funcionário. Os sistemas de apoio reconhecem que os trabalhadores atentos à saúde envolvidos nos eventos sentinela são, eles próprios, vítimas desses eventos e requerem apoio. Os sistemas se concentram no processo, em vez de responsabilizar os indivíduos envolvidos.

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