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Última revisão: 14/05/2013

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 Versão original publicada na obra Slavish, Susan M. Manual de prevenção e controle de infecções para hospitais. Porto Alegre: Artmed, 2012.

 

 

MANUAL DE PREVENÇÃO E CONTROLE DE INFECÇÕES PARA HOSPITAIS

Susan M. Slavish

 

Tradução: Beatriz Araujo do Rosário

 

Consultoria, supervisão e revisão técnica desta edição: Heloisa Helena Karnas Hoefel – Professora da Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EEUFRGS). Mestre e Doutora em Enfermagem pela EEUFRGS Chefe do Serviço de Enfermagem em Centro Cirúrgico do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA).

 

Nota à edição brasileira

         As abordagens técnicas desta obra baseiam-se nas normas norte-americanas e na legislação vigente nos Estados Unidos. Muitas das observações nas notas de revisão técnica (N. de R. T.) contemplam as especificidades do Brasil à luz das normas brasileiras. A legislação específica que deve ser seguida está disponível no site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa, www.anvisa.gov.br), embora nem todos os aspectos e detalhes já legislados nos Estados Unidos e referidos nesta obra sejam contemplados na legislação de nosso país. Os aspectos relacionados ao controle de infecções hospitalares e suas áreas de apoio são específicos de cada especialidade e possuem resoluções próprias. Como exemplos importantes, tem-se a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) n° 154, de 15 de junho de 2004, que estabelece o regulamento técnico para o funcionamento dos serviços de diálise (www.saude.mg.gov.br/atos_normativos/legislacao-sanitaria/estabelecimentos-de-saude/hemodialise/res_154.pdf) e a RDC nº 15, de 15 de março de 2012 (http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2012/rdc0015_15_03_2012.html) sobre boas práticas para o processamento de produtos para a saúde. A norma legal que enfoca controle de infecções e segurança do trabalhador vigente no momento é a Norma Regulamentadora (NR) 32 que estabelece as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde (www.mte.gov.br/seg_sau/guia_tecnico_cs3.pdf). Embora a maioria das recomendações brasileiras siga a mesma orientação técnico-científica da legislação norte-americana e esteja contemplada nas notas de revisão técnica, em caso de dúvidas sobre a aplicabilidade legal, o site da Anvisa pode ser consultado.

 

Prefácio

         Há uma crescente ênfase na prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde (IRASs) durante o cuidado contínuo, e a Joint Commission uniu-se a esse esforço ao auxiliar os profissionais engajados nessa prevenção. Várias organizações governamentais e de profissionais, incluindo os Centers for Disease Control and Prevention (CDCs), a Society for Healthcare Epidemiology of America (SHEA), a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Association for Professionals in Infection Control and Epidemiology (APIC), criaram recursos para auxiliar esses profissionais a reduzir a taxa de IRASs. Durante os últimos anos, a Joint Commission colaborou com todos esses grupos para desenvolver modernos recursos para prevenção de IRASs. Apesar desse trabalho, ainda existem lacunas entre informações e recursos nas áreas clínica e administrativa para a prevenção de IRASs.

         Para preencher essas lacunas, a Joint Commission desenvolveu o Manual de prevenção e controle de infecções para hospitais. Embora possa servir como recurso para o profissional de controle de infecção, acreditamos que este manual também possa fornecer valiosas informações para administradores de hospitais, chefes de departamentos, chefes de enfermagem e prestadores de assistência à saúde.

         Os temas encontrados neste manual são gerais e específicos. Os Capítulos 1 a 4 buscam compreender as estratégias para evitar infecções em todas as partes do hospital. O Capítulo 1 explica a vigilância para prevenção e controle de infecções. O papel central do ambiente na prevenção da infecção é o foco do Capítulo 2. Como a saúde dos profissionais envolvidos com o cuidado do paciente e com serviços de apoio é a chave para prevenção da infecção, o Capítulo 3 discute o importante papel dos programas de saúde ocupacional. As melhores práticas para prevenir as seis IRASs mais problemáticas são discutidas no Capítulo 4.

         Os Capítulos 5 a 23 discutem as estratégias para prevenção e controle de infecções para várias departamentos de hospital. Os riscos de infecção estão presentes quando muitos pacientes passam por um departamento do hospital. O setor de emergência é provavelmente o melhor exemplo de um departamento que atende a um grande número de pacientes, e o Capítulo 5 apresenta métodos práticos para reduzir o risco de transmissão de infecção associado com o cuidado de vários pacientes potencialmente infectados.

         Além de abranger vários cenários de cuidado ao paciente, são discutidas as estratégias de prevenção e controle de infecção associadas com os departamentos de serviços de apoio e diagnóstico. Os serviços de apoio discutidos neste manual são os Serviços Ambientais (Capítulo 6), a Central de Materiais (Capítulo 7), os Serviços de Processamento de Roupas e Lavanderia (Capítulo 8), o Gerenciamento do Lixo Hospitalar (Capítulo 9), os Serviços de Alimentação e Nutrição (Capítulo 10) e a Farmácia (Capítulo 11). Os serviços de diagnóstico incluídos neste manual são Laboratório (Capítulo 12), Patologia (Capítulo 13), Radiologia (Capítulo 14), Laboratório de Cateterização Cardíaca (Capítulo 15) e Serviços de Cuidado Respiratório (Capítulo 16). Cada um desses capítulos contém informações específicas relacionadas ao papel do departamento e estratégias de prevenção e controle de infecção associadas.

         Seis capítulos tratam de populações de pacientes com alto risco de adquirir IRASs. Essas populações incluem pacientes de unidades de terapia intensiva (Capítulo 17), imunocomprometidos (Capítulo 18), geriátricos (Capítulo 19), pediátricos e neonatais (Capítulo 20), gestantes (Capítulo 21) e pacientes submetidos a diálise (Capítulo 22).

         O Capítulo 23 examina o ambiente do centro cirúrgico, incluindo os riscos associados com a anestesia. Alguns dos tópicos discutidos neste capítulo são: manutenção adequada da qualidade do ar no centro cirúrgico; preparação do paciente desde o banho pré-operatório até sua preparação no local da cirurgia e estratégias de prevenção relacionadas à equipe cirúrgica, incluindo lavagem das mãos e roupa cirúrgica, controle de fluxos de pessoas e segurança para material perfurocortante.

         Nos capítulos específicos sobre população e serviços, os temas básicos de prevenção de infecção, incluindo higiene das mãos, educação do provedor de assistência à saúde, limpeza e desinfecção dos equipamentos médicos e limpeza do ambiente, são repetidos para reforçar os papéis importantes exercidos na prevenção das IRASs.

         Todos os profissionais envolvidos no desenvolvimento deste manual estão comprometidos com a prevenção de infecções e com o oferecimento a você e seus colegas de uma fonte inestimável de ajuda nos esforços contínuos para evitar IRASs em seus pacientes todos os dias. Esperamos que use muitas vezes este manual e compartilhe as dicas e outras informações com todos os membros da sua equipe de saúde, de modo que consigam reduzir as IRASs a zero.

 

Susan M. Slavish, B.S.N., M.P.H., C.I.C.

Consultora para Prevenção e Controle de Infecções

Joint Commission Resources

 

Introdução

         Em todos os hospitais do mundo, os pacientes contraem infecções, os profissionais de assistência à saúde (PASs) são expostos a patógenos perigosos e os membros da comunidade procuram tratamento para doenças contagiosas, como pneumonia, hepatite e síndrome da imunodeficiência humana (aids). Esses eventos não são incidentes isolados, são ocorrências comuns que os hospitais precisam saber como controlar.

         A prevenção e controle de infecções (PCI) em um hospital afeta todos os departamentos, todos os dias do ano. Para garantir a segurança de pacientes, PASs, familiares, visitantes e outros que entram em contato com um hospital, a PCI deve ser a prioridade.

 

Montando o cenário

         Devido ao tamanho e ao escopo da PCI nos hospitais, o trabalho nessa área não pode ficar a cargo de uma ou duas pessoas, como uma pessoa responsável pela prevenção da infecção ou um médico responsável por uma unidade. Da mesma forma, a PCI não pode envolver apenas uma ou duas intervenções implementadas em departamentos específicos. Ela deve abranger o hospital como um todo, o que inclui todas as pessoas que trabalham, recebem cuidado ou visitam o hospital. A importância de incorporar a PCI nas operações e rotinas diárias deve ser enfatizada, de modo que se torne parte da cultura e estrutura do hospital.

         Para alcançar essa abordagem multidisciplinar e multifacetada, os hospitais precisam ter os três elementos a seguir:

 

1.    Um programa de PCI abrangente e sistemático

2.    Forte liderança e apoio para o programa de PCI

3.    Educação e treinamento abrangentes sobre PCI a todos os membros da equipe de profissionais de assistência à saúde, bem como a pacientes e suas famílias

 

O programa de prevenção e controle de infecções

         Um programa de PCI descreve uma abordagem do hospital para a PCI. Ele deve se basear nos riscos de infecção específicos com as quais um hospital tem de lidar, os serviços que ele fornece e a população a que atende. Além disso, o programa deve enfatizar a comunicação e a colaboração e utilizar as melhores práticas aceitas sobre PCI, bem como ser continuamente monitorado e atualizado para refletir o cenário em constante mudança de patógenos, riscos de infecção e estratégias de controle. Todos os profissionais envolvidos nas operações diárias de um hospital – incluindo médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, farmacêuticos, administradores, profissionais de serviços ambientais, funcionários da limpeza, engenheiros civis, etc. – devem ter papel no desenvolvimento, na implementação e na manutenção do programa de PCI.

 

Apoio da liderança

         Sem apoio e suporte financeiro da liderança, os esforços da PCI em um hospital podem se perder na lista de prioridades. A liderança tem impacto direto na segurança do paciente e na qualidade do cuidado. Na maioria dos hospitais, os programas que recebem apoio e suporte financeiro visíveis da liderança são aqueles que os PASs levam mais a sério, portanto, esses programas costumam ser os que apresentam melhores índices de sucesso.

         A liderança pode apoiar de forma ativa um programa de PCI por meio das seguintes ações:

 

      Alocar tempo e recursos necessários dos PASs. A liderança deve fornecer apoio financeiro e recursos adequados a programas para reduzir e evitar a aquisição e disseminação de infecções – especialmente aquelas relacionadas à assistência à saúde (IRASs). Isso pode exigir a contratação ou realocação de profissionais para áreas como unidades de terapia intensiva neonatal, nas quais as altas proporções de profissionais por paciente derrubam as taxas de infecções.

      Permitir acesso às informações. Para realmente analisar e relatar taxas de infecção, possíveis surtos e outros dados críticos, os profissionais envolvidos na prevenção de infecções devem ter acesso a informações detalhadas, como registros dos pacientes.

      Fornecer equipamento de PCI adequado. O equipamento de PCI pode incluir equipamento de proteção individual (EPI), como máscaras, luvas e aventais; pias de fácil acesso; produtos à base de álcool para higiene das mãos; caixas para descarte de perfurocortantes; e outros equipamentos de segurança. Os líderes devem encorajar os PASs a avaliar os tipos de equipamento que podem tornar seu trabalho mais seguro e mais fácil e que podem evitar e controlar infecções.

      Apoiar de forma ativa uma abordagem multidisciplinar para PCI. Essa colaboração pode envolver as reuniões da comissão de controle de infecções, encorajar o uso de equipes multidisciplinares para examinar e responder a questões de PCI particulares e dar tempo para diferentes disciplinas participarem nas equipes multidisciplinares.

      Servir de modelo. As pessoas imitam aquilo que observam. Por exemplo, se os líderes praticarem a boa higiene das mãos, os PASs no hospital estarão mais propensos a também praticá-la. Entretanto, se os líderes não realizarem essa atividade crítica, os PASs não a verão como uma prioridade.

 

         A liderança também deve comunicar as metas específicas e as iniciativas e compartilhar resultados dos projetos de melhoria de desempenho relacionados ao PCI. Os PASs se beneficiam ao saber seus papéis na prevenção da transmissão de infecções e são motivados quando observam os resultados. Por exemplo, quando uma iniciativa particular reduz as taxas de infecção, os PASs ficam mais propensos a dar atenção a essa iniciativa, podendo elevar as taxas de adesão.

 

Educação e treinamento

         É fundamental que todos os PASs percebam a importância de seus papéis individuais na prevenção e no controle de infecções nos hospitais. Uma maneira de se obter isso é por meio da educação e do treinamento desses profissionais. Os programas de educação abrangentes devem dar especial atenção aos seguintes tópicos:

 

      O que as pessoas podem fazer para evitar ou controlar infecções. Esse tópico pode incluir estratégias gerais de prevenção, como higiene das mãos e uso de EPI, e tópicos mais específicos de cada departamento, como a forma correta de preparar um paciente para cirurgia ou como higienizar de forma eficiente a máquina para diálise.

      Como identificar problemas ou potenciais problemas relacionados à PCI. Esse tópico pode incluir processos para relato de problemas identificados, o que relatar e a quem relatar.

      Como as pessoas podem preservar sua saúde para ajudar a preservar a saúde de seus pacientes. Essas práticas podem incluir ficar em casa quando estiver doente, usar EPI adequado e vacinar-se contra doenças contagiosas, como gripe e hepatite B.

 

         Programas de educação e treinamento eficazes não se aplicam apenas aos cuidadores dos pacientes, mas a todos no hospital que possam entrar em contato com os pacientes, como técnicos, pessoal da limpeza, bombeiros hidráulicos, eletricistas, entregadores, auxiliares e equipe da hotelaria. Todos podem ser expostos ou agir como carreadores de infecção e devem estar familiarizados com os modos de garantir sua segurança e a de outros no hospital.

         Os PASs que trabalham com pacientes de alto risco, como idosos, neonatos ou imunocomprometidos, devem saber como identificar fatores de risco para infecção nessas populações específicas. Treinar os PASs para observarem fatores de risco específicos para algumas populações e como evitar e controlar infecções nessas populações pode ser um longo caminho para reduzir as infecções no hospital.

 

Sobre este manual

         O Manual de prevenção e controle de infecções para hospitais, da Joint Commission, foi planejado visando auxiliar os hospitais a identificarem áreas problemáticas e barreiras relacionadas a PCI (os riscos de infecção) e apresentar as melhores práticas e soluções baseadas em evidências para discutir essas áreas e eliminar essas barreiras. Este manual traz uma abordagem multifacetada e apresenta as informações em duas partes.

         O termo prevencionista de infecções (PI), usado neste manual, foi adotado recentemente pela Association for Professionals in Infection Control and Epidemiology (APIC) para referir-se aos profissionais de PCI que trabalham em vários cenários de assistência à saúde e têm conhecimento científico e experiência clínica para evitar infecções. De acordo com a APIC,

 

um prevencionista de infecções é um enfermeiro, médico, epidemiologista ou tecnólogo de saúde que: ajuda a evitar as infecções nosocomiais [IRASs] nas instalações do hospital ao isolar as fontes da infecção e limitar sua disseminação; coleta de forma sistemática, analisa e interpreta os dados sobre saúde para planejar, implementar, avaliar e disseminar práticas de saúde pública adequadas; e treina a equipe de saúde por meio de orientação e disseminação de informações sobre a prevenção de infecção e práticas de controle.1

 

         Muitos hospitais empregam os prevencionistas de infecções em horário integral; outros, em horário parcial. Muitos hospitais, entretanto, não contam com um prevencionista de infecções, por vários motivos. Isso não significa que eles não tenham pessoas responsáveis pelo programa de PCI e pela prevenção de infecções na instituição. Existem muitos PASs que possuem treinamento especializado, conhecimento e experiência clínica na prevenção e no controle de infecções, mas, ainda assim, não são prevencionistas de infecções. O termo prevencionista de infecções, como usado neste livro, refere-se aos indivíduos que são prevencionistas. Como já foi indicado, a PCI em um hospital deve ser um esforço multidisciplinar que envolve muitas pessoas e equipes com vários talentos, papéis e especialidades, todos trabalhando juntos para evitar infecções hospitalares que ameaçam a vida e a segurança tanto dos pacientes como da equipe que nele trabalha.

 

Parte 1: Práticas de prevenção e controle de infecções no âmbito hospitalar

         Uma vez que os hospitais devem atacar as infecções usando abordagens organizacionais e que muitas estratégias de prevenção são utilizadas, a primeira parte deste manual consiste em um olhar abrangente direcionado para as questões de PCI dentro da instituição. Os capítulos incluídos nessa parte (Caps. 1 a 4) se concentram nas práticas que precisam ser seguidas por todos os departamentos do hospital. Essas estratégias incluem vigilância, higiene das mãos, EPI, seleção da equipe, exame físico e imunizações, proteção contra os patógenos comuns, acidentes com perfurocortantes e profilaxia pós-exposição. Essa primeira parte também discute as melhores práticas para evitar as IRASs mais comuns: infecções do trato urinário associadas com cateter, pneumonia associada a ventiladores, infecções associadas a sítios cirúrgicos, micro-organismos multirresistentes, infecções por Clostridium difficile e infecções da corrente sanguínea associadas a cateteres venosos centrais. Como as IRASs são o tipo de infecção mais frequente com o qual os hospitais lidam, essa parte do manual se dedica a prevenção e eliminação de algumas das IRASs mais difíceis e disseminadas.

 

Parte 2: Práticas de prevenção e controle de infecções para departamentos hospitalares específicos

         Cada departamento do hospital tem questões de PCI específicas. Por isso, a segunda parte deste manual apresenta estratégias de prevenção de infecções projetadas para satisfazer as necessidades de PCI e circunstâncias exclusivas de alguns desses departamentos. Embora existam diversos departamentos em hospitais e diferentes hospitais tenham vários tipos de departamentos, os setores incluídos neste manual foram escolhidos por serem os mais comuns, receberem a maioria dos pacientes e apresentarem os riscos de infecção mais difíceis ou prevalentes.

         Os Capítulos 5 a 23 foram planejados para ensinar à equipe na linha de frente como identificar e evitar infecções em seus departamentos, bem como em outros departamentos com os quais entre em contato. Esses capítulos dedicam-se a profissionais de assistência à saúde direta (como médicos, profissionais independentes licenciados e enfermeiros), equipe de apoio clínico (incluindo equipe de hotelaria, farmacêuticos e radiologistas) e outras equipes do hospital (como recursos humanos e manutenção predial). Todas essas pessoas têm papéis-chave na prevenção de infecções hospitalares, porém a via para prevenção não começa nem termina com esses indivíduos. É responsabilidade deles educar pacientes, familiares, visitantes e outros que venham ao hospital sobre suas responsabilidades na prevenção das infecções.

         Os 19 capítulos na Parte 2 estão organizados em grupos menores com base na função principal que o departamento executa no hospital. O Capítulo 5, Departamento de emergência, é alocado no grupo de “Departamentos com grande número de pacientes” por causa da grande quantidade de pacientes nele examinados e dos quadros apresentados, que muitas vezes representam riscos de infecção.

         O grupo seguinte, “Departamentos que fornecem serviços de apoio”, contém: Capítulo 6 – Serviços ambientais; Capítulo 7 – Central de materiais; Capítulo 8 – Serviços de processamento de roupas e lavanderia; Capítulo 9 – Gerenciamento do lixo hospitalar; Capítulo 10 – Serviços de alimentação e nutrição e Capítulo 11 – Farmácia. Embora não forneçam assistência direta ao paciente ou não estejam envolvidos com o cuidado no leito, esses departamentos têm papéis importantes na prevenção de infecções e exercem impacto direto sobre a saúde e o bem-estar dos pacientes.

         O grupo “Departamentos que fornecem serviços diagnósticos e terapêuticos” inclui departamentos que executam ampla variedade de procedimentos e usam uma vasta gama de equipamentos para diagnóstico, cura, cuidado e tratamento dos pacientes. Eles incluem Capítulo 12 – Laboratório; Capítulo 13 – Patologia; Capítulo 14 – Radiologia; Capítulo 15 – Laboratório de cateterização cardíaca e Capítulo 16 – Serviços de cuidado respiratório.

         Existem algumas populações de pacientes nos hospitais que enfrentam maiores riscos de infecção do que outras. As ameaças e estratégias para evitá-los são descritas no próximo grupo, “Departamentos com pacientes de alto risco”. Os capítulos 17: Unidade de terapia intensiva, 18: Pacientes imunocomprometidos, 19: Pacientes geriátricos, 20: Pacientes pediátricos e neonatais, 21: Obstetrícia e 22: Diálise discutem pacientes hospitalizados que estão particularmente vulneráveis a infecções.

         O último grupo, “Departamentos que fornecem serviços cirúrgicos”, apresenta os riscos de infecção e as estratégias de prevenção para pacientes que serão submetidos à cirurgia (Capítulo 23: Departamentos de cirurgia e anestesia).

         As informações apresentadas em cada capítulo da Parte 2 são complementadas com uma grande variedade de figuras, pôsteres, folhetos, formulários, dicas e textos em destaque. Os PASs podem usar tais materiais para implementar as melhores práticas apresentadas em cada capítulo a fim de evitar infecções e melhorar a adesão. Além disso, cada capítulo da Parte 2 inicia com uma breve descrição de seu conteúdo. Os riscos de PCI mais importantes com os quais o departamento lida são indicados pelo símbolo

 , e as melhores práticas e as estratégias de prevenção mais eficientes são destacadas pelo ícone
.

         Quando analisadas em conjunto, as duas partes do manual trazem um mapa completo para PCI em um hospital e podem servir como u guia para os esforços do hospital nessa área. Ao usar este guia, os prevencionistas de infecções e as outras pessoas que trabalham no hospital, como líderes, profissionais da saúde ocupacional, profissionais de cuidado do ambiente, médicos, enfermeiros e outros PASs, podem trabalhar juntos para desenvolver, implementar e gerenciar um programa de PCI abrangente e preservar a segurança dos pacientes e trabalhadores ao reduzirem a introdução e transmissão de doenças contagiosas no hospital.

 

Agradecimentos

         Este manual contou com o conhecimento, a opinião e a experiência de várias pessoas, e a Joint Commission Resources (JCR) gostaria de agradecer a todos.

         Em primeiro lugar, agradecemos a Susan M. Slavish, B.S.N., M.P.H., C.I.C., que foi a editora técnica deste projeto. O objetivo de Susan era certificar-se de que as informações sobre PCI nos capítulos fossem precisas, úteis e oportunas e que teriam realmente um impacto positivo para salvar vidas, evitar o sofrimento desnecessário e ajudar os PASs a atender melhor seus pacientes e evitarem riscos. Ela trabalhou incansavelmente para alcançar tais objetivos, revisando vários esboços desta publicação, sugerindo referências a serem incluídas e fornecendo orientação geral. Agradecemos sua paciência e seu apoio.

         A JCR também gostaria de agradecer e reconhecer as contribuições feitas por vários revisores. Essas pessoas ajudaram a desenvolver o conteúdo e revisaram se as informações de PCI e clínicas eram precisas e completas. Kelly Fugate, Carol Mooney e Rick Morrow, da Joint Commission, e Nanne Finis, Catherine Hinckley, Deb Nadzam e Paul Reis, da JCR, fizeram comentários e revisões, e ofereceram orientação e assistência inestimáveis.

         Finalmente, este manual não seria possível sem o talento da Kathy Vega. Conforme indicado no esboço e escopo deste manual, foi necessária uma ampla gama de informações, conhecimentos, detalhes e expertise para criar seu conteúdo. Kathy merece um reconhecimento especial por ser capaz de controlar rapidamente dados de PCI e informações complexas, e deveria receber o título honorário de “prevencionista de infecções”.

 

Referência

1.        Association for Professionals in Infection Control and Epidemiology (APIC): About the Profession. www.apic.org/Content/NavigationMenu/AboutAPIC/AbouttheProfession/About_the_Profession.htm (acessado em 15 de maio de 2010).

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